A Blue Origin informou que pretende lançar novamente o foguete New Glenn antes do fim de 2026. O anúncio veio dias após a explosão do veículo durante um teste estático de ignição dos motores no Cabo Canaveral, na Flórida. O incidente destruiu o foguete e causou danos significativos à infraestrutura do local de lançamento.
O acidente ocorreu na noite de 28 de maio durante um hot fire no Complexo de Lançamento 36. O veículo, que se preparava para colocar satélites da Amazon Leo em órbita, foi consumido por uma grande bola de fogo. Não houve feridos.
Exploração de danos iniciais aponta para reparos viáveis
A empresa já realizou uma avaliação preliminar do local. O CEO Dave Limp detalhou que os tanques de propelente, incluindo os de oxigênio líquido, hidrogênio líquido e gás natural liquefeito, resistiram bem à explosão. Essa preservação representa um ponto positivo, pois esses componentes demandam longo prazo para reposição.
- Tanques principais de propelente intactos
- Torre de proteção contra raios danificada
- Transporter-erector destruído
- Vegetação ao redor afetada pelo fogo
- Estruturas de integração com danos parciais
A companhia planeja reparar a torre principal no próprio local em vez de substituir completamente. Limp mencionou ainda que a produção do próximo New Glenn segue em andamento e que a empresa avançará para integração vertical, eliminando a necessidade de um novo transporter-erector.
Empresa avalia causa da anomalia no teste
A investigação sobre o que provocou a falha ainda está em fase inicial. O teste envolvia os sete motores BE-4 do primeiro estágio. Imagens do incidente mostraram chamas intensas seguidas de uma detonação rápida que engolfou o foguete inteiro.
Especialistas acompanham o caso porque o LC-36 representa o único local operacional para o New Glenn no momento. Qualquer atraso prolongado na recuperação da infraestrutura poderia impactar contratos com a NASA e com a Amazon.
O último voo bem-sucedido do New Glenn aconteceu em abril. A família de foguetes acumula três missões anteriores, com recuperação do booster em ao menos uma delas.
Impactos potenciais em missões comerciais e governamentais
A Amazon esperava usar o New Glenn para o lançamento inicial de sua constelação Leo. O voo estava previsto para os primeiros dias de junho. Agora, a empresa de Jeff Bezos precisa realinhar cronogramas.
O acidente também chama atenção de órgãos reguladores. A Força Espacial dos Estados Unidos confirmou que o local permanece operacional para outros lançamentos, mas o pad específico do Blue Origin exige trabalho intenso.
Dave Limp encerrou sua atualização com a frase “Gradatim Ferociter”, lema da Blue Origin que significa “passo a passo, ferozmente”. A mensagem reforça o compromisso com o retorno rápido.
Estratégia de recuperação inclui mudanças operacionais
A Blue Origin já trabalhava em modificações para integração vertical antes do acidente. O evento acelerou essa transição. Isso deve reduzir dependência de certos equipamentos danificados no pad.
Equipes técnicas continuam o mapeamento completo dos danos. Imagens de satélite mostram áreas carbonizadas e estruturas comprometidas. Apesar disso, partes críticas do complexo escaparam de destruição total.
O setor espacial privado vive momentos de alta atividade. Recuperações rápidas após falhas se tornaram marca registrada de empresas como a SpaceX, que superou incidentes semelhantes no passado. A Blue Origin busca seguir caminho parecido.

