Técnico da Escócia, Steve Clarke, aborda rivalidade com Marrocos e Brasil e elogia postura de ‘azarão’ da equipePor Thiago Lemos
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A seleção da Escócia garantiu seus primeiros três pontos na fase de grupos da Copa do Mundo, superando o Haiti em sua estreia pelo grupo C. Agora, a equipe se prepara para dois confrontos de alta complexidade, enfrentando Marrocos e, na sequência, o Brasil. Antes do embate com os marroquinos em Boston, o treinador Steve Clarke optou por não comparar os adversários, revelando ter acompanhado a partida entre eles na primeira rodada.
“A próxima partida contra Marrocos será a mais desafiadora, simplesmente por ser o nosso compromisso imediato”, declarou Clarke. Ele complementou que tanto Marrocos quanto Brasil estão entre as dez melhores seleções do mundo, sendo equipes distintas em seu estilo de jogo. O técnico observou que os marroquinos tiveram uma excelente primeira etapa contra os brasileiros, mas a experiência do Brasil prevaleceu no segundo tempo para buscar a reação. “Prevemos dificuldades contra ambos, e é complicado tentar diferenciá-los”, acrescentou.
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O triunfo de 1 a 0 sobre o Haiti representou mais que apenas três pontos; marcou a primeira vitória da Escócia em Copas do Mundo desde 1990, encerrando um jejum de quase quatro décadas. Este resultado não apenas quebrou uma longa sequência sem vitórias, mas também reacendeu a esperança de avançar para a fase eliminatória, algo inédito na história da seleção escocesa em um Mundial. Atualmente, a Escócia lidera o grupo C com três pontos, superando Marrocos e Brasil, e os dois primeiros colocados garantem vaga direta, enquanto o terceiro tem chances de classificação por meio das oito melhores campanhas entre os doze grupos. Em suas participações anteriores, a Escócia enfrentou repetidas eliminações na fase de grupos, o que torna a atual liderança e a quebra do jejum de 36 anos um marco significativo, transformando a mentalidade da equipe e a expectativa dos torcedores em relação ao seu potencial no torneio.
Apesar do bom momento e da liderança no grupo, o técnico Steve Clarke preferiu manter a cautela. Ele declarou que a condição de “underdog”, ou seja, de equipe subestimada ou azarona, é vista com bons olhos para o próximo confronto contra Marrocos.
“Sabemos que precisamos de um desempenho excelente contra adversários complexos”, afirmou o comandante. Ele destacou, contudo, que há um traço na mentalidade escocesa que lhes proporciona maior conforto na posição de “azarões”. “Fomos vistos como favoritos contra o Haiti e conseguimos uma boa partida. Agora, somos os subestimados, e por vezes, a Escócia prefere atuar com essa condição”, explicou Clarke.
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O lateral e capitão da equipe, Robertson, falou com a imprensa antes de Steve Clarke e demonstrou a mesma percepção sobre o favoritismo marroquino. Ele chegou a sugerir que um empate no jogo pode ser um resultado valioso para as aspirações da Escócia na competição.
“Acreditamos em nossa capacidade, não estaríamos neste estágio se não o fizéssemos”, pontuou Robertson. Ele recordou a jornada nas Eliminatórias, quando a equipe não era favorita contra a Dinamarca, mas obteve dois empates cruciais. “Este elenco está cheio de esperança. Temos consciência de que enfrentaremos uma das melhores equipes do mundo, mas também confiamos que, no nosso auge, podemos complicar o jogo para qualquer oponente, como demonstramos durante o ano. Depende de nós dar o máximo, seguir a estratégia de jogo. Se formos bem-sucedidos, podemos conquistar um ou três pontos que são essenciais para construir a nossa história”, concluiu o lateral.
O próximo confronto da Escócia será contra Marrocos nesta sexta-feira, com início previsto para as 19h (horário de Brasília), na cidade de Boston, nos Estados Unidos. A equipe escocesa permanece na liderança do grupo C, que também inclui o Brasil, com três pontos conquistados após a vitória sobre o Haiti. Os marroquinos, por sua vez, somam um ponto até o momento.















