Levantamentos aéreos realizados com a avançada tecnologia LiDAR, cujos resultados vieram à tona em 12 de agosto de 2026, revelaram centenas de estruturas arqueológicas antes invisíveis, escondidas sob a densa floresta amazônica. As descobertas apontam para uma antiga sociedade complexa, que teria abrigado uma população estimada em até 3 milhões de pessoas, florescendo na área entre 600 a.C. e 850 d.C.
Desvendando os mistérios de uma antiga civilização na Amazônia
Alceu Ranzi, presidente do Instituto Geoglifos da Amazônia. Ele explicou que a civilização pré-colombiana se destaca pela monumentalidade de suas construções e pela complexidade de sua organização social, desafiando concepções anteriores sobre a ocupação humana na Amazônia.
A tecnologia LiDAR e sua revolução na arqueologia amazônica
O mapeamento dos geoglifos e outras estruturas foi possível graças ao LiDAR, sigla para *Light Detection and Ranging*, uma tecnologia que utiliza pulsos de laser para criar modelos digitais detalhados do terreno, mesmo sob a densa cobertura vegetal. Essa capacidade de “enxergar” através da floresta tem inaugurado uma nova era para a arqueologia na região, permitindo localizar e analisar vestígios que seriam imperceptíveis por métodos tradicionais.
