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Uma reportagem revelou que Kami Clark, esposa do CEO da Anthropologie, Dario Amodi, procurou Jeffrey Epstein em busca de investimentos para seus empreendimentos. As propostas, que incluíam uma autoproclamada “empresa de pornografia de luxo” e uma startup de saúde feminina, surgiram em um período posterior à condenação de Epstein por crimes sexuais em 2008. Os detalhes desta controvérsia vêm à tona a partir de e-mails incluídos em documentos desclassificados relacionados ao financista, levantando sérias questões sobre a influência de Clark e a reputação de seu marido e empresa.

Conexões e influência de Kami Clark no mundo empresarial

Kami Clark, uma empresária notável, casou-se com Dario Amodi, CEO da Anthropologie, em 2022. Antes, ela também teve um relacionamento com Eric Schmidt, ex-CEO do Google. Essa rede de contatos destaca sua inserção em círculos de alto poder e influência no cenário dos negócios.

A reportagem que trouxe as revelações descreve Clark como uma “confidente e conselheira estratégica” tanto para Amodi quanto para a marca Anthropologie. Tal posição amplifica o escrutínio sobre suas decisões empresariais e sobre as associações que ela optou por buscar em seus projetos, especialmente considerando o histórico problemático de Jeffrey Epstein.

Projetos de Clark: do bem-estar à “pornografia de luxo”

Os negócios para os quais Kami Clark buscava financiamento eram diversos e, em alguns casos, bastante incomuns. A lista de empreendimentos incluía:

  • Uma empresa autoproclamada de “pornografia de luxo gratuita” com foco em conteúdo para mulheres.
  • Uma startup inovadora no setor de saúde feminina.
  • Um “aplicativo social de dieta” que fazia parte de suas iniciativas anteriores no campo da tecnologia e bem-estar.

Esses projetos demonstram a amplitude dos interesses empresariais de Clark, mas a natureza de alguns deles, em particular a empresa de “pornografia de luxo”, adiciona uma camada extra de polêmica ao seu contato com Epstein, dada a sua ficha criminal.

Primeiros contatos com Jeffrey Epstein após sua condenação

Os primeiros encontros entre Kami Clark e Jeffrey Epstein aconteceram em março de 2011, três anos após a condenação de Epstein por aliciamento de prostituição. A aproximação foi intermediada por John Brockman, um agente literário que possuía laços com Epstein. Em e-mails desclassificados, Brockman se refere a Clark e sua sócia, Michelle Capochefalo, como “minhas garotas” e sugeriu um jantar entre o grupo.

Clark respondeu prontamente ao convite, afirmando “Adoraria jantar com você hoje à noite!”. No dia seguinte ao encontro, ela enviou um e-mail a Epstein detalhando os termos de financiamento para sua empresa. A mensagem incluía a observação: “Foi ótimo te conhecer ontem à noite!”, indicando o rápido desenvolvimento das interações entre eles em busca de apoio financeiro.

Pedido formal de investimento e ausência de comprovação

Em março de 2012, cerca de um ano após o primeiro contato, Kami Clark formalizou seu interesse ao perguntar a Jeffrey Epstein se ele estaria disposto a investir nos negócios dela e de sua colega. Na ocasião, Epstein já era um agressor sexual registrado devido à sua condenação de 2008, fato que torna a busca por seu capital ainda mais controversa.

Apesar dos esforços de Clark para conseguir o aporte financeiro, não existe registro documentado que indique que Jeffrey Epstein tenha de fato investido em qualquer um de seus empreendimentos. A falta de comprovação de investimento, no entanto, não minimiza as questões levantadas pela simples tentativa de conexão e a escolha do investidor em potencial.

Implicações das revelações e o silêncio de Clark

As informações divulgadas geram novas perguntas sobre o julgamento de Kami Clark e sua possível influência sobre Dario Amodi e a Anthropologie. A decisão de buscar financiamento de uma figura com o histórico criminal de Epstein para empreendimentos de natureza tão variada expõe a empresária a um intenso escrutínio público e ético.

Questionada pela reportagem que investigou o caso, Kami Clark optou por não emitir comentários sobre suas conexões com Jeffrey Epstein. O silêncio da empresária, somado ao teor das revelações, mantém em aberto as discussões sobre os limites da busca por capital e as responsabilidades de figuras públicas e seus associados.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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