Colega anestesista denuncia estupro e médico é preso em flagrante em São Paulo
Um médico foi preso em flagrante em São Paulo, na noite de 7 de agosto de 2026, sob suspeita de estupro de vulnerável. A vítima, uma médica anestesiologista e colega de trabalho do investigado, denunciou o crime que teria ocorrido em um apartamento no bairro do Cambuci, região central da capital paulista. A ocorrência foi registrada na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Os detalhes da denúncia e o resgate da vítima
A vítima relatou aos policiais que havia combinado um almoço com o colega para comemorar a publicação de artigos de sua autoria. Durante o encontro, os dois teriam consumido bebidas alcoólicas e, segundo o relato policial, também uma substância entorpecente.
A médica afirmou possuir lembranças fragmentadas dos eventos seguintes, sendo a última memória nítida a de estar caindo no banheiro. Ao recuperar parcialmente a consciência, ela buscou ajuda da mãe e de uma amiga por celular. A denúncia à polícia indica que a vítima chegou ao apartamento usando um vestido e acessórios, mas foi encontrada posteriormente com roupas diferentes e sem os itens.
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Em seu depoimento, ela mencionou ter flashes de memória do investigado tentando manter uma relação sexual anal. Uma amiga da vítima, que também trabalha no Hospital Salvalus, foi até o apartamento após receber uma mensagem de socorro por volta das 21h, na qual a colega dizia que passava mal e que havia sido dopada. Ao chegar, a amiga encontrou a vítima muito abalada e aparentemente sob efeito de substâncias, encaminhando-a ao Hospital da Mulher para atendimento médico e perícia.
A versão do investigado e o consumo de substâncias
Em depoimento às autoridades, o médico confirmou o almoço com a colega para celebrar as publicações científicas. Ele relatou que adquiriu LSD a pedido dela e que ambos consumiram a substância após a refeição, juntamente com bebidas alcoólicas.
O investigado afirmou que, após o consumo, a colega teria passado mal, caído no banheiro e, então, foi levada por ele para o quarto. Ele alegou também ter sofrido alterações de percepção e memória, garantindo não se recordar de ter praticado qualquer ato sexual, beijos ou usado violência física contra a vítima.
A lei sobre estupro de vulnerável no Brasil
A legislação brasileira classifica como estupro de vulnerável (Artigo 217-A do Código Penal) o ato de constranger alguém à conjunção carnal ou à prática de outro ato libidinoso quando a vítima não tem condições de oferecer resistência. Isso pode ocorrer devido a idade, enfermidade, deficiência mental, ou, como neste caso, por estar sob efeito de álcool ou qualquer outra substância que a impossibilite de manifestar sua vontade.
A pena para o crime de estupro de vulnerável varia de 8 a 15 anos de reclusão, podendo ser aumentada em casos de lesão corporal grave ou morte. A tipificação legal visa proteger indivíduos que estão em uma situação de fragilidade, garantindo que o consentimento seja sempre livre e consciente.
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Andamento do caso e próximos passos
A polícia militar que atendeu à ocorrência descreveu ter encontrado a vítima parcialmente despida, em estado de abalo emocional e apresentando sinais compatíveis com alteração do estado psíquico ou de consciência, o que a impedia de fornecer detalhes claros sobre o ocorrido. O médico suspeito é um profissional terceirizado que presta serviços em um hospital na Zona Leste da cidade.
O caso segue sob investigação na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, que busca reunir todas as provas e detalhes para concluir o inquérito. A prisão em flagrante visa garantir a integridade da investigação e a segurança da vítima.

















