Acusação revela pornografia infantil em aparelho de cantor julgado por morte de adolescente

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D4vd cantor Foto: D4vd cantor - Instagram

O Ministério Público do condado de Los Angeles revelou a descoberta de material contendo pornografia infantil em um dispositivo móvel pertencente ao músico David Anthony Burke. A declaração ocorreu durante uma audiência judicial realizada nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026. O artista, conhecido profissionalmente como D4vd, compareceu ao tribunal algemado. Ele vestia o uniforme prisional laranja padrão. A sessão teve como objetivo principal a definição do calendário processual para os próximos meses. A defesa do cantor tenta acelerar o acesso aos autos. O caso envolve acusações graves de homicídio e ocultação de cadáver.

Descoberta de material ilícito no aparelho telefônico marca nova fase da acusação

A promotora adjunta Beth Silverman conduziu a apresentação dos fatos perante a juíza responsável. Ela explicou que a análise pericial do iPhone do réu resultou na localização das imagens ilegais. Os investigadores também utilizaram interceptações telefônicas autorizadas durante o ano anterior. A promotoria não confirmou se o conteúdo digital possui ligação direta com a vítima do homicídio. O cruzamento de dados continua em andamento nos laboratórios forenses.

Burke manteve uma postura silenciosa ao longo de toda a sessão no tribunal. O músico limitou-se a responder com frases curtas aos questionamentos formais da magistrada. Ele confirmou o entendimento das etapas futuras do processo. O réu já havia registrado uma declaração de inocência na semana anterior. A equipe de defesa aguarda a liberação completa dos relatórios técnicos.

O cronograma judicial estabeleceu datas cruciais para o avanço do caso. Uma conferência de status adicional acontecerá no dia 29 de abril. A audiência preliminar oficial ficou marcada para o dia 1º de maio. Os promotores afirmaram que estarão prontos para apresentar os argumentos iniciais na próxima semana. O objetivo do Ministério Público é iniciar o julgamento principal em um prazo máximo de 60 dias.

Volume massivo de evidências digitais gera debate sobre prazos de entrega

A advogada de defesa Blair Berk cobrou maior agilidade na disponibilização das provas coletadas. A equipe jurídica do cantor argumenta que o atraso prejudica a formulação da estratégia de defesa. A promotoria justificou a demora com base na complexidade da investigação. O processamento dos dados exige tempo e recursos especializados. O material apreendido ultrapassa a capacidade de análise rápida das equipes policiais.

O escopo da investigação criminal abrange múltiplas frentes de coleta de informações. Os promotores detalharam a composição do acervo probatório que será entregue aos advogados do réu. A lista de elementos pendentes de revisão inclui:

  • Atuação de três grandes júris distintos na fase de inquérito.
  • Transcrições completas dos depoimentos prestados sob juramento.
  • Aproximadamente 40 terabytes de dados extraídos de dispositivos eletrônicos.
  • Registros em vídeo capturados por câmeras corporais de policiais.
  • Laudos de processamento químico e análises periciais de veículos.

A extração de informações do serviço de armazenamento em nuvem associado ao aparelho do réu compõe grande parte desse volume. Especialistas em crimes cibernéticos trabalham na catalogação de cada arquivo. A juíza determinou que o compartilhamento das evidências ocorra de forma gradual. A magistrada evitou emitir opiniões sobre o mérito das acusações nesta fase inicial. O foco atual permanece na organização estrutural do processo.

Dinâmica do homicídio envolve uso de instrumento cortante e ocultação em veículo

As acusações formais contra o artista foram apresentadas no dia 20 de abril de 2026. A prisão preventiva ocorreu quatro dias antes. O Ministério Público indiciou Burke por assassinato em primeiro grau com circunstâncias especiais. A lista de crimes inclui abuso sexual contínuo de uma menor de 14 anos. O réu também responde pelo crime de mutilação de cadáver. A gravidade das tipificações penais impede a concessão de fiança.

A vítima foi identificada como Celeste Rivas Hernandez. A adolescente de 14 anos sofreu múltiplos ferimentos causados por um instrumento cortante não especificado. O relatório do médico legista do condado confirmou as perfurações como a causa principal da morte. Os investigadores relataram que o corpo sofreu amputações severas após o óbito. Os braços, as pernas e dois dedos da vítima foram separados do tronco. O esquartejamento ocorreu antes da ocultação dos restos mortais.

A localização do corpo aconteceu apenas no dia 8 de setembro de 2025. Os restos mortais estavam armazenados no porta-malas frontal de um veículo da marca Tesla. O automóvel possuía registro no nome do próprio músico. O carro estava estacionado em um pátio de guincho na cidade de Los Angeles. O cadáver apresentava um estado avançado de decomposição. A perícia indicou que o corpo permaneceu no compartimento fechado por mais de quatro meses.

Motivação do crime estaria ligada a ameaças de exposição pública da carreira

A teoria da acusação aponta para um esforço deliberado de silenciar a vítima. Os promotores afirmam que Burke mantinha relações sexuais ilegais com a adolescente. A jovem teria ameaçado revelar o envolvimento abusivo para a imprensa e autoridades. A exposição pública causaria danos irreparáveis à trajetória profissional do artista na indústria musical. O homicídio funcionou como uma medida extrema de contenção de danos.

O crime teria ocorrido na residência do cantor, localizada na região de Hollywood Hills. A acusação sustenta que o réu convidou a vítima para o imóvel no dia 23 de abril de 2025. O assassinato e a subsequente mutilação aconteceram dentro da propriedade. Os restos mortais foram embalados em sacos plásticos antes do transporte para o veículo. A cronologia dos eventos baseia-se em dados de geolocalização e registros telefônicos.

O avanço das investigações forçou o cancelamento imediato da turnê norte-americana do músico. A equipe de gerenciamento de carreira suspendeu todas as atividades promocionais. Os advogados de defesa emitiram um comunicado oficial rejeitando a narrativa da promotoria. A nota afirma que as provas técnicas demonstrarão a ausência de responsabilidade do cliente na morte da adolescente. A defesa promete contestar cada elemento apresentado pelo Ministério Público.

O desfecho do julgamento pode resultar em penas severas devido às circunstâncias qualificadoras. A condenação por assassinato em primeiro grau com agravantes prevê a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. A legislação estadual também permite a aplicação da pena de morte em casos extremos. O réu aguarda as próximas deliberações recolhido no sistema prisional do condado. O tribunal mantém o isolamento do detento por questões de segurança.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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