Ministro da Saúde inspeciona avanços e investimentos em hospitais do Paraná para fortalecer o SUS
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve no Paraná neste sábado (8) para uma série de visitas técnicas. O objetivo foi acompanhar de perto a aplicação de recursos e a execução de ações que visam aprimorar a assistência à saúde da população. A agenda incluiu importantes unidades hospitalares, reforçando o compromisso federal com a melhoria contínua do Sistema Único de Saúde (SUS) na região.
As inspeções abrangeram a histórica Santa Casa de Curitiba, com 146 anos de atuação, e o Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul, reconhecido por sua oferta de serviços de alta complexidade. Padilha também destacou a importância de iniciativas como a do Pequeno Cotolengo, que expande sua capacidade de reabilitação, sublinhando o impacto direto dessas instituições na vida dos cidadãos paranaenses.
No mesmo tema: Trikafta no SUS: terapia inovadora para fibrose cística reduz internações em quase 85%
Avanços na Santa Casa de Curitiba e ampliação de serviços
A Santa Casa de Curitiba, uma instituição com 146 anos de tradição, foi um dos pontos de parada do ministro. A unidade conta com 367 leitos dedicados exclusivamente ao Sistema Único de Saúde (SUS), o que a posiciona como a maior provedora de Oferta de Cuidado Integrado (OCI) na capital paranaense. A parceria com o Ministério da Saúde e a Prefeitura de Curitiba tem sido fundamental para a expansão dos serviços, especialmente no que tange à realização de procedimentos cirúrgicos e exames, contribuindo para a redução das filas de espera.
Em sua fala, o ministro Padilha enfatizou que as visitas permitem “acompanhar de perto investimentos e ações que estão fazendo diferença na vida da população”. Ele ressaltou que a colaboração tem “permitido ampliar a realização de cirurgias e exames, contribuindo para reduzir o tempo de espera no SUS”. Até abril de 2026, a Santa Casa já havia efetuado impressionantes 32,8 mil cirurgias, consolidando seu papel vital na saúde pública. A instituição é habilitada para uma vasta gama de serviços de alta complexidade, o que a torna um polo de referência.
- Assistência cardiovascular e cirurgia vascular;
- Hemodiálise e cuidados prolongados;
- Atenção especializada a pessoas com obesidade;
- Transplantes de córnea/esclera, rim, coração, tecido musculoesquelético e válvula cardíaca humana.
Em 2025, a Santa Casa de Curitiba realizou 40 transplantes, demonstrando sua expertise e capacidade em procedimentos de alta complexidade. A política permanente “Agora Tem Especialistas”, instituída pela Lei nº 15.233/2025, é um dos pilares que sustenta a capacidade da unidade em oferecer cuidado integral e especializado.
Tecnologia e alta complexidade no Hospital Angelina Caron
A agenda do ministro também incluiu o Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul, que se destaca pela oferta de serviços de média e alta complexidade em diversas áreas. A unidade atende em 30 especialidades distintas, abrangendo desde cardiologia e oncologia até transplantes, hemodiálise e radioterapia. Durante a visita, foi acompanhada a chegada de um equipamento moderno de radioterapia, que promete ampliar significativamente a capacidade de tratamento para pacientes oncológicos, um avanço crucial para a região.
Mais sobre o assunto: Brasil sanciona lei para impulsionar complexo industrial da saúde e reduzir dependência externa de insumos essenciais
O Angelina Caron não apenas realiza exames de imagem e cirurgias, mas também dispõe de atendimentos de urgência e internações em UTI, garantindo um cuidado abrangente e especializado aos pacientes do SUS. Em 2025, o hospital atendeu mais de 128 mil pacientes, dos quais 90% eram usuários da rede pública, evidenciando seu compromisso com a saúde da população. No mesmo período, foram executados 30,3 mil procedimentos cirúrgicos. A infraestrutura inclui 16 salas de cirurgia, e, desde maio de 2026, um novo combo de cirurgia geral foi adicionado, expandindo ainda mais a capacidade operacional.
Fortalecimento da reabilitação e cuidado ao idoso no Pequeno Cotolengo
Outro ponto de destaque mencionado pelo ministro foi o Complexo de Saúde Pequeno Cotolengo, que ampliou sua atuação na rede pública de saúde do Paraná. A instituição obteve a habilitação como Centro Especializado em Reabilitação II (CER II), abrangendo as modalidades de reabilitação física e intelectual. Essa nova qualificação é um marco importante, pois fortalece a oferta de atendimento especializado para crianças, adolescentes, adultos e idosos.
A expansão é um passo significativo para o acesso a serviços essenciais que promovem a recuperação funcional, a autonomia e a qualidade de vida de pessoas com deficiência. Com a nova habilitação, a capacidade de atendimento anual do Pequeno Cotolengo saltará de 9,8 mil para mais de 44 mil, um aumento expressivo que beneficia um grande número de pessoas com deficiência física e intelectual. A iniciativa reforça a importância da reabilitação no sistema de saúde e o papel crucial de instituições filantrópicas nesse processo.
Santas Casas: pilar estratégico do SUS e novos investimentos
As Santas Casas desempenham um papel estratégico e insubstituível na oferta de serviços de saúde para pacientes da rede pública em todo o Brasil. Essas instituições são frequentemente a principal referência de atendimento em muitos municípios, complementando a capacidade do SUS e ampliando o acesso a uma vasta gama de procedimentos. Elas contribuem de forma decisiva para a realização de consultas, exames, internações, cirurgias e procedimentos de média e alta complexidade. Além disso, atuam em áreas críticas como urgência e emergência, oncologia, cardiologia e terapia intensiva.
A importância dessas entidades foi reconhecida com a sanção da Lei nº 2465/2026, em 6 de agosto, que estende até 2030 o prazo para a aplicação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em operações de crédito destinadas a hospitais filantrópicos e instituições sem fins lucrativos que prestam serviços complementares ao SUS, por meio do Programa Caixa Hospitais FGTS. Essa medida garante um fôlego financeiro essencial para a continuidade e modernização desses serviços vitais.
O impacto das Santas Casas no cenário nacional é notável. Em 2025, as instituições filantrópicas do país foram responsáveis por 1,3 milhão de internações. No campo ambulatorial, registraram 74,1 milhões de procedimentos no mesmo ano. No segmento de cirurgias eletivas, as Santas Casas realizaram 1,8 milhão dos 14,9 milhões de procedimentos efetuados pelo SUS em 2025. Elas também são pilares na rede de transplantes, respondendo por 59,7% dos transplantes realizados pelo SUS entre 2012 e maio de 2026, totalizando 157,5 mil procedimentos que incluem transplantes de coração, fígado, pulmão, rim, intestino, córnea e medula óssea.









