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Barrichello guia Ferrari F2002 em Monza em tributo a Schumacher

Rubens Barrichelo
Foto: Rubens Barrichelo - Instagram
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Rubens Barrichello subiu ao volante do F2002 no Autódromo de Monza em 5 de setembro, logo depois da classificação que definiu Pierre Gasly na pole do GP da Itália. O carro é o mesmo com que a Ferrari dominou a temporada de 2002. A ação integrou as homenagens da equipe a Michael Schumacher, parceiro de Barrichello na escuderia por seis temporadas.

Pintura especial remete ao primeiro carro de Schumacher com a Ferrari

Barrichello já havia dirigido o F2002 em junho, no Circuito de Spielberg, na Áustria. Ao repetir a experiência em solo italiano, ele descreveu a sensação. “Especialmente em Monza… foi emocionante! Eu não pilotava um carro de Fórmula 1 há muito tempo, e então fui à Áustria e só queria acelerar. Senti a mesma coisa de novo. Cheguei à Curva Grande, no chão. Fórmula 1 é Fórmula 1, então você nunca vai sentir aquela força G de novo, então é melhor pisar fundo”, disse o brasileiro.

Schumacher e Barrichello foram campeões de construtores pela Ferrari em 2002, ano em que a equipe venceu 15 das 17 provas do campeonato. Schumacher somou 11 triunfos e subiu ao pódio em todas as corridas da temporada, enquanto Barrichello fechou com quatro vitórias — uma delas justamente no GP da Itália.

Barrichello elogiou o comportamento do carro nas pistas atuais.

“A dirigibilidade do carro é incrível. Obviamente, tem os pneus slick, na época nós tínhamos os pneus com sulcos. Então o equilíbrio é ainda melhor hoje. Eu estou emocionado por estar aqui, de ser parte da história e grato pelo Michael. Eu me diverti muito”, afirmou o piloto brasileiro, encerrando a fala com a lembrança do amigo.

A passagem de Barrichello por Monza faz parte de um fim de semana inteiro de tributos organizado pela Ferrari. A equipe correu em casa com uma pintura especial que remete ao F310, o carro usado por Schumacher na estreia dele pela escuderia de Maranello, em 1996.

Os macacões dos pilotos e os uniformes da equipe de mecânicos também trouxeram referências ao alemão. Lewis Hamilton e Charles Leclerc correram com sete estrelas bordadas na vestimenta, número que representa os títulos mundiais conquistados por Schumacher na Fórmula 1.

Um segundo piloto com passagem pela Ferrari também esteve ao volante do F2002 no fim de semana: o tetracampeão Sebastian Vettel, que defendeu a equipe entre 2015 e 2020 e tem Schumacher como principal referência na carreira. Vettel conduziu o monoposto no domingo, antes da largada do GP da Itália.

O F310 e o F2002 ficaram expostos ao público durante o fim de semana em Monza, ao lado do 248 F1, carro usado pela Ferrari na temporada de 2006, a última de Schumacher na equipe italiana.

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