Número de milionários no mundo atinge recorde de 25,3 milhõesPor Maria
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O número de milionários em dólares no mundo atingiu um novo recorde ao fim de 2025. A população global de indivíduos com patrimônio investível de pelo menos 1 milhão de dólares chegou a 25,3 milhões de pessoas. O crescimento veio de um acréscimo de quase 2 milhões de novos milionários em relação a 2024. A riqueza total desse grupo também marcou pico histórico.
A consultoria Capgemini divulgou os dados no World Wealth Report 2026. O avanço reflete o bom desempenho das bolsas de valores e a redução da inflação em várias economias. Tecnologias como a inteligência artificial contribuíram para o acúmulo de riqueza ao impulsionar setores específicos do mercado.
Crescimento global supera expectativas anteriores
A alta de 7,9% na população de milionários representou o maior ganho anual em cinco anos. Ao mesmo tempo, a riqueza total desses indivíduos subiu 8,7%, para 98,3 trilhões de dólares. O valor equivale a mais do que o PIB combinado das 20 maiores economias do mundo em 2024.
Os mercados de ações robustos em diferentes regiões sustentaram o resultado. A desaceleração da inflação permitiu que investidores vissem valorização real em seus portfólios. Analistas observaram que o ambiente favoreceu especialmente ativos de tecnologia e semicondutores.
Estados Unidos lideram adição de novos milionários
Os Estados Unidos adicionaram 736 mil novos milionários ao longo de 2025. O total no país alcançou 8,7 milhões de pessoas. Esse foi o maior ganho absoluto entre todos os mercados analisados.
O desempenho das bolsas americanas, impulsionado por empresas de tecnologia, explicou grande parte do avanço. Outros países também registraram aumentos expressivos, mas em escala menor.
- Estados Unidos: 8,7 milhões de milionários
- Japão: forte adição de 436 mil novos milionários
- Alemanha: crescimento de 11,1% na população de alta renda
- China: acréscimo de 154 mil milionários apesar de variações regionais
A lista acima destaca os principais contribuintes para o recorde global.
Concentração de riqueza em poucos países
Quatro nações concentram quase dois terços de todos os milionários do planeta. Estados Unidos, Japão, Alemanha e China aparecem no topo do ranking por volume. Essa distribuição reforça desigualdades históricas no acesso a mercados financeiros maduros.
Na Ásia-Pacífico, o crescimento da riqueza atingiu 10,5%, o maior entre as regiões. A demanda por semicondutores beneficiou especialmente Japão e outros mercados locais. Na Europa, a recuperação veio após um ano de declínio, com Luxemburgo e Alemanha se destacando.
Impacto da inteligência artificial no acúmulo de fortunas
A inteligência artificial surgiu como um dos principais vetores do aumento de riqueza. Empresas ligadas à tecnologia entregaram retornos elevados aos investidores. Isso permitiu que muitos profissionais e empreendedores entrassem no grupo dos milionários.
O relatório da Capgemini aponta que o otimismo com IA influenciou decisões de investimento em escala global. Portfólios com exposição a ações de tecnologia registraram ganhos acima da média. No entanto, o crescimento não foi uniforme. Regiões como América Latina tiveram expansão modesta, de apenas 0,3% na população de milionários.
Detalhes regionais revelam dinâmicas distintas
A América do Norte cresceu 9,1% na população de alta renda. O Canadá adicionou 30 mil novos milionários. Na Europa, o avanço de 6,5% veio depois de uma queda em 2024. Países como Marrocos, na África, registraram os maiores percentuais de crescimento local, impulsionados por preços de metais preciosos.
O Brasil e outros mercados emergentes da região mostraram resultados mistos. A incerteza comercial limitou o ritmo de criação de novos milionários, embora alguns setores tenham se recuperado.
Especialistas acompanham de perto como esses números afetam o mercado de gestão de patrimônio. Bancos privados e consultorias ajustam estratégias para atender uma clientela mais numerosa e exigente. O foco está em diversificação e alternativas de investimento.
O relatório baseou-se em pesquisa com mais de 6.500 indivíduos de alta renda em diferentes continentes. Os dados foram coletados no início de 2026 e refletem o fechamento de 2025. Tendências como a transferência de riqueza entre gerações também ganham atenção nos próximos anos.







