A Polícia Federal (PF) prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, na manhã desta quinta-feira (14). A prisão ocorreu em Belo Horizonte, Minas Gerais, como parte de uma nova fase da Operação Compliance Zero. A investigação foca em fraudes financeiras e crimes como intimidação e obtenção de informações sigilosas.
Investigadores da PF afirmam que Henrique Vorcaro é suspeito de demandar serviços e efetuar pagamentos a grupos envolvidos em ações de coação e vazamento de informações. A operação, agora em sua sexta fase, busca aprofundar as apurações sobre uma organização criminosa que utilizava métodos coercitivos.
Detalhes da Operação Compliance Zero
A sexta fase da Operação Compliance Zero tem como foco aprofundar as investigações sobre indivíduos suspeitos de integrar uma organização criminosa. Este grupo é acusado de intimidar pessoas, praticar coerção, obter informações sigilosas de forma ilegal e realizar invasão de dispositivos informáticos. As apurações indicam uma complexa rede de atividades ilícitas.
Fontes do g1, citadas no blog de Camila Bomfim, revelaram que a operação desta quinta-feira também mira pessoas ligadas às ações de Luiz Phillipi Mourão, apontado como sicário de Vorcaro. A Polícia Federal tem coletado evidências para desmantelar essa estrutura criminosa. A ação é uma continuidade dos esforços para coibir fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.
O papel de Henrique Vorcaro no esquema
Os investigadores atribuem a Henrique Vorcaro um papel central como um dos operadores financeiros da organização. Ele era responsável por solicitar diretamente serviços e garantir o pagamento dos integrantes de núcleos internos, conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”. Nesses grupos, eram articulados crimes de coação e vazamento de informações sigilosas.
A PF detalha que, sob o comando de Daniel Vorcaro, o conglomerado financeiro mantinha uma estrutura de vigilância e coerção privada. Essa rede, denominada “A Turma”, visava a obtenção ilegal de dados confidenciais e a intimidação de críticos do grupo. Henrique Vorcaro também teria pedido ao grupo para acessar sistemas sigilosos de forças de segurança, buscando informações sobre possíveis investigações. O Ministério Público Federal (MPF) foi alvo de três ataques semelhantes entre 2024 e 2025.
Mandados e alvos da investigação
A operação deflagrada resultou no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão. As ações foram realizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Além das prisões e buscas, foram estabelecidas medidas de afastamento de cargos públicos, bem como bloqueio e sequestro de bens dos investigados.
Entre os alvos dos mandados, conforme apuração da TV Globo, estão:
- Henrique Vorcaro, detido por mandado de prisão preventiva.
- Um agente da Polícia Federal, também alvo de mandado de prisão.
- Uma delegada da Polícia Federal, que recebeu mandado de busca e apreensão.
- Um agente da Polícia Federal aposentado, igualmente alvo de mandados de busca e apreensão.
Os investigados podem responder por uma série de crimes graves. As acusações incluem ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional. Os agentes da PF alvos de mandados são suspeitos de fornecerem informações privilegiadas ao grupo.
