Golpes contra segurados do INSS causam rombo de R$ 6,3 bilhõesPor Janderson Luiz
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A Polícia Federal calcula que fraudes financeiras contra aposentados e pensionistas provocaram um prejuízo acumulado de R$ 6,3 bilhões a 4,1 milhões de pessoas no Brasil, número que evidencia a vulnerabilidade enfrentada pelos segurados diante de esquemas articulados em todo o país.
A identificação precoce das abordagens suspeitas reduz as chances de perdas patrimoniais entre beneficiários da Previdência Social. O monitoramento constante impede o avanço dos desvios.
Fraudes com desconto em folha lideram notificações
Artimanhas de persuasão e manipulação psicológica servem para enganar vítimas e obter autorizações indevidas de empréstimos consignados ou mensalidades associativas debitadas diretamente nos pagamentos. O INSS contabilizou cerca de 130 mil denúncias relativas a deduções sem consentimento prévio. Golpistas exploram a boa-fé.
A detecção rápida desses lançamentos protege o benefício previdenciário gerido pelo INSS.
O segurado pode acompanhar cobranças por meio da plataforma Meu INSS ao selecionar a opção de extrato de pagamento após a autenticação do usuário. O sistema digital da autarquia apresenta os valores creditados, as retenções vigentes e uma área específica voltada para a conferência de mensalidade associativa.
Para cancelar cobranças irregulares, o titular precisa acessar a aba de novo pedido no ambiente virtual do Meu INSS, buscar pelo comando de exclusão de mensalidade e confirmar as instruções detalhadas na tela.
O bloqueio preventivo impede repasses a entidades sindicais e associativas quando o usuário digita a solicitação de trava de mensalidade no campo de busca do sistema Meu INSS e confirma o procedimento formal. Essa barreira interrompe imediatamente repasses futuros.
Contatos falsos por mensagens eletrônicas prometem devoluções
Criminosos enviam mensagens por correio eletrônico e pelo aplicativo WhatsApp com a promessa fraudulenta de ressarcir valores retirados indevidamente. As comunicações induzem os aposentados a páginas eletrônicas clonadas da autarquia para roubar credenciais confidenciais. O Ministério da Previdência Social emitiu comunicados formais alertando sobre a circulação desse golpe.
Aposentados e pensionistas não devem abrir endereços enviados por SMS, WhatsApp ou e-mails nem cadastrar códigos sigilosos em portais externos. Informações sobre eventuais ressarcimentos partem apenas dos canais institucionais mantidos pelo INSS e pelo Ministério da Previdência Social.
Visitas residenciais de falsos agentes buscam captura de dados
Estelionatários comparecem às residências caracterizados como servidores do INSS sob a alegação de executar atualização cadastral obrigatória, recolhendo fotografias, registros civis e comprovantes dos moradores para cometer crimes financeiros.
O INSS não envia servidores a domicílio sem agendamento prévio comunicado ao segurado com data e justificativa expressas. O cidadão deve rejeitar qualquer atendimento residencial promovido por supostos funcionários sem aviso protocolado.
Quem receber visitas não programadas não deve ceder fotografias nem assinar papéis. A legitimidade do agente deve ser checada imediatamente pelo telefone 135 do INSS. Caso o suspeito insista, o morador deve chamar a polícia.
Regras de segurança nos canais oficiais do instituto
A renovação cadastral e o envio de documentos ocorrem exclusivamente pelo aplicativo Meu INSS ou pelo portal oficial da instituição, com suporte telefônico pela Central 135.
O INSS restringe o envio de avisos informativos sobre andamentos processuais ao número de SMS 280-41. A autarquia não anexa links nem exige dados bancários por esse canal.
O cadastro de biometria facial dos segurados é feito unicamente no aplicativo oficial gov.br.
Requerimentos de serviços, agendamentos presenciais nas agências da Previdência Social e alterações cadastrais exigem contato restrito à Central 135 ou ao sistema Meu INSS. Atendimentos em agências físicas demandam hora marcada previamente.
Procedimentos recomendados em casos de tentativa de golpe
O segurado vítima de fraude deve relatar o episódio imediatamente à Ouvidoria do INSS por meio da Central 135.
O registro formal de um boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil documenta o delito perante as autoridades de segurança pública. Essa providência resguarda os direitos legais da vítima.
A gerência da instituição financeira que processa o pagamento do benefício da Previdência Social precisa ser comunicada sem demora para conter eventuais transações bancárias irregulares.







