Tereza Cristina nega convite para compor chapa como vice de Flávio Bolsonaro à presidência do BrasilPor Luís Henrique Costa
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A senadora Tereza Cristina, filiada ao Progressistas por Mato Grosso do Sul, recusou o convite para integrar a chapa do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal pelo Rio de Janeiro, como sua vice-presidente. A notícia foi confirmada por Valdemar Costa Neto, que preside o PL.
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O pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, tem procurado uma figura feminina para a vaga de vice em legendas do Centrão, como União Brasil, Progressistas ou Republicanos, enfrentando dificuldades para fechar a composição.
Durante um encontro na terça-feira, 21 de julho de 2026, Tereza Cristina e Valdemar Costa Neto discutiram a proposta. A ex-ministra da Agricultura da gestão de Jair Bolsonaro indicou ao líder do PL que sua prioridade é disputar a presidência do Senado Federal no ano de 2027.
Pessoas próximas à senadora afirmam que ela entende que uma candidatura à vice-presidência na atual eleição impediria sua postulação ao comando do Senado.
A oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República está agendada para o próximo sábado, 25 de julho de 2026, em convenção partidária a ser realizada em São Paulo.
O senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte e coordenador da campanha, comunicou que o partido continuará buscando uma aliança, até o último prazo, com a federação que reúne o PP e o União Brasil, ou com o Republicanos.
Com a negativa de Tereza Cristina, outros nomes do Progressistas permanecem em análise para a posição de vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Entre elas estão as deputadas federais Simone Marchetto, por São Paulo, e Clarissa Tercio, por Pernambuco.
No Republicanos, a pessoa considerada pelo próprio Flávio Bolsonaro para a vice é Daniela Ribeiro. Ela já atuou como ex-presidente da Caixa Econômica Federal na administração de Bolsonaro e também como assessora especial do então ministro da Economia, Paulo Guedes.
Atualmente, as três legendas do Centrão – União Brasil, Progressistas e Republicanos – demonstram inclinação à neutralidade política, especialmente a federação composta por União Brasil e Progressistas, evidenciando a dificuldade de Flávio Bolsonaro em solidificar apoios mesmo em sua base aliada.
Essa postura é justificada por questões regionais, devido à complexidade de se formar alianças estaduais. Adicionalmente, há um sentimento de ressentimento por parte do senador Ciro Nogueira, presidente do PP do Piauí, em relação a Flávio Bolsonaro.
Ciro Nogueira expressou descontentamento por não ter recebido o suporte do filho de Jair Bolsonaro quando a Polícia Federal conduziu uma operação envolvendo suas conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro. Quanto ao Republicanos, as lideranças do partido apontam obstáculos regionais semelhantes. Em estados como Roraima, Sergipe e Mato Grosso, o PL tem se negado a oferecer apoio a candidatos do Republicanos que possuem boas chances de vitória.















