Paulo Maia lista 6 doenças ligadas a fezes de pombos nas cidades
O diretor-presidente da SOS Aves e Cia, Paulo Maia, afirmou que os pombos da espécie Columba livia não atuam como vetores originais de patologias nos centros urbanos. O biólogo e professor Lucas Jaques de Oliveira reforçou que a própria população atrai essas aves ao descartar comida de forma inadequada nas ruas.
Transmissão aérea a partir de dejetos desidratados
As fezes secas liberam fungos.
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Oliveira explicou que os dejetos desses animais contêm fungos Cryptococcus e outros agentes infecciosos que se dispersam no ar logo após a dessecação do material orgânico. A inalação dessas partículas em suspensão transmite problemas de saúde para pessoas que circulam por áreas contaminadas. Paulo Maia reiterou que a ave atua apenas no transporte desses microrganismos ao vasculhar locais com acúmulo de lixo.
Contaminações associadas à presença das aves
O contato com as fezes deixadas em áreas públicas expõe moradores e transeuntes a infecções de diferentes níveis de gravidade. Oliveira identificou seis complicações principais decorrentes da exposição a esse material:
Saiba mais: Entenda os riscos reais de doenças transmitidas pelas fezes de pombos nos centros urbanos
- Meningite, apontada pelo biólogo como a condição mais grave pelo risco de morte
- Criptococose, contraída pela respiração dos fungos presentes nos resíduos secos
- Histoplasmose, infecção que também atinge as vias aéreas
- Toxoplasmose, transmitida pelo contato com dejetos contaminados
- Dermatites causadas pelo contato direto com penas ou resíduos
- Alergias respiratórias desencadeadas pelo pó residual das fezes
Maia comparou as aves aos morcegos e ratos urbanos.
Falta de alimento natural e busca por restos
Embora prefiram consumir sementes e grãos no ambiente natural, a superpopulação urbana e a escassez de fontes adequadas forçam esses animais a procurar restos de comida em lixeiras públicas espalhadas por praças e vias com grande circulação de pessoas. Os pombos não possuem exigência quanto ao paladar e ingerem qualquer sobra disponível no chão. Esse comportamento intensifica a permanência dos bandos próximos aos humanos.
Oliveira alertou que fornecer comida deliberadamente nas ruas estimula as aves a ocuparem praças de forma contínua. A ausência de limpeza periódica nesses espaços públicos amplia a concentração de fezes nos bancos e calçadas.
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