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A influenciadora digital Valéria Diniz recusou a compra de balas oferecidas por um menino de 9 anos após questionar a orientação política da família da criança e exigir que o garoto fizesse um gesto partidário, em Fortaleza (CE). O episódio ocorreu no Mercado dos Peixes, localizado na Avenida Beira-Mar, polo turístico da capital cearense, e foi gravado pela própria produtora de conteúdo.

As imagens gravadas na quarta-feira (28) mostram o momento em que a criança se aproximou da mesa ocupada pela influenciadora e amigas para vender doces e bombons durante a tarde. Diante da oferta, Valéria passou a indagar sobre preferências eleitorais e condicionou o consumo ao alinhamento ideológico, exigindo manifestação favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de recusar o atendimento ao vendedor ambulante infantil.

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A postura gerou forte repercussão negativa nas plataformas digitais assim que os registros circularam fora da publicação temporária original.

Abordagem a vendedor mirim na Beira-Mar

Durante o diálogo registrado na mesa do estabelecimento comercial, a mulher perguntou a preferência partidária dos responsáveis pelo garoto. Em seguida, orientou que o menino fizesse o gesto com os dedos em formato de “L”, sinal habitualmente associado a apoiadores do presidente da República.

A recusa em adquirir as guloseimas foi manifestada logo após a interação política. O menino permaneceu no local segurando a mercadoria enquanto a cena continuava sendo registrada pelo aparelho celular da influenciadora, que acompanhava outras pessoas no restaurante à beira-mar.

Repercussão do registro nas redes sociais

O compartilhamento do episódio provocou críticas imediatas de internautas e frequentadores do polo gastronômico cearense. Comentários públicos destacaram a vulnerabilidade da criança em situação de trabalho informal e reprovaram o constrangimento imposto a um menor de idade por razões partidárias.

A legislação brasileira estabelece mecanismos de proteção integral a crianças e adolescentes que vedam a submissão de menores a qualquer tipo de vexame ou constrangimento público. Casos que envolvem trabalho infantil e exposição em redes sociais costumam ser acompanhados por conselhos tutelares e autoridades de assistência social do município.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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