Asteroide gigante atinge a Lua e abre cratera inédita, diz NASAPor Luís Henrique Costa
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Pesquisadores da NASA confirmaram em 17 de setembro de 2026 a localização de uma cratera lunar com extensão similar à área de dois campos de futebol. O relevo recém-formado possui encostas íngremes, mede aproximadamente 222 metros de largura por até 43 metros de profundidade e representa a maior marca desse gênero já vista no sistema solar.
Colisões desse porte acontecem em intervalos médios calculados em 132 anos, período em que agências espaciais planejam bases permanentes para abrigar astronautas no satélite.
O trabalho de identificação começou quando o pesquisador Robert Wagner, operador da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA, examinou um vasto mapa da superfície em maio de 2024 e notou um sinal brilhante de proporções atípicas cercado por uma borda escura. O registro estava arquivado entre as imagens capturadas pelos sensores orbitais.
Wagner afirmou que a marca na imagem indicava uma alteração física recente no solo.
O choque atingiu o setor oriental da Lua em algum momento entre os meses de abril e maio de 2024. O objeto espacial causador da colisão, que pode ser um asteroide ou cometa, possuía dimensões próximas às de um edifício de seis andares.
“Este evento constitui uma observação estatisticamente rara, que ocorre praticamente uma vez na vida”, relataram os cientistas em análises técnicas sobre a queda do corpo celeste.
A cavidade aberta no solo lunar recebeu o nome de Thomas McGetchin, antigo diretor do Instituto Lunar e Planetário de Houston. O diâmetro atual supera em três vezes o antigo recorde registrado pela LRO há dez anos.
Nenhum telescópio detectou o choque.
Os registros de lente angular colhidos pela LRO permaneceram sem análise no banco de dados até agosto de 2025. Fotografias de alta resolução foram obtidas posteriormente pela sonda para consolidar a constatação física.
A energia dissipada durante a queda abalou a estrutura do solo por uma distância superior a 100 quilômetros do ponto central.
O cientista-chefe dos sistemas fotográficos da LRO, Mark Robinson, informou que detritos e poeira rochosa voaram em trajetórias mais inclinadas do que os modelos previam. Essa distribuição anormal de fragmentos auxiliou os pesquisadores no cálculo da trajetória do corpo espacial.
Medições complementares mapearam uma mancha térmica fria de 6,4 quilômetros de extensão em volta da cratera, evidência direta da descompactação da cobertura superficial rochosa.
A queda de temperatura local decorre da projeção de sedimentos que deixam o manto arenoso menos denso e incapaz de reter a radiação solar. O material desprendido forma um isolamento que perde calor rapidamente quando entra na escuridão.
Os técnicos avaliaram que a largura dessa zona térmica comprova o poder das colisões de transformar o relevo lunar em distâncias muito superiores ao perímetro imediato da cavidade.
Registros fotográficos mostram colisão provocada por propulsor espacial na Lua
Câmeras em órbita registraram outra depressão originada pelo choque de um propulsor da SpaceX que vagou desgovernado por mais de um ano. O impacto do módulo Falcon gerou uma detonação mecânica correspondente à força de três toneladas de dinamite.
Os comparativos visuais indicam que essa fenda provocada pelo foguete tem 18 metros de extensão e três metros de profundidade.
Linhas escuras no solo exibem terra superficial afetada pela radiação cósmica e pelo vento solar. Raios claros paralelos mostram fragmentos rochosos e sedimentos intocados expelidos de camadas subterrâneas durante o baque.
A Lunar Reconnaissance Orbiter registrou as fotos a uma altitude de 96 quilômetros depois que equipes em solo orientaram os instrumentos na direção da depressão aberta.
A espaçonave LRO opera ao redor da Lua desde 2009 para subsidiar a NASA nos planejamentos de novos pousos tripulados pelo programa Artemis. O monitoramento geológico reduz riscos para a instalação de estruturas humanas de longo prazo.
O voo da Artemis II conduziu astronautas ao redor do satélite antes do retorno ao planeta. A etapa seguinte com a Artemis III tem cronograma voltado para testes de acoplagem orbital em 2027. Manobras semelhantes buscam certificar sistemas vitais de aproximação antes da descida ao solo.
O retorno de astronautas para caminhadas na superfície lunar está reservado apenas para a missão Artemis IV.







