Inca projeta 17 mil novos casos de câncer no colo do útero

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Gravidez Maternidade Câncer Foto: Dragana Gordic/Shutterstock.com

O Instituto Nacional de Câncer registrou a estimativa de mais de 17 mil novos diagnósticos de câncer no colo do útero no Brasil para o ano de 2023. A enfermidade representa a terceira neoplasia de maior incidência entre o público feminino no território brasileiro. O órgão técnico reforça a necessidade de exames preventivos frequentes para frear a evolução das lesões malignas.

Exames regulares evitam complicações graves. A realização periódica do Papanicolau no Sistema Único de Saúde permite detectar alterações celulares com antecedência e reduz drasticamente o desenvolvimento de tumores cervicais invasivos.

Manifestações de hemorragias vaginais fora do padrão

A perda sanguínea sem relação com o calendário menstrual ou logo após o contato íntimo exige avaliação em consultório médico. Mulheres que já atingiram a menopausa e voltam a sangrar também devem procurar atendimento especializado. Quadros como desequilíbrio hormonal, síndrome do ovário policístico e infecções sexualmente transmissíveis costumam provocar sintomas similares.

A ocorrência de sangramentos atípicos fora do ciclo menstrual decorre da fragilidade característica dos vasos que irrigam as estruturas tumorais, que se rompem com facilidade e passam a lesionar progressivamente os tecidos saudáveis adjacentes com o avanço da enfermidade. Lesões expansivas aceleram essas rupturas locais.

Secreções atípicas com alteração de espessura e odor

O corrimento fisiológico normal apresenta aspecto translúcido ou esbranquiçado, textura elástica e ausência de cheiro fétido. A proliferação celular maligna danifica a mucosa genital e prejudica a produção dos fluidos corporais habituais. Por conta disso, a secreção adquire coloração amarronzada, traços hemáticos e odor forte decorrente de processos necróticos ou infecciosos associados.

Indícios clínicos de secreção com sangue também surgem em momentos do ciclo reprodutivo como a ovulação ou a gestação. A presença exclusiva de odor ruim decorre com frequência de vaginose bacteriana.

Incômodos durante as relações e reflexos na pelve

O atrito durante o ato sexual provoca dor aguda, pontadas ou queimação quando a estrutura do colo uterino se encontra inflamada pelo tumor. O quadro doloroso decorre da sensibilidade gerada pela pressão contra tecidos comprometidos na região baixa. A investigação clínica descarta patologias como endometriose, síndrome do intestino irritável e infecções pélvicas.

A dor na coluna lombar decorre da pressão física de tumores avançados sobre feixes nervosos, ossos da bacia e órgãos vizinhos. Problemas ortopédicos e tensões musculares também causam desconforto dorsal.

Alterações no trato urinário e no funcionamento digestivo

A proximidade anatômica entre a base do colo uterino e a bexiga faz com que tumores em crescimento comprimam as paredes vesicais e interfiram no fluxo urinário. Pacientes relatam maior frequência de micção, sangramento na urina e incontinência involuntária. Manifestações desse tipo atingem pacientes com infecção de trato urinário no Hospital das Clínicas ou na rede ambulatorial básica.

O avanço tumoral atinge também o intestino e bloqueia a passagem mecânica do bolo fecal ao longo do trato digestivo inferior. Os sintomas decorrentes incluem constipação severa, distensão abdominal crônica, enjoo e episódios de vômito.

  • Perda ponderal repentina provocada pela ação inflamatória das citocinas no metabolismo basal
  • Inchaço nos membros inferiores decorrente do bloqueio tumoral sobre os gânglios linfáticos pélvicos
  • Compressão mecânica crônica das paredes da cavidade pélvica gerando dor irradiada para as pernas

O crescimento de células neoplásicas alcança as cadeias linfáticas situadas entre os ossos ilíacos, causando edemas acentuados nos membros inferiores. Circulação venosa deficiente, varizes ou acúmulo de líquidos corporais geram inchaços parecidos em gestantes e pessoas obesas. O exame físico criterioso em pronto-atendimento hospitalar define a causa primária.

A resposta inflamatória induz o organismo a produzir proteínas chamadas citocinas, substâncias que aceleram o gasto calórico diário e provocam a quebra precoce de massa magra e gordura. Condições psiquiátricas e distúrbios de absorção alimentar causam perda de peso semelhante sem relação com o câncer.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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