Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas para R$ 13,6 mil na jornada de 20 horas semanais. O texto segue agora para a análise da Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso para votação no Plenário do Senado.

A principal alteração consiste na elevação do piso para essas categorias nessa jornada, que antes estava fixado em R$ 3.636. A proposta também amplia de 20% para 50% o adicional por trabalho noturno e inclui as horas extras.

Além dos reajustes salariais, o projeto determina um intervalo obrigatório de dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho.

O projeto integra o conjunto de medidas classificadas pelo governo como “pauta-bomba”, que ganharam impulso no Congresso nesta semana diante da pressão das categorias e da proximidade das eleições.

A equipe econômica apresentou na terça-feira uma estimativa de impacto de R$ 47 bilhões para a medida, caso seja aprovada também pela Câmara.

Médico com estetoscópio. Saúde e conceito médico
Médico com estetoscópio. Saúde e conceito médico – Foto: Ridofranz/ Istockphoto.com

Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a aposentadoria integral para agentes de saúde, com impacto projetado em R$ 30 bilhões ao longo de dez anos.

O pacote de propostas, que ainda abrange a renegociação das dívidas de produtores rurais e a ampliação do Fundo de Participação dos Municípios, representa custo superior a R$ 270 bilhões para os cofres públicos conforme os cálculos do Executivo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, se reuniram na noite de terça-feira com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na reunião, pediram a Alcolumbre que contivesse o avanço desses projetos. O apelo, porém, não surtiu efeito. Dois dos quatro projetos já progrediram nesta quarta-feira.

De acordo com o texto aprovado nesta quarta, estados e municípios ficam dispensados de bancar o aumento salarial dessas categorias com recursos próprios. Os recursos virão do Fundo Nacional de Saúde (FNS).

Só para os médicos da rede pública federal, o impacto estimado chega a R$ 8,1 bilhões em 2026, sem incluir despesas com adicional noturno e horas extras. O cálculo foi divulgado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em 2024.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Servidora pública esfaqueia mulher em festa de Halloween; polícia investiga tentativa de homicídio

  2. Internet

    Falha em sistema bancário no Japão atinge 128 instituições e operadora descarta ataque cibernético

  3. Destaques

    Botnet TV box: polícia e gigantes de tecnologia derrubam rede de 1,3 milhão de aparelhos adulterados

  4. Destaques

    Jogador Bismarck é morto em Natal após ataque no Beco da Lama: meia conquistou títulos no Piauí

  5. Destaques

    Polícia descarta investigar por homicídio namorado de jovem que caiu do 7º andar

  6. Destaques

    Júnior Bauru tem Porsche cercado na Lagoa e assaltante acaba baleado no Rio de Janeiro

  7. Destaques

    Detran-RJ emite Carteira de Identificação da Mãe Atípica sem custo

  8. Receita Federal

    Saiba como será o Split Payment: reforma tributária divide imposto na hora da compra e muda rotina de empresas no Brasil

  9. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  10. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.