O BYD Song Pro passou por atualização significativa no mercado chinês com novas opções de bateria que elevam a autonomia elétrica e o consumo combinado do SUV híbrido plug-in. A versão topo de linha agora atinge média de 31,25 km/l no ciclo de testes chinês, representando ganho expressivo em eficiência energética. A montadora apresenta o modelo como Flying Edition com preços a partir de aproximadamente 102.900 yuans, equivalente a cerca de R$ 75 mil em conversão direta.
Novas baterias Blade ampliam autonomia elétrica
A principal mudança está no conjunto de baterias Blade, que agora oferece duas configurações maiores. O modelo passa a contar com opções de 26,6 kWh e 34,27 kWh, substituindo as versões anteriores de menor capacidade. A bateria maior entrega até 301 km no modo puramente elétrico pelo ciclo CLTC, permitindo trajetos mais longos sem acionamento do motor a combustão.
O motor 1.5 a gasolina mantém 101 cavalos de potência e trabalha em conjunto com o motor elétrico dianteiro de 163 cv. A potência combinada atinge aproximadamente 235 cv nas versões mais equipadas. O consumo equivalente chega a 3,2 litros por 100 km em condições de teste chinesas, demonstrando eficiência superior ao modelo anterior.
- Bateria de 26,6 kWh permite autonomia de até 220 km em modo elétrico
- Bateria de 34,27 kWh alcança 301 km de autonomia em modo puramente elétrico
- Consumo combinado de 31,25 km/l na configuração mais eficiente
- Autonomia total pode superar 1.900 km com tanque cheio e bateria carregada
Preços competitivos e pacotes de tecnologia avançada
A versão BYD Song Pro DM-i Flying Edition 301 km Excelent sai por 132.900 yuans, equivalente a aproximadamente R$ 97 mil em conversão direta sem impostos. As configurações iniciais começam em 102.900 yuans, posicionando o modelo como opção acessível no segmento de híbridos plug-in chinês. O pacote ADAS God’s Eye Nível C vem de série, permitindo piloto automático avançado em rodovias. O opcional Nível B adiciona suporte em vias urbanas e manobras de estacionamento por 9.900 yuans, aproximadamente R$ 7,2 mil.
O interior mantém a tela central flutuante de 15,6 polegadas e câmbio atrás do volante de dois raios. As dimensões do veículo incluem 4.735 mm de comprimento, 1.860 mm de largura, 1.690 mm de altura e entre-eixos de 2.712 mm, oferecendo espaço generoso para ocupantes e bagagem.
Diferenças com a versão brasileira atual
No Brasil, o Song Pro utiliza baterias significativamente menores em comparação com a atualização chinesa. A versão GL possui 12,9 kWh enquanto a GS conta com 18,3 kWh, resultando em autonomia elétrica entre 49 km e 68 km conforme a configuração. O consumo equivalente declarado chega a 38,4 km/l segundo dados oficiais da montadora, inferior ao novo padrão chinês.
A BYD planeja duas mudanças importantes para o segundo semestre de 2026 no mercado brasileiro. A primeira envolve novo design de dianteira com faróis mais estreitos e barra cromada renovada, além de para-choque traseiro redesenhado. A segunda mudança é a introdução da motorização flex, tornando o Song Pro o primeiro híbrido da marca no Brasil capaz de rodar com etanol puro, adaptação desenvolvida localmente.
Sistema de condução assistida God’s Eye expande capacidades
O sistema ADAS God’s Eye permite condução assistida em diferentes cenários de trânsito. Na versão básica incluída de série, o foco concentra-se em rodovias com piloto automático avançado. O pacote opcional expande funcionalidades para ambiente urbano, adicionando auxílio em manobras de estacionamento e navegação em vias de cidade. Essa tecnologia posiciona o Song Pro como opção mais completa dentro do segmento de híbridos acessíveis na China, competindo diretamente com rivais de marcas como Geely e Toyota.
Impacto esperado no mercado brasileiro
A produção nacional do Song Pro ocorre em Camaçari, na Bahia, garantindo disponibilidade local para o mercado. A chegada do visual Dragon Face e da opção flex deve fortalecer a posição do SUV no ranking de híbridos brasileiros, onde atualmente figura entre os mais vendidos da categoria. Especialistas acompanham o impacto nos postos de combustível, considerando que maior eficiência reduz dependência de gasolina ou etanol em trajetos diários. O preço no Brasil ainda não foi definido para as novas versões, com as atuais GL e GS posicionadas na casa dos R$ 190 mil a R$ 200 mil, mantendo expectativa de posicionamento competitivo após o facelift.
