Estudo identifica 1.260 variantes no DNA ligadas à personalidadePor Janderson Luiz
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Cientistas mapearam mais de 1.200 regiões do genoma humano ligadas ao comportamento a partir da análise detalhada de amostras de mais de um milhão de voluntários que demonstram como a biologia e as circunstâncias externas atuam em conjunto sobre as atitudes individuais. Esse levantamento populacional avaliou a formação do temperamento coletivo.
O cruzamento de dados de 1,14 milhão de pessoas apontou 1.260 variações no DNA conectadas aos elementos fundamentais da conduta: neuroticismo, extroversão, abertura para a experiência, amabilidade e conscienciosidade.
O pesquisador Ted Schwaba, da Universidade Estadual de Michigan, explicou junto com seus colaboradores que esses eixos comportamentais cobrem desde a sociabilidade e a organização prática até níveis de ansiedade e interesse estético. Os dados saíram no periódico Nature. A equipe detalhou os parâmetros.
Diferenças no código genético explicam pequena fração das condutas
As mutações genéticas frequentes responderam por uma faixa entre 5% e 9% das disparidades entre indivíduos, patamar que subiu para quase 13% com ajustes em falhas de mensuração. Esse resultado fica distante dos cálculos prévios de herdabilidade, fixados historicamente entre 40% e 60%.
Os cientistas justificaram essa margem reduzida pela complexidade de registrar alterações raras e interações gênicas amplas, embora os padrões biológicos tenham mantido regularidade em faixas etárias, localidades e critérios do ocidente, salvo no aspecto da amabilidade.
Conexões entre marcadores de DNA e hábitos de vida
Os perfis biológicos mostraram relação direta com escolhas profissionais, moradia, consumo de substâncias químicas e bem-estar corporal ou mental. Exames complementares apontaram nexo causal entre a personalidade e variações de peso, dependência do tabaco e probabilidade de contrair COVID-19.
Cada alteração genética exerce ação minúscula sobre as ações humanas e atua de maneira dispersa em milhares de pontos. Os autores afirmaram que os genes não determinam o caráter de ninguém. O meio externo continua sendo o motor decisivo do crescimento pessoal.







