Ancelotti prioriza mudanças na escalação da seleção; entenda a estratégia do técnicoPor Thiago Lemos
6 min de leitura
![]() |
O rendimento inicial da Seleção Brasileira no empate em 1 a 1 com Marrocos, em Nova Jersey, no último sábado (14), pela primeira rodada da Copa do Mundo, gerou uma série de críticas. Após o confronto, o próprio treinador Carlo Ancelotti admitiu que a performance, especialmente no primeiro tempo, ficou aquém das expectativas.
A pressão por alterações no time titular para a partida contra o Haiti, na próxima sexta-feira (20), é grande. A ausência do atacante Endrick, por exemplo, foi um dos pontos mais debatidos nas redes sociais, embora o técnico italiano tenha evitado comentar individualmente sobre o camisa 19.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro

“Não estou aqui para falar individualmente de um jogador, falo da equipe. A equipe no primeiro tempo não jogou bem, no segundo tempo foi melhor. Tivemos algumas oportunidades. Temos que acertar mais”, declarou Ancelotti após o jogo, explicando a necessidade de ajustes.
Em campanhas recentes de equipes campeãs mundiais, o histórico mostra que tropeços nas rodadas iniciais podem ser superados, mas exigem uma rápida correção de rota e adaptação tática para o decorrer da competição.
A trajetória de Carlo Ancelotti como treinador é marcada por uma notável flexibilidade e constante adaptação das escalações. Desde que assumiu a Seleção, ele não repetiu o time titular em nenhuma das 13 partidas disputadas até o momento.
Essa característica não é exclusiva do trabalho com a Seleção. No Real Madrid, sua última equipe antes de comandar o Brasil, Ancelotti também promovia alterações a cada jogo. Essa prática dificultava a previsibilidade adversária, demonstrando uma filosofia de gestão de elenco e tática que valoriza a variabilidade e a leitura de cada confronto específico, mesmo em momentos de alta pressão ou com desfalques importantes. Essa consistência em alternar escalações, vista em um dos maiores clubes do mundo, oferece uma forte indicação do que esperar para a equipe brasileira.
Para os torcedores que desejam acompanhar de perto a trajetória do Brasil, é possível consultar a tabela completa da Copa do Mundo e simular os resultados das próximas partidas, antecipando os possíveis caminhos da equipe no torneio.
Na temporada 2024/25, sua última passagem pelo clube espanhol, a equipe merengue oscilou predominantemente entre o esquema 4-3-3 e o 4-4-2 com duas linhas de meio-campo. As mudanças mais significativas ocorriam, em geral, nos confrontos contra adversários de maior capacidade técnica, quando a prioridade era reforçar o setor de meio-campo, muitas vezes sacrificando um dos atacantes.
O goleiro Alisson revelou detalhes sobre uma cobrança de Ancelotti no vestiário durante o intervalo do jogo de empate entre Brasil e Marrocos, destacando a postura exigente do técnico.
As configurações táticas do Real Madrid nos confrontos iniciais da Champions em 2024
Confira as formações utilizadas pelo Real Madrid nos primeiros jogos da fase de grupos da Champions League em 2024:
- Contra o Stuttgart (4-3-3): Courtois; Vázquez, Carvajal, Rüdiger, Mendy; Valverde, Tchouaméni, Bellingham; Rodrygo, Mbappé, Vini Jr.
- Contra o Lille (4-4-2): Lunin; Carvajal, Militão, Rüdiger, Mendy; Valverde, Tchouaméni, Camavinga, Bellingham; Vini Jr, Endrick.
- Contra o Milan (4-4-2): Lunin; Vázquez, Militão, Rüdiger, Mendy; Valverde, Tchouaméni, Modric, Bellingham; Mbappé, Vini Jr.
- Contra o Dortmund (4-3-3): Courtois; Vázquez, Militão, Rüdiger, Mendy; Bellingham, Valverde, Modric; Rodrygo, Mbappé, Vini Jr.
A flexibilidade tática do Real Madrid frequentemente se baseava no posicionamento de Jude Bellingham. O meio-campista inglês era um pilar para definir o ritmo e a estrutura do time do técnico italiano, que demonstrava a capacidade de variar a formação ao longo de uma mesma partida. Quando o objetivo era fortalecer o meio-campo, Bellingham iniciava o jogo mais posicionado pela esquerda; já com a intenção de adotar uma postura ofensiva mais agressiva, ele era deslocado para a linha central para liberar o ponta oposto.
As reações de Neymar, torcedor e líder, durante o jogo da Seleção contra Marrocos, foram registradas e mostram a intensidade com que o jogador acompanha e interage com os desafios da equipe nacional.
Apesar da tendência a não repetir escalações, o Real Madrid enfrentou diversos problemas de lesão na temporada 2024/25, com jogadores importantes como Courtois, Carvajal e Éder Militão tendo dificuldades para manter a regularidade física ao longo do ano. Isso contribuiu para a necessidade de Ancelotti em adaptar constantemente o elenco.
A imagem de Endrick com Ancelotti, capturada antes da Supercopa da Europa entre Real Madrid e Atalanta, representa um momento de transição e integração de jovens talentos sob a batuta do treinador.
Para se manter atualizado sobre as últimas notícias do futebol e da Copa do Mundo, adicionar fontes jornalísticas de credibilidade como o ge ao seu feed de notícias do Google é fundamental.
O Real Madrid terminou a fase de liga na 11ª posição e enfrentou adversários de peso como Manchester City, Atlético de Madrid e Arsenal no mata-mata da Champions League, sendo eliminado pelos Gunners. Mesmo diante dos desafios físicos e da alta competitividade, Ancelotti manteve sua estratégia de rodízio e alteração das formações em todos os confrontos.
As formações utilizadas pelo Real Madrid em partidas decisivas
A seguir, as escalações do Real Madrid em jogos importantes da Champions League, que ilustram a rotatividade de Ancelotti:
- Jogo de ida contra o Manchester City (4-4-2): Courtois; Valverde, Tchouaméni, Ascencio, Mendy; Rodrygo, Camavinga, Ceballos, Bellingham; Mbappé, Vini Jr.
- Jogo de volta contra o Manchester City (4-4-2): Courtois; Valverde, Rüdiger, Ascencio, Mendy; Rodrygo, Tchouaméni, Ceballos, Bellingham; Mbappé, Vini Jr.
- Jogo de ida contra o Atlético de Madrid (4-2-4): Courtois; Valverde, Rüdiger, Ascencio, Mendy; Tchouaméni, Camavinga; Rodrygo, Brahim Díaz; Mbappé, Vini Jr.
- Jogo de volta contra o Atlético de Madrid (4-4-2): Courtois; Valverde, Rüdiger, Ascencio, Mendy; Rodrygo, Modric, Tchouaméni, Bellingham; Mbappé, Vini Jr.
- Jogo de ida contra o Arsenal (4-4-2): Courtois; Valverde, Asencio, Rüdiger, Alaba; Rodrygo, Modric, Camavinga, Bellingham; Mbappé, Vini Jr.
- Jogo de volta contra o Arsenal (4-3-3): Courtois; Vázquez, Asencio, Rüdiger, Alaba; Valverde, Tchouaméni, Rodrygo, Bellingham, Vini Jr; Mbappé.















