Caixa libera abono do PIS/Pasep de até R$ 1.621 em setembro

Por 6 min de leitura
Dinheiro, FGTS, Pis Pasep Foto: Dinheiro, FGTS, Pis Pasep - Foto: Brenda Rocha Blossom/ Istockphoto.com

A Caixa começa a liberar os saques do abono salarial do PIS/Pasep referente ao ano-base 2024 em 1 de setembro de 2026 para os trabalhadores com carteira assinada em todo o país. O pagamento acontece de forma conjunta para todos os cidadãos habilitados, sem divisão por data de nascimento ou dígito de matrícula. Os beneficiários podem retirar os valores disponíveis até 31 de dezembro de 2026.

A verba atende os profissionais com registro civil regularizado durante o ciclo de apuração. O cronograma unificado elimina as antigas filas escalonadas por mês.

O teto pago a cada pessoa chega a R$ 1.621 para quem atuou formalmente durante os 12 meses de 2024. A divisão do piso nacional ocorre de maneira proporcional ao tempo efetivo de trabalho sob as normas vigentes. O pagamento é proporcional. Cada mês trabalhado dá direito a uma parcela calculada de acordo com as diretrizes da legislação trabalhista.

Regras de enquadramento definem quem recebe os repasses em 2026

As exigências para ter acesso ao abono salarial constam na Lei nº 7.998/90 e nas normas aprovadas pelo Codefat. O cidadão precisa atender a requisitos técnicos específicos vinculados ao ano-base 2024 para obter o dinheiro.

O trabalhador comprova o período de inscrição prévia e a faixa salarial estipulada pelo governo federal. A habilitação na folha exige o cumprimento simultâneo de quatro critérios centrais. São parâmetros que garantem a concessão da renda aos beneficiários.

  • Cadastro ativo no programa PIS/Pasep por pelo menos cinco anos.
  • Exercício de atividade com registro em carteira por no mínimo 30 dias em 2024.
  • Ganho médio mensal de até dois salários mínimos ao longo do ano de referência.
  • Envio correto das informações profissionais pela empresa contratante no eSocial.

A contagem dos dias considera como mês integral o período igual ou superior a 15 dias de serviço com carteira assinada dentro do mês civil, enquanto períodos inferiores a essa marca ficam de fora do cálculo do benefício. O preenchimento adequado do eSocial pelo departamento de recursos humanos garante a inclusão automática do profissional na lista da Caixa.

Escala de cotas calcula benefício com base nos meses trabalhados

O valor transferido a cada trabalhador varia entre R$ 135,08 e R$ 1.621, conforme a quantidade de meses registrados no ano-base. O método oficial reparte o salário mínimo em doze partes iguais para definir a cota devida. Quem exerceu atividade por período inferior a 30 dias corridos perde o direito ao benefício financeiro. O banco público coordena a distribuição monetária das cotas em território nacional.

  • 1 mês trabalhado: R$ 135,08
  • 2 meses trabalhados: R$ 270,17
  • 3 meses trabalhados: R$ 405,25
  • 4 meses trabalhados: R$ 540,33
  • 5 meses trabalhados: R$ 675,42
  • 6 meses trabalhados: R$ 810,50
  • 7 meses trabalhados: R$ 945,58
  • 8 meses trabalhados: R$ 1.080,67
  • 9 meses trabalhados: R$ 1.215,75
  • 10 meses trabalhados: R$ 1.350,83
  • 11 meses trabalhados: R$ 1.485,92
  • 12 meses trabalhados: R$ 1.621,00

Os empregados que completaram o ano de 2024 com 12 meses de vínculo formal sacam a quantia máxima de R$ 1.621. O repasse premia proporcionalmente a permanência no emprego regular.

dinheiro saque pis pasep caixa fgts

Canais digitais e telefone permitem checar saldos antes do saque

A consulta prévia aos montantes ocorre por meio de ferramentas virtuais oficiais e canais telefônicos mantidos pelo governo federal. O trabalhador confere o número de meses apurados e o meio bancário de pagamento sem custos adicionais. A checagem remota evita idas desnecessárias às unidades de atendimento.

O aplicativo da Carteira de Trabalho Digital funciona em celulares com sistemas conectados à rede. A plataforma exige a autenticação cadastrada na conta pública.

  • Acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital no telefone celular.
  • Fazer o login com CPF e senha na conta do Portal Gov.br.
  • Entrar na área do menu inferior e clicar em Benefícios.
  • Abrir a opção Abono Salarial para consultar a situação do cadastro.
  • Tocar no item Pagamentos para checar os valores e o banco pagador.

Os interessados também podem verificar as informações cadastrais navegando diretamente pelo Portal Gov.br em qualquer computador. A pasta do trabalho oferece o telefone 158 do Alô Trabalho com atendimento gratuito entre 7h e 22h, de segunda a sábado, exceto feriados. Situações com inconsistências cadastrais demandam atendimento presencial nas Superintendências Regionais do Trabalho. Esse suporte requer agendamento prévio no órgão governamental.

Opções bancárias e presenciais garantem a retirada do dinheiro

A instituição financeira disponibiliza alternativas eletrônicas e físicas para a liberação dos depósitos aos beneficiários. Quem possui conta corrente ou poupança na Caixa recebe o dinheiro de forma direta e automática.

Para quem não tem vínculo prévio com o banco, o sistema abre uma Conta Poupança Social Digital sem custo de manutenção. O aplicativo Caixa Tem permite movimentar o saldo por meio de pagamentos de contas, transferências e uso do cartão de débito virtual. Os canais remotos agilizam a utilização da renda sem a necessidade de comparecimento ao banco.

Os usuários que preferem receber o benefício em espécie podem recorrer a quatro opções de retirada presencial. Os guichês e caixas funcionam dentro do horário padrão.

  • Terminais de autoatendimento bancário com Cartão Social e senha.
  • Casas Lotéricas com apresentação de documento de identificação e validação de senha.
  • Pontos credenciados de Correspondentes Caixa Aqui.
  • Agências da Caixa no balcão presencial com documento oficial com foto.

Os terminais de autoatendimento equipados com sensores biométricos autorizam a liberação dos recursos sem necessidade de cartão. O cidadão precisa ter as digitais previamente cadastradas no sistema do banco para usar a tecnologia. O serviço opera de acordo com a disponibilidade técnica de cada ponto de atendimento.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

Notícias relacionadas