Astronautas se abrigam em cápsula da SpaceX após agravamento de vazamento de ar em módulo russo da ISS

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SpaceX - JHVEPhoto/ Shutterstock.com

Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional receberam ordem da Nasa para se abrigarem na cápsula Crew Dragon. O alerta veio após o agravamento de um vazamento de ar no segmento russo da estrutura orbital. A medida durou cerca de duas horas nesta sexta-feira. A tripulação vestiu trajes espaciais como precaução. Depois do período de avaliação, os controladores liberaram o retorno às atividades normais.

O problema se concentra no túnel de transferência PrK, ligado ao módulo de serviço Zvezda. Esse componente apresenta rachaduras e perdas de pressão há anos. A Roscosmos monitora a situação e tenta conter o fluxo. Especialistas russos trabalham no reparo direto no local. A Nasa acompanha em tempo real os dados de pressão e oxigênio.

Nasa ativa protocolo de segurança com tripulação da Crew-12

A agência espacial americana instruiu os quatro membros da missão Crew-12 a entrarem na espaçonave acoplada. Dois americanos, uma francesa e um cosmonauta russo compõem o grupo. Um quinto astronauta norte-americano também seguiu a orientação. Eles permaneceram prontos para uma eventual saída de emergência. A ação ocorreu por volta das 9h04 no horário da Costa Leste dos Estados Unidos.

A porta-voz da Nasa, Bethany Stevens, confirmou que o procedimento seguiu protocolos padrão. O objetivo era proteger a vida da tripulação enquanto a Roscosmos avaliava o vazamento. Nenhum risco imediato à integridade da estação foi registrado. A pressão interna caiu de forma controlada. Equipes em solo monitoraram todos os parâmetros vitais durante o abrigo.

  • Tripulantes da Crew-12: Jessica Meir (comandante, Nasa), Jack Hathaway (piloto, Nasa), Sophie Adenot (especialista de missão, ESA) e Andrey Fedyaev (especialista de missão, Roscosmos).
  • Astronauta adicional: Chris Williams (Nasa).
  • Veículo de abrigo: Crew Dragon acoplada à ISS.
  • Duração do procedimento: aproximadamente duas horas.
  • Status final: retorno autorizado às operações normais.

Vazamento conhecido afeta módulo Zvezda desde 2019

O túnel PrK registra problemas estruturais há muito tempo. Rachaduras microscópicas permitem a perda gradual de ar para o espaço. Técnicos russos aplicaram selantes e patches em tentativas anteriores. A taxa de vazamento aumentou recentemente. Mesmo assim, o volume permanece gerenciável com ajustes operacionais. A Roscosmos fechou escotilhas e isolou seções quando necessário.

O módulo Zvezda fornece suporte vital de vida e propulsão à estação. Sua importância cresce em cenários de contingência. Engenheiros estudam soluções de longo prazo para o envelhecimento do hardware. A ISS opera há mais de 25 anos em órbita baixa. Parcerias internacionais dividem responsabilidades entre segmentos americano e russo.

Tripulação mantém rotina após liberação do alerta

Os astronautas voltaram às atividades científicas e de manutenção após a liberação. Experimentos em andamento na estação não sofreram interrupções graves. A Nasa e a Roscosmos continuam a trocar dados sobre o desempenho do PrK. Monitores acompanham variações na pressão atmosférica interna. A colaboração entre as agências permanece ativa apesar das tensões geopolíticas em outros campos.

Especialistas destacam a robustez dos sistemas redundantes da ISS. Múltiplas espaçonaves de resgate ficam acopladas permanentemente. Isso permite evacuação rápida em caso de deterioração súbita. Até o momento, o incidente não comprometeu a permanência da tripulação atual.

Histórico de incidentes semelhantes reforça importância da vigilância

Problemas com vazamentos no segmento russo surgiram em anos anteriores. Equipes aplicaram reparos temporários com sucesso variável. O caso atual repete padrão conhecido de agravamento intermitente. Autoridades evitam alarmismo e priorizam dados técnicos. A estação segue como plataforma essencial para pesquisa microgravidade e observação da Terra.

Futuras missões comerciais e de exploração dependem da estabilidade contínua da ISS. Agências planejam transições para estações privadas nos próximos anos. O episódio serve como lembrete dos desafios de manter infraestrutura orbital por décadas.

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