Uso do FGTS em consórcios imobiliários movimenta R$ 257 milhõesPor Beatriz
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Trabalhadores brasileiros destinaram o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para operações de lance, complementação e amortização em consórcios imobiliários.
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios registrou R$ 257,68 milhões liberados entre janeiro e julho de 2026 para consórcios habitacionais, montante 32,9% superior aos R$ 193,85 milhões computados no mesmo intervalo de 2025. O avanço reflete a procura contínua.
O volume de novas cotas comercializadas alcançou 979,7 mil unidades nos primeiros sete meses de 2026, número que representa um aumento de 40,8% sobre a quantidade negociada no ano anterior. A base total de consorciados ativos atingiu 3,32 milhões de pessoas. Essa marca supera os 2,45 milhões contabilizados anteriormente.
O diretor executivo do Consórcio Nacional Bancorbrás, José Climério Silva Souza, afirmou que a modalidade atrai compradores pela ausência de juros bancários tradicionais e pela previsibilidade contratual, permitindo a estruturação financeira prévia para quem pretende comprar uma casa.

Modalidades de aplicação do saldo vinculado em cotas imobiliárias
O saldo disponível financia a oferta de lances em assembleias, quita saldos residuais ou reduz encargos periódicos. As diretrizes em vigor permitem abater até 80% da prestação mensal com os recursos vinculados.
José Climério Silva Souza informou: “O FGTS pode ser utilizado em diferentes etapas do consórcio imobiliário e, por isso, é importante compreender as regras aplicáveis, antes de decidir como empregar esses recursos”.
A liberação dos montantes exige enquadramento legal prévio do titular, da unidade habitacional e da transação perante os critérios operacionais. Os interessados devem apresentar documentação comprobatória antes da formalização do pedido.
O modelo reúne participantes em grupos organizados que recolhem mensalidades para a composição de um caixa comum voltado à compra de propriedades. As cartas de crédito saem por sorteios periódicos ou lances nas reuniões mensais. A composição dos boletos inclui taxa de administração, fundo de reserva e seguros contratuais.







