Realeza britânica adota postura de não intervir com Harry e Meghan em retorno ao Reino UnidoPor Bruna
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A Família Real Britânica não pretende oferecer qualquer tipo de auxílio ao Príncipe Harry e à atriz e Duquesa Meghan Markle, caso a tentativa de retorno do casal ao Reino Unido não obtenha sucesso. Essa avaliação foi compartilhada pelo jornalista Rob Shuter, especialista em assuntos da monarquia, que revelou suas conclusões sobre a posição da realeza em relação à volta do príncipe à Inglaterra na mais recente edição do podcast ‘The Nerve’ na 30 de agosto de 2026.
Harry e Meghan se casaram em 2018. Em janeiro de 2020, o casal renunciou às suas funções reais e se mudou para os Estados Unidos logo em seguida. Contudo, na semana passada, eles retornaram à Inglaterra, em um movimento que descreveram como “um período prolongado” no país.
Durante o tempo em que viveram nos Estados Unidos, Harry e Meghan fizeram diversas críticas públicas à instituição monárquica. Em uma entrevista de 2021 à apresentadora Oprah Winfrey, Meghan Markle disse que Kate Middleton a teria feito chorar antes de seu casamento. Já o príncipe, em seu livro de memórias intitulado ‘O Que Sobra’, relatou ter sido agredido pelo irmão, Príncipe William, em uma discussão na qual Meghan foi rotulada de “rude”.
Palácio não planeja resgate em caso de fracasso
Segundo o jornalista Shuter, a realeza já deixou claro que “não tem intenção de salvá-los caso o retorno do casal à vida pública britânica dê errado”. Essa postura reflete uma decisão estratégica e friamente calculada, não uma simples indiferença, evidenciando o pragmatismo da Coroa.
Fontes próximas ao jornalista indicaram que a Família Real está empenhada em adotar uma “estratégia de longo prazo” em relação ao Príncipe Harry e à Duquesa Meghan Markle.
Shuter comentou que Harry e Meghan tendem a focar apenas no presente, vivendo o “aqui e agora”. Em contraste, a realeza não se preocupa com a próxima semana, mas sim com os próximos dez ou vinte anos, planejando a instituição como um grande negócio e não buscando soluções rápidas.
Ele acrescentou que os membros da família sabem que o casal irá atrair grande atenção da mídia, aparecendo em jornais e visitando hospitais e refeitórios populares. Shuter informou que a realeza pretende “deixá-los fazer isso”, confiante de que “daqui a um ano, seis meses, cinco anos, ‘nós ainda estaremos de pé’”.
O especialista ainda apontou que, mesmo com liberdade, Harry e Meghan podem se “afogar”, pois “não conseguem se controlar” e “estragam tudo”. Shuter disse que o palácio não estará presente para resolver essas situações e que, “quando as coisas derem errado, eles não vão consertá-las”.
O silêncio dos assessores e os filhos do casal
Até o momento, os assessores da Família Real Britânica e os representantes pessoais de Harry e Meghan não fizeram declarações públicas sobre as informações apresentadas por Shuter.
Harry e Meghan são pais de Archie Harrison, de 7 anos, e Lilibet Diana, de 5 anos. Há relatos na imprensa internacional de que o retorno da família ao Reino Unido foi influenciado pela admiração do casal pelo sistema educacional britânico. Eles já estariam procurando escolas para os filhos, visando o período letivo que começa em setembro de 2026.
Nos últimos dias, a mídia inglesa também sugeriu que o príncipe deverá se dedicar à criação dos filhos na Inglaterra, enquanto Meghan Markle planeja viajar entre o Reino Unido e os Estados Unidos para gerenciar os negócios do casal.







