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Ter o automóvel apreendido e destinado a leilão pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) é uma situação bastante inquietante, mas existe uma saída. Proprietários de veículos nessas condições têm a chance de recuperar seu bem até o último dia útil que antecede a data marcada para o pregão. Com uma programação contínua de leilões em todo o estado, é crucial que os donos de carros e motos conheçam o procedimento detalhado.

O processo para reaver o bem é claro e exige que todas as dívidas relacionadas ao veículo sejam completamente quitadas. A regularização financeira é a única maneira de barrar a venda e garantir a liberação do automóvel ou da motocicleta. O proprietário precisa agir rapidamente para evitar a perda definitiva do bem.

Leilão de veículos
Leilão de veículos – Foto: AndreyPopov/istock

Valores necessários para a liberação do veículo

Para conseguir o veículo de volta, o proprietário deve saldar todas as obrigações financeiras pendentes. A relação de débitos geralmente abrange:

  • IPVA e licenciamento atrasados;
  • multas de trânsito vencidas, sejam elas municipais, estaduais ou federais;
  • taxas relativas à remoção por guincho;
  • custos diários de estadia no pátio credenciado.

É possível consultar os valores devidos diretamente nos portais do Detran-SP ou da Secretaria da Fazenda, utilizando o número do Renavam. Após realizar o pagamento, é imprescindível apresentar os comprovantes no pátio onde o veículo se encontra retido para dar início ao procedimento de liberação.

Todo o trâmite é regulamentado pela Resolução 1025/2026 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Essa norma define as diretrizes para a organização dos leilões e assegura ao proprietário o direito de recuperar seu bem, desde que as exigências financeiras sejam cumpridas dentro do prazo estabelecido.

O prazo limite é rigoroso e não admite exceções. Caso a quitação total não seja confirmada até o dia útil imediatamente anterior ao leilão, o direito de recuperação é perdido. Nesse cenário, o veículo é arrematado, e a propriedade é legalmente transferida ao novo comprador, sem que o antigo proprietário tenha a possibilidade de recurso.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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