Nippon Paper lamenta mortes em Yatsushiro e investiga desabamento de chaminés após tremor

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Acidente fabrica da Nippon Paper Foto: Acidente fabrica da Nippon Paper - X

Uma profunda tristeza marcou a coletiva de imprensa realizada pela Nippon Paper Industries em Yatsushiro, Japão, no dia 5 de agosto de 2026. O presidente Akira Sebe expressou seu pesar pelas nove vidas perdidas após o desabamento de uma chaminé da fábrica durante um terremoto ocorrido em 28 de julho de 2026. O gerente da unidade, Yoshisada Yamabe, que estava no local no momento do abalo, afirmou que “honestamente, não havia nada que pudéssemos fazer”.

Falha nas comunicações de emergência durante o desastre

No momento do terremoto, 414 pessoas, entre funcionários e colaboradores, estavam na fábrica. O tremor intenso provocou uma queda de energia imediata, o que impediu o contato com os serviços de emergência da polícia (110) e dos bombeiros (119). Presos no prédio de escritórios de dois andares após o colapso da chaminé, os trabalhadores enfrentaram dificuldades críticas para pedir ajuda.

Cerca de 40 minutos após o incidente, um funcionário que conseguiu escapar ileso entrou em contato com um parente que trabalhava no corpo de bombeiros, iniciando assim o processo de resgate. As equipes de emergência e membros das Forças de Autodefesa chegaram ao local, trabalhando manualmente na remoção dos escombros.

Vítimas e o impacto na estrutura da unidade

Os esforços de resgate conseguiram retirar 11 pessoas presas nos escombros até o dia 30 de julho de 2026. Contudo, nove dessas vítimas tiveram suas mortes confirmadas. De acordo com o Corpo de Bombeiros da Associação de Assuntos Administrativos da Grande Área de Yatsushiro, todos os nove falecidos eram homens, com idades entre 30 e 60 anos.

Além da chaminé principal de 80 metros que desabou, uma segunda estrutura de concreto armado de 70 metros também foi ao chão. Outra chaminé, de 110 metros e feita de plástico reforçado com fibra, sofreu danos significativos.

Histórico de vistorias e o pedido de esclarecimento oficial

A empresa informou que a chaminé de 80 metros era submetida a inspeções visuais regulares para verificar rachaduras e ferrugem. No entanto, a última inspeção completa da estrutura havia sido realizada em 2006, quase duas décadas antes do acidente. Essa lacuna levanta questões importantes sobre a adequação dos protocolos de segurança para construções antigas em regiões sujeitas a atividades sísmicas, como o Japão.

A Nippon Paper Industries declarou que está “investigando” a resistência sísmica de suas chaminés. A empresa indicou a intenção de criar uma comissão para apurar as causas do desabamento e esclarecer a questão. Paralelamente, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria instruiu a companhia a inspecionar todas as chaminés, inclusive aquelas que não foram danificadas, e a realizar os reforços ou substituições necessárias para garantir a segurança.

A importância da fábrica para a economia local

A fábrica da Nippon Paper Industries em Yatsushiro, que iniciou suas operações em 1924, é uma unidade centenária e essencial para a economia da região. Ela é responsável pela produção de papel jornal e papel para impressão, empregando centenas de pessoas.

O presidente Akira Sebe, ao falar sobre o futuro, evitou fazer uma declaração definitiva sobre as perspectivas de recuperação da fábrica. Contudo, ele fez questão de ressaltar que a existência da unidade “cresceu até hoje graças ao apoio da comunidade local”, indicando a forte ligação da empresa com a população de Yatsushiro e a complexidade de uma reabertura.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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