Cancelada: Influenciadora recusa comprar balas de menino de 9 anos após pedir “Faz o L” em Fortaleza (CE)Por Luís Henrique Costa
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A influenciadora digital Valéria Diniz recusou a compra de balas oferecidas por um menino de 9 anos após questionar a orientação política da família da criança e exigir que o garoto fizesse um gesto partidário, em Fortaleza (CE). O episódio ocorreu no Mercado dos Peixes, localizado na Avenida Beira-Mar, polo turístico da capital cearense, e foi gravado pela própria produtora de conteúdo.
As imagens gravadas na quarta-feira (28) mostram o momento em que a criança se aproximou da mesa ocupada pela influenciadora e amigas para vender doces e bombons durante a tarde. Diante da oferta, Valéria passou a indagar sobre preferências eleitorais e condicionou o consumo ao alinhamento ideológico, exigindo manifestação favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de recusar o atendimento ao vendedor ambulante infantil.
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A postura gerou forte repercussão negativa nas plataformas digitais assim que os registros circularam fora da publicação temporária original.
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Durante o diálogo registrado na mesa do estabelecimento comercial, a mulher perguntou a preferência partidária dos responsáveis pelo garoto. Em seguida, orientou que o menino fizesse o gesto com os dedos em formato de “L”, sinal habitualmente associado a apoiadores do presidente da República.
A recusa em adquirir as guloseimas foi manifestada logo após a interação política. O menino permaneceu no local segurando a mercadoria enquanto a cena continuava sendo registrada pelo aparelho celular da influenciadora, que acompanhava outras pessoas no restaurante à beira-mar.
Repercussão do registro nas redes sociais
O compartilhamento do episódio provocou críticas imediatas de internautas e frequentadores do polo gastronômico cearense. Comentários públicos destacaram a vulnerabilidade da criança em situação de trabalho informal e reprovaram o constrangimento imposto a um menor de idade por razões partidárias.
A legislação brasileira estabelece mecanismos de proteção integral a crianças e adolescentes que vedam a submissão de menores a qualquer tipo de vexame ou constrangimento público. Casos que envolvem trabalho infantil e exposição em redes sociais costumam ser acompanhados por conselhos tutelares e autoridades de assistência social do município.















