CazéTV muda de dono: LiveMode assume o canal e Casimiro entra na holding globalPor Maria
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A empresa LiveMode assumiu a gestão executiva direta da CazéTV após uma reformulação acionária que retirou o comunicador Casimiro Miguel, de 32 anos, do comando operacional do canal. O criador permanece como acionista e principal imagem pública das transmissões esportivas.
A reorganização converteu a atividade de produção individual em um formato corporativo de mídia. O canal iniciou as exibições digitais em novembro de 2022 durante a Copa do Mundo do Catar. O modelo atraiu audiência jovem. As coberturas reuniram torneios esportivos de destaque em plataformas abertas na internet.

Os executivos Edgar Diniz e Sérgio Lopes, que fundaram o Esporte Interativo em 2007, criaram a LiveMode para negociar direitos de exibição de competições e distribuir conteúdos esportivos digitais. Essa sociedade viabilizou a expansão comercial de Casimiro Miguel no setor de eventos esportivos.
A companhia mantém sede jurídica fixada nas Ilhas Cayman e possui entre seus acionistas esportistas como o atacante Cristiano Ronaldo, além de ter captado em 2024 cerca de R$ 450 milhões em aportes privados distribuídos pelos fundos de investimento XP Private Equity II e General Atlantic. O capital financia a ampliação das operações de transmissão esportiva. Os recursos elevam o volume financeiro do grupo nas disputas por direitos de mídia.
Casimiro Miguel atua nas decisões estratégicas como embaixador e apresentador principal, embora o valor de sua fatia societária e o total de seu patrimônio permaneçam mantidos sob sigilo corporativo.
Atuação da LiveMode nas negociações esportivas do país
A reorganização dos negócios digitais ocorreu após a aprovação da Lei do Mandante, promulgada em 2021 para autorizar que agremiações de futebol vendam seus próprios direitos de partida de forma individual. O novo quadro regulatório encerrou a concentração comercial que vigorava anteriormente no mercado brasileiro.
A empresa mediou a organização do bloco Futebol Forte União, consórcio responsável por reunir dezenas de equipes nacionais na venda unificada de propriedades comerciais. O montante negociado atingiu R$ 8,5 bilhões em contratos estabelecidos para um período de cinco anos. O acordo garantiu receitas programadas para as agremiações participantes.
A entrada de aportes financeiros avança a migração definitiva de transmissões da internet para padrões corporativos antes restritos às emissoras tradicionais de televisão.







