Aurora boreal pode aparecer em quase 25 estados dos EUA na noite do pico da chuva de meteoros Líridas
A aurora boreal ainda pode ser vista em partes dos Estados Unidos nesta noite de terça para quarta-feira, 21 para 22 de abril de 2026. A atividade geomagnética diminuiu após o fim de semana, mas pequenas tempestades isoladas mantêm a possibilidade de luzes no horizonte norte. Ao mesmo tempo, a chuva de meteoros Líridas atinge o pico de atividade.
O evento duplo atrai quem acompanha o céu. A NOAA indica que a visibilidade da aurora pode se estender por quase 25 estados, com maiores chances no Alasca e em regiões próximas à fronteira com o Canadá. Já os meteoros aparecem em todo o hemisfério norte, com taxas de até 20 por hora em condições ideais.
Aurora boreal mantém janela de visibilidade em estados do norte
A previsão da NOAA aponta para condições geomagnéticas predominantemente calmas a instáveis na noite de 21 para 22 de abril. Breves períodos de atividade ainda podem ocorrer antes que o vento solar enfraqueça de vez.
Estados como Alasca, Maine, Michigan, Minnesota, Dakota do Norte e Washington lideram as chances. A linha de visibilidade chega mais ao sul, alcançando locais como Connecticut, Illinois, Iowa, Nebraska, Nova York, Ohio e Pensilvânia.
- Connecticut
- Idaho
- Illinois
- Indiana
- Iowa
- Maine
- Massachusetts
- Michigan
- Minnesota
- Montana
- Nebraska
- New Hampshire
- Nova Jersey
- Nova York
- Dakota do Norte
- Ohio
- Pensilvânia
- Rhode Island
- Dakota do Sul
- Vermont
- Washington
- Wisconsin
- Wyoming
A lista varia conforme a atualização da NOAA, mas confirma a extensão incomum para esta fase de calmaria.
Quem mora em áreas urbanas precisa sair para locais escuros com vista livre para o norte. A aurora tende a aparecer como um brilho difuso ou cortinas verdes, às vezes com tons de rosa ou roxo em momentos mais fortes.

Chuva de meteoros Líridas registra pico de atividade
A chuva começou em 14 de abril e segue até o fim do mês. O ponto alto ocorre entre a noite de 21 e a madrugada de 22 de abril, com possível extensão para a noite seguinte.
Meteoros riscam o céu a velocidades altas e podem formar bolas de fogo brilhantes. A origem está nos detritos do cometa Thatcher, que a Terra cruza anualmente. O radiante fica na constelação de Lira, perto da estrela Vega, mas os traços surgem em qualquer direção.
Observadores relatam que o melhor horário é após o anoitecer até o amanhecer. A lua crescente fina não deve atrapalhar muito o céu escuro. Taxas esperadas giram em torno de 15 a 20 meteoros por hora em locais sem poluição luminosa.
Dicas para observar os dois fenômenos na mesma noite
A combinação exige preparação simples. Escolha um ponto afastado de cidades, com horizonte norte desimpedido e céu limpo. Evite luzes artificiais por pelo menos 30 minutos para adaptar os olhos.
Apps de previsão espacial ajudam a acompanhar mudanças no campo magnético e vento solar em tempo real. Para a aurora, foque no norte. Para os meteoros, relaxe o olhar e cubra todo o céu.
Câmeras de smartphone em modo noturno ou profissional capturam imagens com exposições mais longas. Tripé ou apoio firme melhora o resultado, mas não é obrigatório para quem só quer ver.
O que influencia a intensidade dos eventos
A aurora depende de partículas carregadas do Sol que colidem com a atmosfera terrestre. Tempestades geomagnéticas de nível G1 ainda são possíveis, embora fracas.
Já a Líridas é previsível porque segue órbita conhecida. O pico diurno em alguns fusos não impede a observação noturna anterior ou posterior. Condições de céu escuro, longe de nuvens e luar forte, fazem toda a diferença.
Estados do norte e áreas rurais têm vantagem dupla. Quem estiver em latitudes mais baixas ainda pode tentar, especialmente se a atividade geomagnética subir de repente.
Próximos passos para quem quer registrar o espetáculo
Monitore as atualizações da NOAA sobre a aurora nas próximas horas. Para a chuva de meteoros, o período de atividade se estende até 30 de abril, mas com taxas menores após o pico.
Grupos de astronomia amadora e parques nacionais costumam organizar sessões coletivas em locais escuros. Leve cadeira, agasalho e paciência. O céu noturno recompensa quem espera sem pressa.
O fenômeno lembra que eventos celestes acessíveis acontecem com frequência, mesmo sem viagem ao polo. Basta olhar para cima no momento certo.
Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing







