Tecnologia

Intel planeja fornecer tecnologia para supercomputador federal

supercomputador - metamorworks/ shutterstock.com
Foto: supercomputador - metamorworks/ shutterstock.com
Compartilhar
Siga no Google

A Intel planeja disputar o fornecimento de tecnologia para o supercomputador da administração pública brasileira. Tiago Rubortone Velasque, executivo da companhia para a América Latina, afirmou que o plano inclui suporte operacional e a entrega de máquinas por parceiros comerciais.

O sistema exigirá placas gráficas aceleradoras, mas os processadores convencionais também exercerão função determinante na infraestrutura prevista.

O treinamento dos grandes modelos computacionais concentra o uso de unidades gráficas. Velasque avaliou que as aplicações avançadas vão requerer grande quantidade de processadores centrais para coordenar a estrutura digital. Esse arranjo também busca garantir equilíbrio financeiro ao projeto.

A multinacional pretende apresentar tendências globais e rotinas operacionais para a nova máquina governamental. O representante confirmou que “há espaços para ofertas Intel no pregão público do supercomputador”.

As vendas de equipamentos no mercado nacional acontecem apenas por meio de fabricantes integradores como Dell, HP e Lenovo.

A administração federal abriu em 20 de agosto a etapa seguinte do PBIA por meio de uma concorrência pública de R$ 1 bilhão voltada à aquisição de um supercomputador com capacidade de 7,2 mil petaflops para pesquisas científicas nacionais. O investimento soma cifra bilionária.

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, declarou em 25 de agosto que a licitação do maquinário estatal autoriza propostas de companhias estrangeiras.

A máquina ficará alocada no Rio Grande do Norte para impulsionar a infraestrutura tecnológica local. O Laboratório Nacional de Computação Científica, responsável por gerenciar a unidade Santos Dumont em Petrópolis, assumirá o controle operacional do novo equipamento.

Transição do processamento corporativo de inteligência artificial

Velasque detalhou a atuação da Intel no Brasil e indicou uma migração paulatina do fluxo de processamento dos grandes centros de armazenamento para dispositivos de ponta.

Essa dinâmica viabiliza a chamada “IA híbrida”, conceito defendido por Velasque no qual o próprio computador executa a maior parte das rotinas e aciona nuvens remotas apenas em tarefas de alta complexidade. O método acelera as respostas da máquina e assegura a proteção direta de informações confidenciais.

O segmento financeiro lidera essa adaptação por já dominar métodos estruturados de triagem e governança de dados. Setores como energia e telecomunicações também ampliam a busca por essas soluções operacionais. Para essas instituições, a meta central foca na conversão dessas ferramentas em ganho econômico direto.

Velasque explicou que a modernização tecnológica no mercado corporativo brasileiro esbarra em gargalos operacionais específicos:

  • Dificuldade técnica para calibrar modelos, implantar proteções de segurança e rodar programas localmente em substituição a conexões remotas, obstáculo atenuado por funções em sistemas operacionais como o Windows com Copilot;
  • Janela de três a seis meses para o desembarque de novos componentes no país, cenário verificado na distribuição de computadores equipados com a linha de processadores Intel Core Ultra e unidades neurais dedicadas;
  • Ciclo lento de renovação do parque tecnológico em empresas nacionais, que levam de cinco a sete anos para substituir computadores e atrasam a expansão de terminais atualizados.

Impactos do desabastecimento global de semicondutores

Velasque relatou que o desabastecimento internacional de memórias atinge a Intel, mas a fábrica ajusta a cadeia de componentes para manter o repasse ordenado a montadoras credenciadas. O suprimento segue sob monitoramento.

Compartilhar

Mais notícias em Tecnologia

Veja mais