Kevin Weil funda a Warp Sciences para repatriar testes de medicamentos aos EUA

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Inteligência Artificial, Médico gerado por IA Foto: Inteligência Artificial, Médico gerado por IA - Summit Art Creations/ Shutterstock.com

O ex-executivo da OpenAI Kevin Weil anunciou na quinta-feira (22) o lançamento da startup Warp Sciences em São Francisco, na Califórnia, para automatizar o desenvolvimento e a otimização de medicamentos com inteligência artificial e robótica. A empresa saiu do modo furtivo, fase em que opera sem divulgação pública, com um financiamento inicial de US$ 215 milhões para construir laboratórios automatizados nos Estados Unidos.

A rodada de investimentos Série A avaliou a companhia em US$ 865 milhões após o aporte e teve liderança do fundo Lightspeed Venture Partners. “Apresentando a Warp Sciences, uma nova empresa que aplica inteligência artificial e robótica para ajudar o mundo a desenvolver novos medicamentos mais rápido. Levantamos uma Série A de US$ 215 milhões liderada pela Lightspeed Venture Partners para tirar a IA de ponta do navegador e levá-la para o laboratório, construindo capacidade científica aqui na América”, afirmou Kevin Weil, cofundador e diretor-executivo (CEO) da Warp Sciences, em tradução livre.

Como a Warp Sciences usa robôs e sensores em laboratórios nos EUA?

Inteligência Artificial
Foto: Inteligência Artificial – Digineer Station/ Shutterstock.com

O foco técnico da Warp Sciences é assumir dentro dos Estados Unidos a etapa de otimização de moléculas candidatas a novos fármacos. Quando pesquisadores descobrem uma substância promissora, precisam sintetizar e testar centenas ou milhares de variantes químicas daquela fórmula para elevar a eficácia do tratamento e diminuir os efeitos colaterais no organismo, um serviço que a indústria farmacêutica norte-americana historicamente terceiriza para laboratórios na China devido ao custo reduzido e à velocidade de entrega.

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Para realizar esses testes em território norte-americano, a empresa já adquiriu infraestrutura de hardware composta por braços robóticos e chips de inteligência artificial. Nos experimentos físicos dentro do laboratório, os químicos da equipe usam câmeras vestíveis e luvas equipadas com sensores de pressão para registrar cada movimento manual e gerar dados proprietários que treinam os modelos computacionais da própria companhia.

Números, sede e estrutura da rodada da Warp Sciences

O capital levantado na estreia financia a montagem da operação física e a expansão da estrutura de pesquisa química da empresa na Califórnia. Os dados operacionais e financeiros confirmados no lançamento de 22 de outubro de 2026 reúnem os seguintes indicadores:

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  • Valor captado na rodada Série A: US$ 215 milhões.
  • Avaliação de mercado após o aporte (post-money valuation): US$ 865 milhões.
  • Sede da empresa: São Francisco, Califórnia, nos Estados Unidos.
  • Tamanho inicial da equipe: cerca de 20 funcionários.
  • Fundos participantes da rodada: Lightspeed Venture Partners (líder), IVP, Lux Capital e Premji Invest.

Liderança da Warp Sciences e investidores da Série A

A fundação da startup reúne quatro executivos com passagem por empresas de tecnologia, biotecnologia e pelo governo norte-americano. Além de Kevin Weil, que atuou como diretor de produto (CPO) e vice-presidente de ciência na OpenAI, integram o grupo fundador Manohar Paluri, diretor de tecnologia (CTO) e ex-vice-presidente do Superintelligence Labs da Meta; DJ Patil, diretor de operações (COO) e primeiro cientista-chefe de dados da Casa Branca; e Solomon Reisberg, diretor científico (CSO) e ex-executivo de química medicinal da Terremoto Biosciences.

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A captação contou também com aportes individuais de executivos do setor de tecnologia como investidores-anjo. Participaram da rodada da Warp Sciences:

  • Sarah Friar, diretora financeira (CFO) da OpenAI.
  • Fidji Simo, ex-executiva da OpenAI.
  • Brian Armstrong, diretor-executivo (CEO) da corretora de criptomoedas Coinbase.
  • Shyam Sankar, diretor de tecnologia (CTO) da empresa de softwares Palantir.
  • Reid Hoffman, cofundador da rede profissional LinkedIn.

Disputa com a China na cadeia farmacêutica e novos aportes em IA

A criação da Warp Sciences ocorre em um momento de restrições comerciais e receio sobre o compartilhamento de dados biomédicos entre Estados Unidos e China. Em junho de 2026, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) incluiu a chinesa WuXi AppTec, principal fornecedora terceirizada de testes e aprimoramento de moléculas para farmacêuticas, em uma lista de empresas restritas por supostas ligações militares, o que gerou preocupação no setor sobre riscos na cadeia de suprimentos mesmo após as restrições serem barradas pela Justiça.

Weil declarou que a dependência externa na fase de testes químicos representa um risco estratégico para o país. “Precisamos repatriar capacidades científicas críticas da China, para que não percamos nossa indústria farmacêutica da mesma forma que perdemos a solar, drones e manufatura”, disse o executivo.

A estreia da empresa soma-se a outras captações de alto valor registradas em 2026 para aplicar inteligência artificial em processos industriais e biológicos. Na mesma semana do anúncio de Weil, outro ex-líder da OpenAI, Bob McGrew, levantou US$ 232 milhões para a startup Arda, voltada à automação de linhas de produção fabril, enquanto a Chai Discovery, apoiada pela própria OpenAI, captou US$ 400 milhões em julho de 2026 para a pesquisa de medicamentos.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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