Corpos de casal que se autodeportou, são descobertos após terremotos na Venezuela
Os corpos de Andrew Widme, cidadão americano, e sua esposa venezuelana, Yelitza, foram encontrados sob os escombros de um prédio de apartamentos na Venezuela. A descoberta, ocorrida em 19 de julho e 21 de julho para Andrew e Yelitza, respectivamente, aconteceu quase um mês após dois fortes terremotos atingirem a região de La Guaira em 24 de junho. O casal havia se mudado voluntariamente para o país sul-americano devido a uma pendência no processo imigratório da mulher nos Estados Unidos.

A complexa decisão de deixar os Estados Unidos
Andrew Widme, que tinha 42 anos e era natural de Dakota do Norte, tomou a decisão de se mudar para a Venezuela em 4 de maio. Ele seguiu sua esposa, Yelitza, de 31 anos, que havia deixado os Estados Unidos em 19 de abril para retornar ao seu país natal. A partida de Yelitza ocorreu enquanto seu processo de imigração nos EUA permanecia sem solução, levando-a a uma “autodeportação”.
Andrew, que era pai de dois adolescentes de um casamento anterior, enfrentou grandes dificuldades para fazer essa mudança. A mãe dele, Linda Morrison, contou que foi um período muito complicado para os filhos que viviam nos Estados Unidos. Andrew também precisou abrir mão de um emprego recém-conquistado na Flórida para acompanhar a esposa em sua jornada.
Mais sobre o assunto: Após terremotos, porto de La Guaira se transforma em necrotério para identificar vítimas na Venezuela
Detalhes do resgate e identificação dos corpos
Uma equipe de busca e resgate da organização United Cajun Navy localizou e recuperou o corpo de Andrew Widme em 19 de julho. A identificação do americano foi feita por sua mãe, Linda Morrison, que o reconheceu por uma tatuagem durante o atendimento em um hospital de campanha, proporcionando uma confirmação dolorosa, mas necessária para a família.
A organização voluntária de assistência em desastres United Cajun Navy afirmou que Andrew foi tratado com dignidade, cuidado e respeito desde o momento em que foi encontrado, nunca sendo deixado sozinho. O corpo de Yelitza foi localizado por seus familiares em 21 de julho, conforme informou a correspondente Gabriela González.
O cenário de devastação após os terremotos
Dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 graus causaram grande destruição no norte da Venezuela em 24 de junho. A tragédia deixou um balanço oficial de 5.398 mortos em todo o país, além de milhares de pessoas desaparecidas. A região litorânea de La Guaira foi a mais impactada pela catástrofe natural.
Os efeitos dos tremores foram amplamente sentidos, e a recuperação tem sido um desafio. A catástrofe causou o desabamento de inúmeros edifícios, resultando na maioria das vítimas e na destruição de infraestrutura.
Os principais dados da tragédia:
Saiba mais: Bebê de 18 dias inspira mãe a lutar pela vida em escombros após terremotos devastadores na Venezuela
- Data dos terremotos: 24 de junho
- Magnitudes registradas: 7,2 e 7,5 graus
- Região mais atingida: La Guaira, no norte da Venezuela
- Número oficial de mortos: 5.398 pessoas
A história de amor e sacrifício do casal
Andrew e Yelitza se casaram em fevereiro de 2025, poucos meses após se conhecerem. Linda Morrison, mãe de Andrew, descreveu a paixão do filho pela esposa, enfatizando que ele parecia profundamente apaixonado. O período em que estiveram juntos antes do casamento não foi extenso, mas a conexão entre eles era evidente.
A decisão de Andrew de se mudar para a Venezuela, abrindo mão de sua vida nos Estados Unidos, incluindo o novo emprego e a proximidade com seus filhos, é um testemunho do seu compromisso com Yelitza. A busca por uma resolução para a situação imigratória dela levou o casal a essa mudança radical, que culminou na tragédia dos terremotos.

















