Corpo de advogado desaparecido é localizado com marcas de violência em Mogi Mirim
O corpo do advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, foi descoberto na manhã de 2 de agosto de 2026, em uma via não pavimentada no Distrito Industrial Luiz Torrani, em Mogi Mirim, São Paulo. A vítima estava desaparecida desde a madrugada de 1º de agosto de 2026, após sair de sua casa.
A Polícia Civil investiga a possibilidade de que o crime tenha motivação de ódio. Em depoimento, o delegado Fábio Chrysostomo, responsável pelas apurações, informou que essa linha de investigação permanece em aberto, aguardando o progresso das diligências e os resultados dos laudos periciais.
O início das buscas pelo advogado Lucas Silva Lopes
Lucas saiu de sua residência em Hortolândia, São Paulo, sem comunicar seu destino. Diante de sua não-volta, os pais registraram um boletim de ocorrência por seu desaparecimento na Delegacia de Hortolândia. Familiares mencionaram que ele vestia roupas casuais, sugerindo um encontro com amigos.
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As buscas foram intensificadas depois que um amigo da família conseguiu obter informações sobre o percurso do carro do advogado, que teria passado por Mogi Mirim durante a madrugada. No dia 2 de agosto, o corpo foi encontrado em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani. O veículo da vítima foi localizado completamente incendiado a cerca de sete quilômetros do local onde o corpo estava.
Detalhes sobre a descoberta do corpo e os indícios de violência
A comandante da Guarda Civil Municipal de Mogi Mirim, Elaine Navarro, relatou que Lucas foi encontrado sem roupas, em posição fetal e com sinais visíveis de agressão no rosto. Havia também um tecido enrolado em seu pescoço e corpo. A causa exata da morte será estabelecida por meio de exames periciais.
Segundo o delegado Fábio Chrysostomo, os depoimentos colhidos de familiares e pessoas próximas indicam que Lucas não possuía histórico de desavenças. “Todos os familiares e pessoas próximas que nós ouvimos relatavam que era uma pessoa muito bondosa de coração, e que não possuía nenhuma desavença com nenhuma outra pessoa”, afirmou Chrysostomo.
A trajetória profissional e acadêmica de Lucas Silva Lopes
Lucas Silva Lopes era um advogado formado em Direito pela PUC – Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Ele possuía mestrado em Direitos Humanos pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e estava cursando doutorado na mesma instituição. Suas pesquisas eram focadas em direitos humanos, cooperação jurídica internacional e proteção de grupos vulneráveis, com um olhar especial para os direitos das pessoas com deficiência.
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Ainda durante a graduação, Lucas recebeu menção honrosa por um projeto de iniciação científica que abordava a cooperação jurídica internacional no âmbito dos direitos humanos. Ele também publicou diversos artigos científicos, capítulos de livros e textos de opinião sobre temas como inclusão, acessibilidade, capacitismo e direitos das pessoas com deficiência, demonstrando seu compromisso com a causa. Ao longo de sua carreira, Lucas atuou em empresas privadas e órgãos públicos como Ambev, BYD Brasil, TJ/SP e TRE/SP. Em seus perfis profissionais, ele se identificava como pessoa com deficiência e mencionava ter paralisia cerebral. Familiares relataram que seu sonho era ingressar no Ministério Público e atuar como promotor de Justiça.
O sepultamento de Lucas está programado para 2 de agosto de 2026, às 16h, no Cemitério Parque Hortolândia.
Entidades lamentam a perda do advogado e pedem apuração
Nas plataformas digitais, a Comissão de Direito das Pessoas com Deficiência da OAB Campinas, juntamente com a diretoria da subseção, expressou profundo pesar pela morte do advogado e manifestou solidariedade à sua família e amigos.
Na homenagem, a entidade destacou a relevante atuação de Lucas na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. A OAB afirmou que o advogado dedicou sua vida acadêmica e profissional à promoção dos direitos humanos e à construção de uma advocacia mais inclusiva, deixando contribuições significativas por onde passou. A nota também expressou indignação com as circunstâncias de sua morte e defendeu que as autoridades competentes conduzam uma apuração rigorosa para responsabilizar os envolvidos.

















