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Os cidadãos dos Estados Unidos continuam profundamente dedicados às suas férias de verão, mesmo diante do aumento dos custos de viagem e da pressão sobre os orçamentos domésticos. Uma pesquisa recente da Priceline, divulgada em 23 de junho de 2026, revela que, para muitos, a ideia de um verão sem uma escapada é impensável, levando-os a fazer cortes em outras despesas para garantir o lazer. Este comportamento sublinha uma tendência de resiliência no consumo de viagens, contrastando com a percepção geral de que os gastos com turismo estão mais difíceis.

O estudo inaugural “2026 State of Summer Travel Report” da Priceline, baseado em uma pesquisa com 2.500 adultos norte-americanos realizada pela Wakefield Research em março de 2026, analisou o sentimento do consumidor, o comportamento geracional, os padrões de gastos e o papel crescente da inteligência artificial no planejamento de viagens. Os resultados mostram um paradoxo: embora quase metade dos americanos sinta que as férias de verão estão fora de alcance, uma vasta maioria está determinada a realizá-las, evidenciando a prioridade que o lazer adquiriu na vida pós-pandemia.

Sacrifícios diários para viabilizar os planos de viagem

Apesar das pressões financeiras, o desejo por uma viagem de verão persiste com força. Embora 44% dos americanos declarem que as férias de verão parecem inatingíveis este ano, um expressivo percentual de 73% planeja fazer o que for necessário para que aconteçam, com 79% esperando fazer pelo menos uma viagem. Essa determinação reflete não apenas o anseio por descanso, mas também uma valorização do tempo de qualidade e da experiência sobre outros gastos considerados discricionários.

A análise dos dados de gastos revela uma economia de viagens em formato de “K”, onde mais pessoas planejam viagens de baixo custo, o segmento intermediário diminui e os gastos no topo se mantêm estáveis. Para financiar suas viagens, mais de um terço dos entrevistados já começou a cortar despesas diárias. Um dado notável é que 83% dos adultos com mais de 21 anos afirmam que abririam mão do consumo de álcool antes de desistir das férias. Além disso, 45% cortariam refeições fora de casa e 20% chegariam a desistir de vida sexual em nome da viagem. Essa disposição em sacrificar bens e serviços cotidianos por uma experiência de viagem demonstra a profundidade do valor que o lazer tem para esses consumidores.

Impactos desiguais: pais e millennials sentem mais o peso

A pressão econômica é ainda mais acentuada para famílias com filhos, que enfrentam desafios únicos na hora de planejar suas férias. Os pais são 34% mais propensos a já terem cortado despesas diárias para financiar viagens de verão do que aqueles sem filhos. No entanto, 89% dos pais ainda pretendem viajar. Quase um quarto deles (23%) teve que cancelar ou alterar drasticamente os planos de férias devido ao aumento dos custos, em comparação com 16% dos não pais.

Entre as gerações, os millennials demonstram uma tensão particularmente visível. Trinta e seis por cento deles afirmam que viagens que antes pareciam acessíveis agora são consideradas um luxo, a maior porcentagem entre todas as gerações. Contraditoriamente, 28% dos millennials planejam gastar 5.000 dólares ou mais em viagens de verão neste ano, também a maior taxa geracional. Christina Bennett, especialista em tendências de viagens de consumo da Priceline, afirmou que “Pais e millennials estão sentindo a maior pressão financeira neste verão, mas também planejam gastar mais em viagens. É exatamente por isso que são os mais propensos a recorrer à IA para ajudar a planejar suas viagens.”

Arrependimentos de decisões para economizar nos passeios

A busca por economia nem sempre resulta em satisfação, e muitos viajantes acabam se arrependendo das decisões tomadas para reduzir custos. Sessenta e nove por cento dos americanos afirmam ter tomado decisões de corte de gastos em viagens que depois lamentaram. Entre as escolhas que geraram arrependimento estão: hospedar-se com amigos ou familiares em vez de um hotel (20%), dirigir em vez de voar (20%), fazer uma viagem mais curta (19%) e reservar um voo com múltiplas escalas em vez de direto (19%).

Apesar dos arrependimentos passados, muitos ainda consideram fazer trocas semelhantes no verão de 2026, indicando que a pressão financeira é um fator persistente. Brigit Zimmerman, CEO da Priceline, disse que “O que estamos vendo é um viajante que não abriu mão da aspiração, mas está sendo mais deliberado sobre como chegar lá”. Ela acrescentou que “As pessoas estão cortando gastos em todos os outros lugares, dedicando mais tempo à pesquisa de ofertas e fazendo trocas das quais se arrependem mais tarde. Nosso objetivo é ajudá-los a encontrar a viagem que desejam pelo preço que podem pagar.”

A busca incessante por ofertas e a crescente influência da inteligência artificial

Planejar férias tornou-se uma tarefa exaustiva para 81% dos americanos, e 43% apontam especificamente a caça às melhores ofertas como a principal fonte de frustração. Sessenta e cinco por cento acreditam que encontrar um acordo realmente excepcional é quase impossível. No entanto, 85% afirmam que conseguir uma ótima oferta é tão gratificante quanto a própria viagem. Essa dicotomia reflete a intensidade da competição no mercado de turismo e a dificuldade de navegação para o consumidor médio.

Diante desse cenário, a inteligência artificial (IA) surge como uma aliada promissora. Metade dos americanos planeja usar ferramentas de IA para encontrar melhores ofertas de viagem este ano. Esse número sobe para 69% entre os millennials e 62% entre a Geração Z. A Priceline, por exemplo, lançou a próxima geração de Penny, sua assistente de viagem com IA, projetada para otimizar a busca por ofertas, minimizar as trocas e combater a fadiga da comparação, guiando os viajantes desde o planejamento até a reserva em uma única conversa. A adoção da IA demonstra uma mudança significativa na forma como os consumidores esperam interagir com o setor de viagens, buscando eficiência e personalização em sua jornada.

Principais resultados da pesquisa da Priceline sobre viagens de verão

A pesquisa da Priceline de 2026 destaca o comportamento do consumidor americano em relação às férias de verão, evidenciando o desejo de viajar e as estratégias adotadas para concretizar esses planos.

  • 79% planejam fazer pelo menos uma viagem no verão deste ano.
  • 73% farão o que for preciso para que as férias de verão aconteçam.
  • 44% sentem que as férias de verão estão fora de alcance em 2026.
  • 84% acreditam que estão pagando mais e recebendo menos em suas viagens.
  • 69% se arrependem de decisões anteriores de corte de custos em viagens.
  • 50% planejam usar ferramentas de inteligência artificial para encontrar melhores ofertas de viagem.

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