Justiça Eleitoral blinda softwares das urnas em Brasília

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Urna eletronica Foto: Eleições - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral finalizaram a gravação e a assinatura dos programas de votação no dia 4 de setembro de 2026, em Brasília. A atividade encerrou a etapa de compilação dos códigos-fonte iniciada em 31 de agosto de 2026 na capital federal. O bloqueio digital assegura a inviolabilidade dos códigos a exatamente 30 dias do primeiro turno eleitoral.

Peritos e autoridades inseriram chaves criptográficas em cada um dos módulos do ecossistema de votação e contagem de votos. Discos físicos não regraváveis receberam os arquivos digitais para depósito na sala-cofre da corte.

No subsolo do tribunal, fiscais de agremiações partidárias, delegados da Polícia Federal, promotores do Ministério Público Federal e integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil atestaram a integridade dos binários gerados em equipamentos desconectados da internet. As assinaturas dos representantes institucionais e do presidente do tribunal asseguram autenticidade aos arquivos gerados na solenidade. A menor alteração no código inviabiliza a chave matemática gerada. A blindagem atinge o sistema operacional, os algoritmos de segurança e a ferramenta de apuração.

Certificados garantem a segurança.

Instituições externas que auditaram o fechamento dos códigos

Membros de órgãos do Estado, entidades profissionais e partidos políticos examinaram os trabalhos técnicos no subsolo da corte em Brasília. Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil conferiram cada instrução dos programas e as matrizes resultantes. Representantes do Ministério Público Eleitoral fiscalizaram a inserção dos certificados criptográficos nos discos de armazenamento. Peritos da Polícia Federal validaram as rotinas de compilação e os subsistemas de gravação do voto. A fiscalização cumpre normas legais.

Representantes partidários operaram os computadores da corte para verificar a execução e a compilação de todo o conjunto de programas. Técnicos do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União supervisionaram os testes de validação dos dados em Brasília. Especialistas da Sociedade Brasileira de Computação e docentes universitários checaram a consistência dos cálculos matemáticos aplicados na contagem. O calendário oficial de auditoria norteou todas as etapas executadas pelas delegações.

Programas e subsistemas lacrados para o pleito geral

O bloqueio digital reuniu todos os componentes computacionais empregados no registro e na apuração dos votos nas seções de todo o país. O núcleo do sistema operacional baseado em Linux recebeu as chaves primárias ao lado das rotinas criptográficas de proteção. O aplicativo responsável por apresentar os candidatos na tela da urna e emitir os avisos sonoros foi compilado nessa etapa restrita. Profissionais empacotaram os instaladores de carga.

O programa que transfere arquivos dos computadores das zonas eleitorais para os aparelhos de votação funciona com chaves públicas e privadas. O método barra a gravação de arquivos não autorizados dentro dos equipamentos. Os sistemas geradores de listas de candidatos, eleitores e mesas receptoras passaram pela mesma checagem de integridade. Módulos de rede codificam os boletins antes de enviá-los aos servidores da corte. A ferramenta de totalização foi protegida com as demais aplicações.

Fases cronológicas do ciclo de fiscalização eleitoral

O roteiro de verificação do sistema obedece a um cronograma técnico formulado para assegurar a autenticidade do resultado eleitoral:

  • Compilação dos códigos-fonte: engenheiros do Tribunal Superior Eleitoral transformaram o código original em linguagem binária legível pelos aparelhos entre 31 de agosto de 2026 e 4 de setembro de 2026, com acompanhamento de fiscais externos.
  • Assinatura digital e gravação das matrizes: autoridades da corte e representantes civis assinaram os arquivos gerados no dia 4 de setembro de 2026 e gravaram as cópias em discos não regraváveis guardados na sala-cofre.
  • Geração de resumos criptográficos: técnicos calcularam os códigos de verificação das aplicações, fornecendo as chaves públicas que autorizam qualquer cidadão a checar a integridade do material.
  • Distribuição das mídias aos tribunais regionais: os 27 Tribunais Regionais Eleitorais receberam os arquivos criptografados por meio de esquemas monitorados de transporte físico e digital.
  • Cerimônia de geração de mídias nos cartórios: juízes eleitorais locais presidiram eventos abertos para gravar os nomes e as fotos dos candidatos nos cartões de carga e de memória.
  • Inserção de carga e aplicação de lacres físicos: funcionários dos cartórios introduziram os dispositivos nas urnas, executaram o diagnóstico dos botões e fixaram adesivos de segurança produzidos pela Casa da Moeda do Brasil nas fendas dos equipamentos.
  • Sorteio do teste de integridade: a Justiça Eleitoral realizou o sorteio de aparelhos prontos nos colégios eleitorais na véspera da eleição para averiguação pública no dia seguinte.
  • Votação paralela e auditoria com cédulas de papel: voluntários digitaram votos previamente anotados em papel nas máquinas sorteadas durante o horário da votação, permitindo o confronto do boletim eletrônico com a contagem manual sob filmagem contínua.
  • Emissão da zerésima e do boletim de urna: os mesários emitiram o relatório que comprova o saldo zerado às 7h e imprimiram os comprovantes com os votos da seção logo após as 17h.

O circuito de verificação opera continuamente.

Envio e proteção dos binários para as unidades federativas

Logo após o evento em Brasília, o Tribunal Superior Eleitoral despachou os arquivos assinados aos Tribunais Regionais Eleitorais. Redes de dados providas de criptografia dupla conduziram as informações até os servidores estaduais para a gravação das matrizes. Nenhuma corte regional possui autorização ou capacidade operacional para modificar os binários originados na sede central. Servidores municipais utilizam os discos enviados para alimentar os terminais de votação.

Juízes de cada comarca coordenam as sessões públicas de geração dos cartões de dados nos cartórios eleitorais. Fiscais partidários verificam se as chaves das matrizes lidas coincidem com as sequências emitidas em Brasília pelo Tribunal Superior Eleitoral. A incompatibilidade de um único número interrompe na hora a geração dos cartões.

Abastecimento digital e colocação de selos físicos nos gabinetes

A gravação dos cartões de memória antecede a colocação dos dados nos terminais de votação em todas as cidades do Brasil. A urna precisa de duas unidades de memória para funcionar: o cartão de carga com os registros dos candidatos e o cartão de votação para gravar as opções dos cidadãos. Servidores ativam as máquinas, acompanham a gravação lógica e checam o painel de botões, o monitor e a impressora interna.

Assim que os módulos entram no equipamento, funcionários colam lacres de segurança sobre as portas e as junções dos aparelhos. Os adesivos desenvolvidos pela Casa da Moeda do Brasil trazem compostos químicos que reagem e mudam de cor se alguém tentar descolá-los. Juízes, promotores e delegados de partidos rubricam os selos antes de sua aplicação definitiva nos gabinetes plásticos. Um selo violado impede o envio da máquina para a seção eleitoral.

Procedimento de checagem do equipamento durante o pleito

O teste de integridade representa a avaliação mais detalhada do comportamento da urna e ocorre de forma concomitante ao pleito oficial. No sábado anterior à votação, juízes e representantes partidários sorteiam terminais prontos que já estavam alocados nos locais de votação. Veículos oficiais transportam as urnas sorteadas até as sedes regionais ou salas designadas, substituindo-as por aparelhos reservas nos colégios de origem.

Na sala de auditoria, técnicos e cidadãos voluntários reproduzem votos registrados em formulários de papel por legendas e estudantes em urnas sob vigilância ininterrupta de câmeras de vídeo instaladas no recinto para documentar cada tecla acionada. Um sistema paralelo registra as opções das cédulas de papel ao mesmo tempo em que o digitador insere os votos no teclado da urna. As equipes comparam o boletim impresso ao fim do dia com o relatório manual dos votos de papel. Os totais devem bater com precisão absoluta em cada nome registrado. O teste confirma que a contagem do equipamento opera de forma correta.

Fiscalização independente por meio de checagens nos cartórios

A Justiça Eleitoral também autoriza auditorias complementares nos cartórios das comarcas durante a votação. Essa operação confere os sistemas das urnas diretamente nas seções por meio de softwares desenvolvidos pelas próprias entidades fiscalizadoras e agremiações partidárias. Peritos conectam ferramentas próprias nas máquinas para validar se o resumo digital dos códigos corresponde àquele assinado em Brasília em 4 de setembro de 2026.

A checagem descarta alterações nas zonas.

Se as assinaturas digitais divergirem dos registros oficiais, os delegados partidários anotam o fato em ata e encaminham a urna para análise pericial. Essa auditoria descentralizada reforça a confiabilidade do processo e assegura acompanhamento externo direto das máquinas em atividade. Todos os comandos operacionais ficam gravados no arquivo de log da máquina sem violar o sigilo da preferência do cidadão. Os dados de fiscalização são de domínio público.

Impressão do relatório inicial e extração do boletim final

O ciclo de controle ganha visibilidade pública na abertura dos trabalhos nas seções eleitorais de todos os estados. O presidente da mesa receptora inicia a operação da urna às 7h diante dos mesários e dos fiscais presentes na sala de votação. O equipamento gera a zerésima, comprovante impresso que comprova que nenhum concorrente possui voto computado até aquele momento. Todos os componentes da mesa assinam o relatório de papel.

Ao término da recepção de votos, o equipamento emite as vias do boletim de urna com os totais de cada concorrente e grava os dados criptografados no cartão de memória. Mesários fixam uma via impressa na entrada da sala para conhecimento imediato dos eleitores, enquanto o cartão de memória é transportado para o ponto de transmissão de dados.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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