Estudante de biologia é morta por namorado lutador no sul de Santa Catarina
A cidade de Sangão, localizada na região sul do estado de Santa Catarina, registrou um crime grave na segunda semana de julho. Joviana Evelyn Iankovsky, uma estudante universitária de apenas 19 anos, teve sua vida interrompida de forma violenta dentro de uma residência no bairro Santa Apolônia. As autoridades de segurança pública confirmaram que a jovem foi vítima de asfixia, e o principal responsável pelo ato é o próprio companheiro da vítima, que procurou as forças policiais posteriormente para assumir a autoria do homicídio. O caso mobilizou diversas frentes de investigação devido ao tempo em que a universitária permaneceu no local antes de ser localizada pelas equipes de resgate.
Conhecimento em artes marciais e a execução da asfixia
O desfecho fatal ocorreu logo após um conflito verbal intenso entre o casal, momento em que a universitária manifestou a decisão clara de ir embora da propriedade. Diante da tentativa de partida da companheira, o agressor recorreu à força física para impedi-la de sair do imóvel. De acordo com os autos do inquérito conduzido pelo delegado Murilo Silveira da Cunha, o indivíduo aplicou uma técnica de estrangulamento popularmente conhecida como mata-leão. A manobra imobilizou a vítima completamente, impedindo qualquer chance de reação, fuga ou pedido de socorro aos vizinhos.
Durante o interrogatório oficial na delegacia, o autor do crime tentou justificar sua atitude alegando que a intenção primária não era cometer um assassinato. A versão apresentada pela defesa aponta que o objetivo do golpe seria apenas fazer com que a namorada perdesse os sentidos temporariamente para encerrar a discussão de forma abrupta. No entanto, os investigadores destacaram um fator que muda a perspectiva técnica do ataque: o homem possui treinamento específico em modalidades de combate corpo a corpo.
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O histórico do agressor revela familiaridade com o boxe e domínio de técnicas avançadas de defesa pessoal, o que pressupõe plena consciência sobre os riscos de um estrangulamento. Especialistas em medicina legal apontam que a compressão das artérias carótidas interrompe o fluxo de oxigênio para o cérebro em questão de segundos. Quando executada por alguém com força e técnica apurada, a manobra rapidamente evolui de um desmaio para um quadro de óbito irreversível, característica que frequentemente embasa a qualificadora de impossibilidade de defesa da vítima em tribunais do júri.
Dias de angústia e o isolamento do corpo no quarto
Um dos aspectos centrais da investigação envolve o período subsequente ao assassinato da universitária. Os peritos criminais constataram que o corpo de Joviana Evelyn Iankovsky foi deixado trancado no dormitório da casa por três dias consecutivos. Durante todo esse intervalo, o cadáver permaneceu oculto no ambiente fechado, enquanto a rotina na residência aparentemente seguia sem que o crime fosse denunciado às autoridades competentes de Santa Catarina.
O cenário torna-se ainda mais complexo pelo fato de que a mãe do autor confesso também habitava o mesmo endereço durante os dias em que a vítima estava morta no cômodo. Em depoimento preliminar, foi relatado que a familiar não tinha o hábito de entrar no quarto do filho ou de inspecionar os pertences pessoais dele. Essa dinâmica de distanciamento dentro do próprio lar teria facilitado a ocultação do crime por quase 72 horas, até que fatores externos forçassem a descoberta da ocorrência.
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Mobilização familiar e o arrombamento do imóvel
A revelação do homicídio só foi possível graças à intuição e à persistência dos parentes da estudante, que notaram uma quebra abrupta no padrão de comunicação da jovem. A mãe de Joviana começou a enviar diversas mensagens e realizar ligações telefônicas, mas todas as tentativas de contato foram ignoradas. O silêncio prolongado e incomum gerou um alerta imediato no núcleo familiar, que passou a suspeitar de que a universitária estivesse em perigo iminente ou impedida de se comunicar.
Movidos pela urgência da situação, os familiares decidiram acionar a Polícia Militar para relatar o desaparecimento e solicitar uma averiguação no endereço do namorado. Quando as viaturas chegaram à residência no bairro Santa Apolônia, os agentes de segurança encontraram um ambiente completamente vazio e silencioso. A guarnição precisou realizar uma varredura no perímetro até identificar que um dos quartos estava trancado por dentro, exigindo o uso de força tática para o acesso.
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Para compreender a cronologia dos eventos que levaram à localização da vítima, as autoridades mapearam os seguintes passos da operação:
- Interrupção total da comunicação digital e telefônica por parte da estudante com sua mãe.
- Acionamento emergencial da Polícia Militar após a família esgotar as buscas independentes.
- Deslocamento das viaturas até a casa do suspeito, que se encontrava desabitada no momento da diligência.
- Arrombamento da porta do dormitório trancado, culminando na localização da jovem já sem sinais vitais.
A partir da constatação do óbito no dia 10 de julho, a área foi imediatamente isolada para o trabalho da Polícia Científica. A coleta de vestígios no quarto trancado forneceu os elementos materiais necessários para confrontar a versão que seria apresentada pelo agressor horas depois na delegacia.
Prisão preventiva e o impacto na comunidade universitária
Percebendo que o cerco policial havia se fechado e que o corpo fora descoberto, o namorado da vítima optou por não empreender fuga para outras regiões. Acompanhado por membros de sua própria família, ele se dirigiu até a Delegacia de Polícia do município de Sangão para se entregar formalmente. Após o registro da confissão e a formalização dos procedimentos legais, o delegado responsável determinou a transferência imediata do indivíduo para o sistema prisional. O destino do agressor foi o presídio da cidade vizinha de Tubarão, onde aguardará o andamento do processo judicial à disposição da Justiça.
A Polícia Civil agora concentra seus esforços na conclusão do inquérito, aguardando os laudos definitivos da necropsia para confirmar a causa exata da morte e anexar as provas técnicas aos autos. O objetivo da corporação é garantir que o Ministério Público tenha um dossiê robusto para oferecer a denúncia formal, detalhando as circunstâncias do estrangulamento e a posterior ocultação do corpo no interior da residência.
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Longe dos trâmites policiais, a perda de Joviana Evelyn Iankovsky gerou uma forte mobilização no ambiente acadêmico do sul do estado. A jovem dedicava-se aos estudos no curso de Ciências Biológicas da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), instituição de ensino superior da região. Em resposta ao crime, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) emitiu um comunicado oficial expressando profundo pesar e solidariedade aos familiares, marcando o luto oficial da comunidade universitária pela morte da aluna.














