Monaco pode pagar multa de R$ 160 mil por jogo para ter o técnico Filipe Luís

Filipe Luis

Filipe Luis - Instagram/@filipeluis

O Monaco fechou um acordo com o técnico brasileiro Filipe Luís para assumir o comando da equipe francesa com um contrato válido até o ano de 2028. A negociação avançou de forma definitiva nos últimos dias, mas a chegada do treinador trará um custo extra considerável aos cofres da agremiação do principado devido a exigências burocráticas da federação continental. O ex-lateral-esquerdo ainda não possui a licença UEFA Pro, uma certificação obrigatória para que profissionais fiquem na beira do gramado em torneios oficiais do continente europeu.

A informação sobre a exigência do documento e as punições financeiras foi divulgada pela emissora de televisão Sky Sport da Alemanha. O clube de Mônaco demonstrou total ciência sobre o problema burocrático e decidiu que vai arcar com os prejuízos financeiros de forma provisória para garantir a contratação do ex-comandante do Flamengo. A diretoria da equipe considera que o investimento técnico no profissional compensa o desgaste com a federação internacional e as punições em dinheiro durante o período de regularização das aulas.

Valores das punições financeiras assustam o futebol europeu

Os valores estabelecidos para técnicos que trabalham sem a devida titulação na Europa são altos e cobrados de maneira consecutiva a cada compromisso oficial. O Monaco terá que desembolsar cerca de R$ 160 mil por cada partida que disputar sob o comando do brasileiro enquanto o processo de formação acadêmica dele não for concluído. O montante total ao final de alguns meses pode alcançar cifras milionárias, dependendo diretamente da velocidade com que o treinador consiga realizar os cursos presenciais e as avaliações teóricas exigidas pela federação.

A diretoria francesa montou um plano financeiro específico para suportar esse impacto no orçamento do departamento de futebol. O entendimento interno é de que o mercado de técnicos com o perfil desejado pelo clube está escasso, o que justifica a tolerância com os custos extras imediatos. Os advogados da agremiação trabalham com a hipótese de acelerar a inscrição do brasileiro em turmas especiais de formação intensiva na Europa para tentar diminuir a quantidade de jogos sob sanção financeira.

Bayer Leverkusen desistiu do negócio por causa da burocracia

A exigência do certificado da confederação europeia foi um fator determinante para afastar Filipe Luís de outras equipes tradicionais do continente antes do acerto com os franceses. O Bayer Leverkusen, da Alemanha, analisou detalhadamente o nome do brasileiro para assumir o comando técnico da equipe nas últimas semanas, mas recuou justamente após o departamento jurídico apresentar o relatório sobre a falta da licença exigida. A diretoria alemã considerou a barreira documental muito complexa e preferiu buscar alternativas no mercado local que já possuíssem o documento regulamentado.

A postura rígida do clube alemão mostra como a falta de documentos específicos pode fechar portas de forma imediata no mercado de alto nível da Europa. No caso do Bayer Leverkusen, o orçamento previsto para a comissão técnica não contemplava margem para o pagamento de multas recorrentes aos comitês disciplinares da federação. A decisão abriu caminho definitivo para que o Monaco avançasse nas tratativas e apresentasse uma proposta de longo prazo estruturada para absorver todos os impactos regulatórios.

  • Contrato assinado até o meio de 2028 entre as partes
  • Multa estimada em R$ 160 mil por confronto disputado
  • Recusa do Bayer Leverkusen em virtude de entraves burocráticos
  • Retorno ao continente europeu após passagem marcante no futebol espanhol
  • Primeiro desafio profissional fora do cenário de clubes do futebol brasileiro

Carreira do treinador apresenta ascensão rápida após os gramados

O acerto com a equipe da liga francesa representa o ponto mais alto da nova trajetória profissional de Filipe Luís desde que ele optou por se aposentar como jogador profissional de futebol. O ex-atleta iniciou a preparação teórica e prática nas categorias de base do Flamengo, onde obteve resultados expressivos em curto espaço de tempo e subiu para o elenco principal. Ele estava disponível no mercado desde o mês de março, quando encerrou o vínculo empregatício com o clube do Rio de Janeiro.

O retorno para a Europa consolida um desejo pessoal do treinador, que passou grande parte da vida profissional morando no continente e atuando em grandes ligas competitivas. A identificação dele com o futebol europeu é forte, especialmente por causa da longa trajetória defendendo as cores do Atlético de Madrid, sob o comando do técnico Diego Simeone. O Monaco aposta justamente nessa vivência internacional e no conhecimento que o brasileiro tem do vestiário europeu para reestruturar o elenco e buscar títulos nas próximas temporadas.

Veja Também