Cidades ao redor do mundo se destacam com expectativa de vida superior a 84 anosPor Jeronimo Santos
4 min de leitura
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Bergen, na Noruega, e Canberra, na Austrália, lideram um novo ranking de cidades onde os residentes têm maior probabilidade de viver até os 100 anos. A pesquisa analisou 100 áreas urbanas em todo o mundo usando critérios de qualidade de vida e condições ambientais, identificando regiões que funcionam como alternativas às tradicionais zonas azuis, como Sardenha e Okinawa.
A Fundação Mundial da População desenvolveu uma ferramenta analítica que avaliou cinco fatores principais para determinar o potencial de longevidade das cidades: expectativa de vida, taxa de tabagismo, taxa de obesidade, segurança alimentar e nível de atividade física entre pessoas com 70 anos ou mais. As cidades melhor classificadas combinam alta expectativa de vida com padrões robustos de infraestrutura de saúde e segurança alimentar.
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Bergen lidera com ar limpo e baixos índices de tabagismo
Bergen conquistou o primeiro lugar no ranking de novas zonas azuis. A cidade norueguesa apresenta expectativa de vida média de 84 anos e ocupa o quarto lugar global em acesso a serviços de saúde pública. O fato de menos de 1 em cada 16 pessoas fumarem coloca Bergen entre os menores índices de tabagismo do mundo.
A capital norueguesa também se destaca pela qualidade ambiental. Bergen ocupa o 15º lugar em qualidade do ar e meio ambiente entre as grandes metrópoles. Esses fatores ambientais reforçam o padrão de saúde geral da população e contribuem diretamente para a maior expectativa média de vida registrada na região.
Canberra fica em segundo lugar na classificação global
Canberra, capital da Austrália, ocupa a segunda posição no novo ranking de zonas azuis. A cidade ultrapassa os 84 anos de expectativa de vida média e mantém mais da metade de seus residentes com mais de 70 anos em estilo de vida ativo. A taxa de tabagismo em Canberra permanece inferior a 8%.
A pesquisa posicionou Canberra em segundo lugar no mundo em qualidade de saúde e infraestrutura pública, perdendo apenas para Grenoble, na França. Segundo os dados, Canberra obteve uma pontuação alta de 61 pontos em padrões de segurança alimentar. Esse desempenho significa que os moradores conseguem acesso facilitado a produtos frescos e têm condições de preparar refeições nutritivas com regularidade.
Critérios utilizados na avaliação das cidades
A metodologia do estudo considerou aspectos específicos que influenciam diretamente a longevidade e a qualidade de vida urbana:
- Expectativa de vida média da população
- Taxa de tabagismo entre residentes
- Taxa de obesidade registrada
- Disponibilidade e qualidade de segurança alimentar
- Nível de atividade física de pessoas com 70 anos ou mais
- Acesso a serviços de saúde públicos e privados
- Qualidade do ar e condições ambientais
Contexto das tradicionais zonas azuis
Regiões como Sardenha, na Itália, e Okinawa, no Japão, são internacionalmente reconhecidas por suas grandes populações de centenários. Essas áreas consolidaram-se como referências em longevidade ao longo de décadas. O novo estudo identifica que cidades modernas em países desenvolvidos começam a apresentar condições similares ou superiores às das zonas azuis tradicionais.
As pesquisas anteriores sobre zonas azuis focavam em comunidades rurais com forte coesão social e ligação com a terra. Esse novo ranking amplia a perspectiva ao demonstrar que grandes centros urbanos também podem oferecer condições ideais para longevidade quando possuem infraestrutura adequada de saúde, segurança alimentar e ambiente saudável.
Cidades alternativas para mudança com expectativa de longevidade
Além de Bergen e Canberra, outras três cidades se destacaram na pesquisa como potenciais alternativas para quem considera mudar-se em busca de maior qualidade de vida. Grenoble, na França, ocupa a primeira posição em qualidade de saúde e infraestrutura pública mundial, reforçando o padrão europeu de excelência em serviços. As análises continuam em andamento para identificar todas as 100 cidades participantes do projeto.
O estudo da Fundação Mundial da População representa um esforço significativo para documentar como diferentes regiões urbanas globais conseguem manter populações saudáveis e longevas. A pesquisa oferece informações práticas para pessoas que buscam relocação com base em fatores de saúde e bem-estar.















