Jornal The Athletic levanta questionamento sobre quem domina as Copas: Alemanha com 12 pódios ou o Brasil com 5 títulos?

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Troféu Copa do Mundo Foto: Troféu Copa do Mundo

Um debate sobre a real superioridade entre a Alemanha e o Brasil em Copas do Mundo foi iniciado por uma revista esportiva norte-americana, a The Athletic. O conteúdo, que expressa uma opinião e é associado ao New York Times, foi publicado na última segunda-feira, logo após a eliminação da seleção alemã contra o Paraguai em uma fase decisiva do torneio global.

O material, redigido pelo jornalista Matt Slater, intitula-se “Os alemães já foram os reis da Copa do Mundo, agora eles simplesmente não são tão bons assim”. A matéria argumenta que, antes das performances abaixo do esperado nos Mundiais mais recentes, a Alemanha era considerada a maior equipe, ostentando um impressionante recorde de 12 participações entre os três primeiros colocados, incluindo quatro troféus, quatro vices e quatro terceiras posições.

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Alemanha – Foto: DFB/Philipp Reinhard

A publicação ressalta que a Alemanha, ao vencer a Argentina em 2014 e conquistar seu quarto título em dezessete edições da Copa do Mundo, estabeleceu uma sequência notável de quatro torneios seguidos, desde 2002, figurando sempre entre os três melhores. O triunfo final aconteceu meros cinco dias depois da histórica goleada de 7 a 1 contra o Brasil, anfitrião daquele Mundial, um placar que marcou uma das maiores surpresas em toda a trajetória das Copas.

Segundo a análise, na época, somente os fãs brasileiros mais fervorosos questionariam a ideia de que a Alemanha era a maior seleção da história das Copas. Embora a seleção do Brasil detenha o recorde de cinco títulos mundiais, a matéria estrangeira foca o debate na regularidade de alcançar as etapas finais. A equipe alemã, com sua presença constante nas fases decisivas, acumulava ainda quatro segundas e quatro terceiras posições, somadas às suas conquistas.

Ao totalizar esses desempenhos, a Alemanha esteve no pódio da FIFA em 12 momentos diferentes, um número que supera em três vezes qualquer outro país. O ponto principal levantado é que os ápices da seleção alemã foram mais significativos do que os de qualquer outra equipe, e até mesmo suas fases de menor rendimento se mostraram de um nível superior em comparação.

O artigo conclui indicando que o futebol alemão passa por um momento de baixa, porém lembra que um cenário parecido se deu após a eliminação precoce na Copa do Mundo de 1998. Naquele período, a federação alemã implementou uma reestruturação profunda em todas as suas categorias de base e processos de formação, um movimento que foi crucial para o ressurgimento da seleção como protagonista mundial. A análise insinua que um novo ciclo de recuperação pode estar a caminho, espelhando a capacidade de renovação demonstrada no passado.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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