Tempestade geomagnética forte deve afetar a Terra nas próximas horas. O Centro de Previsão do Tempo Espacial da NOAA emitiu alerta de nível G3 para o período entre 4 e 5 de junho. Múltiplas ejeções de massa coronal vindas do Sol chegam ao planeta e podem intensificar a atividade. Observadores de céu noturno em várias regiões dos Estados Unidos têm chance de ver as luzes do norte.
O fenômeno ocorre após uma sequência de erupções solares intensas. A região ativa 4455 no Sol liberou flares de classes M9.3, M7.7 e X1 em menos de 24 horas. Essas explosões lançaram as CMEs que agora interagem com o campo magnético terrestre. Especialistas monitoram a possibilidade de fusão entre as ejeções, o que ampliaria o impacto.
CMEs podem se fundir antes de chegar
As ejeções viajam em alta velocidade pelo espaço. Algumas devem se combinar no trajeto, criando o que os cientistas chamam de CME canibal. Essa configuração eleva o risco de tempestade mais forte. O primeiro contato com o campo magnético da Terra estava previsto para o meio da tarde de quinta no horário da Costa Leste americana. Efeitos persistem até o início da sexta.
Previsões indicam picos de atividade entre 14h e 17h e novamente entre 20h e 23h no horário de Brasília equivalente. Fora desses intervalos, condições moderadas de G2 ainda são possíveis. O timing exato depende da interação precisa das nuvens de plasma. Mudanças de algumas horas permanecem prováveis.
- Regiões com maior chance de visibilidade incluem o norte dos Estados Unidos
- Illinois e Oregon aparecem entre os locais mais ao sul com potencial
- Céus escuros e longe de poluição luminosa favorecem a observação
- Aplicativos de previsão espacial ajudam a acompanhar em tempo real
Visibilidade esperada em latitudes médias
Auroras boreais normalmente ficam restritas a regiões polares. Durante tempestades G3, elas descem para latitudes médias. Illinois e Oregon integram a faixa possível segundo mapas da NOAA. Outros estados do norte como Washington, Minnesota e Maine também têm bom potencial.
O melhor momento para observar é após o anoitecer de 4 de junho e nas primeiras horas de 5 de junho. Quem estiver em áreas com céu limpo deve olhar para o horizonte norte. Câmeras com exposição longa capturam detalhes mesmo quando o olho humano vê menos. A Lua pode interferir um pouco, mas não impede o espetáculo.
Origem da atividade solar atual
A região 4455 mostrou alta atividade nos dias recentes. Os flares poderosos liberaram energia e material que formaram as CMEs. Essa região continua monitorada. Erupções adicionais não estão descartadas, o que pode manter o alerta ativo por mais tempo.
Cientistas acompanham o evento com satélites e estações terrestres. Dados em tempo real alimentam os modelos de previsão. A complexidade da chegada múltipla exige ajustes constantes nas estimativas.
Possíveis efeitos além das auroras
Tempestades geomagnéticas afetam sistemas tecnológicos. Satélites podem enfrentar problemas de orientação e comunicação. Redes de energia elétrica correm risco de oscilações em casos mais intensos. Navegação por rádio também sente interferência.
Operadores de infraestrutura seguem protocolos de proteção. Até o momento, não há relatos de impactos graves. O nível G3 é considerado forte, mas não extremo. Equipes da NOAA atualizam boletins conforme novos dados chegam.
Dicas para quem quer registrar o fenômeno
Escolha locais com pouca iluminação urbana. Aparelhos de celular em modo noturno ou câmeras DSLR com tripé produzem boas imagens. Ajuste a exposição para 10 a 30 segundos. Compartilhar registros ajuda a mapear a extensão real da aurora.
O evento reforça o ciclo solar atual, que atinge pico de atividade. Períodos assim aumentam a frequência de displays visíveis em latitudes mais baixas. Quem perdeu esta oportunidade deve ficar atento aos próximos alertas.

