EUA intensificam ataques contra Irã em meio a troca de ameaças e negociações falhasPor Beatriz
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No sábado, 11 de julho de 2026, as forças militares dos Estados Unidos realizaram a terceira sequência de ataques aéreos nesta semana contra o Irã. A ação foi uma retaliação a um incidente envolvendo um navio porta-contêineres com bandeira do Chipre no Estreito de Ormuz, conforme informações do Pentágono. Em resposta, o Irã lançou contra-ataques direcionados a aliados americanos na região do Golfo.
Apesar da escalada de tensões e dos confrontos armados com os EUA, uma delegação iraniana viajou para Omã no início do sábado. O objetivo era dar prosseguimento a discussões diplomáticas por meio de mediadores, mesmo após a troca de tiros dramática que comprometeu o cessar-fogo previamente acordado em meados de junho, um memorando assinado pelo presidente Trump e seu homólogo iraniano. No domingo, ambos os países trocaram acusações sobre a livre circulação de tráfego marítimo no crucial Estreito de Ormuz, que é vital para o comércio global de petróleo e um ponto de tensão geopolítica constante.
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Na sexta-feira anterior, o presidente Donald Trump havia emitido um aviso severo, ameaçando “dizimar e destruir” o Irã caso houvesse qualquer tentativa de assassinato contra ele. Ele também mencionou que “1.000 mísseis estão prontos para serem disparados contra a República Islâmica do Irã” sob essa condição. No sábado, em um comunicado oficial, o líder supremo iraniano prometeu vingança pela morte de seu pai, adicionando mais um componente à crescente animosidade entre as nações.
Teerã atinge países vizinhos do golfo em resposta a ofensivas americanas
O regime de Teerã intensificou seus próprios ataques contra nações vizinhas do Golfo, como Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã. Este aumento nas ofensivas ocorreu depois que os Estados Unidos miraram alvos no Irã no sábado. Omã, por exemplo, é a nação do outro lado do estreito, que Teerã tem pressionado para integrar na gestão do tráfego marítimo, o que adiciona uma camada de complexidade à situação regional.
Ao final da tarde de domingo, a agência de notícias estatal iraniana IRNA divulgou que, segundo o governador da ilha de Qeshm, próxima ao estreito, menos de uma dúzia de projéteis foram disparados contra alvos militares na região, sem registro de vítimas. Não houve manifestações imediatas por parte das forças armadas americanas sobre o ocorrido. A ilha de Qeshm, a maior do Golfo Pérsico, é lar de aproximadamente 150 mil pessoas.
A agência IRNA também reportou que explosões foram ouvidas na cidade costeira de Bandar Abbas, bem como em Hajiabad, uma localidade no interior, situada mais ao norte do país.
As recentes trocas de acusações e ataques ocorrem em um momento crítico, com Irã e Estados Unidos estando na metade do período de 60 dias de um acordo provisório. Esse pacto tinha como objetivo principal alcançar um fim permanente para o conflito, mas a tensão continua a crescer de forma preocupante, indicando dificuldades na busca por uma resolução duradoura.















