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Pódio de Gasly no GP de Mônaco é novamente alterado pela FIA, e Isack Hadjar herda 3º lugar

Pierre Gasly
Foto: Pierre Gasly - instagram
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A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) reverteu sua própria decisão e restabeleceu a penalidade de Pierre Gasly no Grande Prêmio de Mônaco da Fórmula 1 de 2026. O veredito surgiu após uma audiência da Corte Internacional de Apelação (ICA), realizada em 25 de agosto, atendendo a um recurso conjunto das equipes McLaren e Red Bull. Com isso, o piloto da Alpine perde o pódio conquistado na corrida, e Isack Hadjar assume a terceira colocação.

O comunicado oficial da FIA sobre a decisão foi divulgado em 4 de setembro de 2026. A equipe Alpine se manifestou por meio de uma nota nas redes sociais, expressando seu desapontamento com a medida e reafirmando sua discordância do resultado final, que fez Gasly cair para a sétima posição após a reavaliação do pódio.

Em seu pronunciamento, a Alpine declarou: “A equipe expressa sua decepção e frustração com o resultado alcançado pelo Tribunal Internacional de Apelação da FIA em relação ao resultado do Grande Prêmio de Mônaco de 2026. Embora discordemos da decisão e mantenhamos integralmente a posição de que o carro #10 não excedeu o limite de velocidade do pit lane em nenhum momento durante a corrida, a equipe reconhece a decisão do painel de juízes na recente audiência realizada em Paris. Embora o resultado não seja o que esperávamos, já que consideramos ter sido punidos injustamente, a equipe está totalmente focada em continuar melhorando seu desempenho na pista e permanece na disputa pelo Campeonato, que segue acirrada e muito competitiva. Esse resultado não vai desviar a equipe de seus esforços e de sua motivação para alcançar seus objetivos até o fim da temporada”.

Em junho, as equipes McLaren e Red Bull já indicavam que apelariam da decisão anterior que havia restaurado o pódio de Gasly. Essa corrida, que aconteceu em 7 de junho de 2026, teve Kimi Antonelli como vencedor. O recurso das equipes veio após a FIA aceitar o pedido da Alpine e anular as punições impostas a Gasly na etapa de Monte Carlo.

A contestação da Alpine, anteriormente, havia sido motivada por um erro no sistema de medição. Esse problema resultou em penalidades inconsistentes por excesso de velocidade nos boxes para diversos pilotos. Inicialmente, Pierre Gasly cruzou a linha de chegada em terceiro, mas as sanções subsequentes levaram Isack Hadjar, da Red Bull, a herdar essa colocação, até que a decisão inicial da FIA devolveu o pódio ao francês.

Uma vez que a FIA havia anteriormente determinado a restituição do pódio ao piloto francês da Alpine, a próxima etapa para McLaren e Red Bull foi submeter o caso à Corte Internacional de Apelação (ICA) do automobilismo, um procedimento que ambas as equipes efetivamente seguiram.

Entenda a sequência de decisões que afetou o pódio em Mônaco

O Grande Prêmio de Mônaco foi notável pela quantidade de penalidades de cinco segundos aplicadas aos pilotos durante a corrida. A maioria delas decorreu de infrações por exceder o limite de velocidade no pit lane. Cinco pilotos foram punidos por essa razão: Lewis Hamilton, George Russell, Oscar Piastri, Franco Colapinto e Pierre Gasly, que recebeu duas penalidades.

Pierre Gasly originalmente terminou a corrida em Mônaco na terceira posição. Contudo, as penalidades o fizeram perder colocações, elevando Hadjar ao pódio. A equipe Alpine, então, solicitou uma revisão à FIA, buscando a anulação das sanções aplicadas ao seu piloto.

O pedido de revisão foi apresentado dentro do prazo estabelecido pela entidade reguladora do esporte a motor, e a FIA procedeu com a análise do caso. Após examinar os dados, a Formula One Management (FOM) confirmou que existia uma falha na configuração das áreas de medição nos boxes.

A divergência de 77 centímetros na medição impactou significativamente o cálculo da velocidade média dos pilotos nesse segmento da pista. Em certas situações, os competidores ultrapassaram o limite em apenas 0,1 km/h. Ao refazer os cálculos dos pit stops de Gasly com as configurações corretas, a FIA concluiu que o piloto francês estava dentro do limite permitido e, por isso, decidiu devolver-lhe o pódio.

As penalidades impostas aos demais pilotos não foram objeto de reconsideração, pois suas respectivas equipes não apresentaram os pedidos de revisão dentro do prazo estabelecido.

Além da Red Bull, que teve Isack Hadjar perdendo o pódio devido à decisão da FIA, outras duas equipes também sofreram alterações em suas pontuações na classificação. A McLaren viu Oscar Piastri descer da quarta para a quinta posição, enquanto a Racing Bulls, subsidiária da Red Bull, teve Liam Lawson e Arvid Lindblad perdendo uma colocação cada, caindo para o sexto e sétimo lugares, respectivamente.

Na mesma ocasião, a Mercedes havia anunciado a intenção de solicitar uma revisão das penalidades aplicadas na corrida de Monte Carlo, dado que George Russell foi um dos pilotos afetados e, adicionalmente, recebeu um drive-through penalty por não ter cumprido a penalidade de cinco segundos nos boxes. Contudo, a equipe posteriormente optou por não dar continuidade a esse plano.

Por outro lado, a McLaren e a Red Bull optaram por seguir em frente com o caso, apresentando seus recursos à Corte Internacional de Apelação (ICA) do automobilismo.

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