Bebê de um mês sequestrada em Campo Grande é achada no Paraguai com casal preso
A bebê Ayla Emanuelly, de apenas um mês, que estava desaparecida desde 6 de agosto de 2026, em Campo Grande, foi localizada com vida na madrugada de 9 de agosto de 2026, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia próxima à fronteira com o Brasil. Um casal que mantinha a criança sob sua guarda foi detido pelas autoridades. A identidade dos suspeitos ainda não foi divulgada oficialmente.
A Polícia Civil confirmou as informações, e as autoridades do Paraguai garantiram que a bebê apresenta bom estado de saúde.
Ayla foi levada da mãe depois que a adolescente, de 17 anos, aceitou uma oferta de R$ 100 de uma mulher para cuidar da filha dela. A jovem se dirigiu à residência da suspeita em 6 de agosto de 2026, acompanhada de sua irmã, que tem 12 anos.
Conforme depoimento da mãe, ao chegarem, ambas receberam água para beber. A adolescente garantiu que não perdeu a consciência, mas sua irmã adormeceu e só acordou por volta das 20h.
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A mãe relatou ter sido ameaçada e coagida a entregar a própria filha. Foi dito a ela que, em caso de recusa, ela e a irmã seriam “jogadas em um buraco”. Após a ameaça, a criança foi levada do local.
Informações preliminares indicaram que a mulher responsável pelo sequestro teria fugido para o Paraguai, levando a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) a acionar a Polícia Civil de Ponta Porã.
O Comando Bipartite, uma força-tarefa de integração entre as polícias do Brasil e do Paraguai, foi imediatamente mobilizado. A colaboração e a troca de informações entre os dois países foram cruciais para que a polícia antissequestro paraguaia identificasse a residência onde a bebê estava.
O resgate de Ayla ocorreu durante a madrugada de 9 de agosto de 2026, culminando na prisão do casal que estava com a criança.
Os detalhes do sequestro da bebê Ayla Emanuelly
O boletim de ocorrência registrou que a mãe da bebê conheceu a mulher suspeita por meio de um grupo online dedicado à venda de roupas infantis.
Após algumas conversas, a mulher propôs pagar R$ 100 para que a adolescente cuidasse da suposta filha dela. A jovem aceitou a proposta e foi ao endereço indicado, localizado no Bairro Universitário, levando consigo a irmã.
No momento da chegada ao imóvel, as duas foram recepcionadas pela mulher. Segundo o testemunho da mãe de Ayla, havia no local aproximadamente 10 homens, além da própria suspeita.
A adolescente afirmou ter sido novamente ameaçada e forçada a entregar a bebê. Ela foi alertada de que, caso não cooperasse, ela e a irmã seriam “jogadas em um buraco”.
As duas irmãs deixaram a residência por volta de 1h de 7 de agosto de 2026. O aparelho celular da mãe da bebê também foi levado pelos criminosos.
Em 7 de agosto de 2026, o Ministério da Justiça, utilizando a plataforma Amber Alert Brasil, emitiu um aviso de desaparecimento referente a Ayla Emanuelly.
O Amber Alert é um programa de notificação originário dos Estados Unidos, adotado no Brasil para difundir rapidamente informações em casos de desaparecimento, suspeita de rapto ou sequestro de crianças.
O inquérito sobre o ocorrido está sob a responsabilidade da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).

















