Mudança nos estatutos da FIA permite mandato ilimitado para presidente e consolida liderança de Ben Sulayem
Uma decisão recente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) retirou o limite de mandatos para o cargo de presidente da entidade, incluindo a própria presidência. A medida, aprovada durante a Assembleia Geral Extraordinária em Macau, fortalece a posição do atual líder Mohammed Ben Sulayem e poderá ter reflexos importantes na gestão de grandes competições, como a Fórmula 1, ao permitir uma continuidade estratégica prolongada.
O conselho completo da FIA votou pela proposta apresentada por Ben Sulayem, resultando em uma aprovação quase unânime para a eliminação das restrições de tempo de permanência. Anteriormente, o período máximo consecutivo para o posto era de 12 anos, limite que agora deixa de existir.
Um porta-voz da FIA esclareceu que os estatutos da organização foram revisados para estabelecer uma uniformidade nos limites de mandato em todas as suas estruturas, abrangendo Conselhos Mundiais e o Senado. O objetivo é criar uma política mais coesa internamente.
As mudanças propostas obtiveram uma maioria qualificada durante as Assembleias Gerais Extraordinárias, destacou o representante da FIA. A entidade reafirma que seus órgãos mantêm a prerrogativa total de eleger democraticamente os dirigentes que considerarem mais aptos para cada função.
Além da flexibilização dos mandatos, os critérios de elegibilidade para a posição de Presidente da FIA foram aprimorados. Eles agora se alinham de forma mais rigorosa com os requisitos já estabelecidos para os demais candidatos que compõem a Lista Presidencial.
Dessa forma, os requisitos atuais exigem que todos os aspirantes ao cargo demonstrem uma experiência substancial e prévia de atuação dentro da própria estrutura da FIA.
Em termos práticos, esta alteração permite que uma mesma pessoa ocupe a presidência por um período indefinido, podendo ser removida apenas por meio de uma nova votação ou ao atingir o limite de idade de 70 anos.
















