Clive Davis, o executivo que moldou a indústria da música por mais de 50 anos, morre aos 94 anos

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clive davis - lev radin/Shutterstock.com

Clive Davis, um dos executivos mais influentes da história da música, morreu nesta segunda-feira aos 94 anos em sua casa em Manhattan. A família confirmou a morte. Ele havia sido hospitalizado recentemente com problemas respiratórios.

Nascido em 1932 no Brooklyn, Davis começou como advogado e entrou na Columbia Records em posição jurídica modesta. Subiu rapidamente e, nos anos 1960, empurrou a gravadora para o rock, apostando em Janis Joplin, Blood, Sweat & Tears e incentivando Miles Davis a dialogar com a geração de Woodstock.

Depois de deixar a Columbia em 1973, fundou a Arista Records em 1974. Lá, construiu impérios. Descobriu e moldou Whitney Houston, transformando-a em uma das maiores vozes pop de todos os tempos. Lançou Barry Manilow, revigorou a carreira de Carlos Santana com o álbum Supernatural (que vendeu dezenas de milhões) e apostou cedo no potencial comercial do hip-hop e do R&B.

Legado que atravessou décadas e gêneros

Davis atuou como chief creative officer da Sony Music Entertainment até o fim da vida. Sob seu comando, artistas como Alicia Keys, Jennifer Hudson, Aretha Franklin e Rod Stewart tiveram momentos decisivos. Ele era conhecido por perseguir hits com determinação e por sobreviver a trocas de comando corporativo, escândalos e mudanças radicais na indústria — do vinil ao streaming.

Em 2021, aos 89 anos, foi chamado pelo então prefeito Bill de Blasio para organizar o concerto de reabertura de Nova York após a pandemia. O evento no Central Park foi interrompido por uma tempestade, mas simbolizou seu papel duradouro na cena cultural da cidade.

O executivo mantinha um visual marcante, com ternos coloridos e acessórios chamativos, e era presença constante nas premiações. Poucos não-artistas se tornaram nomes tão conhecidos pelo público quanto ele.

O que muda com sua partida

A morte de Davis marca o fim de uma era em que um único executivo podia ditar tendências por décadas. Ele conectou gerações: do rock dos anos 60 ao pop dos 80, do R&B dos 90 ao hip-hop comercial. Seu faro para talentos e capacidade de reviver carreiras influenciaram como a indústria funciona hoje, com ênfase em narrativas de artistas e álbuns eventos.

Recentemente, em maio e junho de 2026, Davis passou por hospitalização por infecção respiratória superior e se recuperava em casa. A piora levou à sua morte nesta segunda.

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