Juiz de Nova York suprime parte das provas da mochila de Luigi Mangione em caso de assassinato
Um juiz estadual de Nova York decidiu na segunda-feira suprimir parcialmente provas recolhidas na mochila de Luigi Mangione. A determinação ocorre no processo que acusa o homem de 28 anos pelo assassinato de Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare, em dezembro de 2024.
O magistrado Gregory Carro acatou o argumento da defesa de que a primeira busca na mochila, realizada pela polícia na Pensilvânia, ocorreu de forma ilegal, sem mandado. Itens como um carregador de pistola municiado, um telefone celular e um chip de computador ficam fora do julgamento.
BREAKING: Luigi Mangione scoring a partial victory in court as a judge rules that evidence recovered from the alleged UnitedHealthcare CEO killer’s backpack at a McDonald’s must be suppressed.
— Fox News (@FoxNews) May 18, 2026
According to the ruling, that evidence includes a loaded gun magazine, a cellphone, a… pic.twitter.com/uqdsPKVmK3
Busca inicial considerada ilegal pela Justiça
A polícia prendeu Mangione após cinco dias de buscas. Durante a abordagem inicial, agentes revistaram a mochila sem autorização judicial. O juiz entendeu que não havia justificativa válida para a ação naquele momento.
Mangione se apresentou ao Supremo Tribunal de Manhattan para a audiência. Ele permanece preso desde a captura. A decisão foi anunciada em sessão curta, com a presença do acusado.
Itens de segunda busca seguem válidos
Carro considerou legal a revista realizada depois, já na delegacia. Por isso, uma arma, um silenciador, um pen drive e um caderno vermelho podem ser usados como prova. Esses objetos foram encontrados em procedimento posterior que seguiu os trâmites adequados.
- Carregador de pistola municiado e telefone celular da busca inicial — suprimidos
- Arma e silenciador recuperados na delegacia — admissíveis
- Caderno vermelho com anotações — pode ser apresentado
- Pen drive encontrado na segunda revista — válido como evidência
- Chip de computador da abordagem original — excluído
Os promotores do gabinete de Alvin Bragg, procurador distrital de Manhattan, afirmam que dispõem de outras provas robustas. Entre elas estão DNA, impressões digitais, filmagens e uma segunda mochila abandonada por Mangione.
Defesa questionou legalidade de declarações iniciais
Mangione pediu também a exclusão de declarações dadas logo após a prisão. O juiz rejeitou esse ponto. As falas iniciais aos policiais permanecem válidas para o processo.
Advogados do acusado sustentaram que ele não recebeu orientação sobre direitos de forma adequada. A Justiça manteve as declarações como admissíveis.
Julgamento marcado para setembro
O caso segue para julgamento no tribunal estadual a partir de 8 de setembro. A fase deve durar cerca de seis semanas. Mangione se declarou inocente de todas as acusações.
O crime ocorreu em 4 de dezembro de 2024, em frente a um hotel no centro de Manhattan. Brian Thompson foi atingido por tiros enquanto participava de evento da empresa.
Caso federal segue paralelo
Mangione responde também a processo na Justiça federal. As acusações incluem assassinato e porte de arma. Um julgamento separado está previsto para novembro.
A decisão de segunda-feira não afeta diretamente o caso federal, que tem rito próprio. Os promotores estaduais destacam que o volume de evidências restantes é suficiente para sustentar a acusação.
Repercussão do caso
O assassinato de Thompson ganhou atenção nacional. Parte da opinião pública associou o crime a críticas contra práticas de seguradoras de saúde. O juiz já havia rejeitado a acusação de terrorismo por falta de elementos suficientes.
Mangione continua detido. A próxima etapa é a preparação do júri para o julgamento de setembro.

















