Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

Registros fotográficos comprovam a destruição de um Boeing E-3 Sentry na Base Aérea Príncipe Sultan, situada na Arábia Saudita, após ataques militares executados pelo Irã. A fuselagem do jato partiu inteiramente ao meio e a estrutura da cauda acabou reduzida a peças retorcidas.

Os novos arquivos visuais revelam danos severos em múltiplos complexos operacionais ocupados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos em território do Oriente Médio.

Integrantes em serviço ativo das forças armadas repassaram os registros com os estragos aos centros de triagem de informação. As imagens documentam o colapso de edificações, trailers destroçados e a carcaça de um avião-radar militar.

Os arquivos captados em território da Arábia Saudita e do Kuwait não carregam registros cronológicos específicos.

Um militar americano sob anonimato afirmou que “estes são danos importantes às nossas bases que não foram comunicados ao público americano”. A revelação expôs a falta de transparência sobre os reais prejuízos causados pelas investidas inimigas.

“Estávamos ali, com os olhos fechados, sendo diretamente atacados”, declarou o militar.

A Casa Branca direcionou questionamentos sobre o caso ao Comando Central dos Estados Unidos. O órgão militar não emitiu pronunciamento oficial sobre os danos apresentados.

Não houve validação externa independente das imagens disponibilizadas pelos soldados.

A divulgação ocorreu um dia depois que o órgão de fiscalização do Pentágono confirmou a devastação provocada pelo Irã em instalações militares no Oriente Médio. O documento detalha perdas expressivas de infraestrutura causadas por mísseis iranianos.

Uma tomada específica registra a ruína do Boeing E-3 Sentry na Base Aérea Príncipe Sultan, localizada no solo saudita. A fuselagem partiu ao meio. Os destroços da cauda formaram uma massa de metal retorcido.

Um registro fotográfico similar do mesmo avião de vigilância já havia recebido confirmação técnica preliminar em março de 2026.

Os modelos Boeing E-3 possuem sistemas aéreos de alerta e controle voltados a rastrear alvos e interceptar ameaças em longas distâncias. Esse tipo de aeronave opera como um radar avançado para proteger as frotas em combate.

Durante a investida iraniana contra a base saudita naquele período, 12 militares dos Estados Unidos sofreram ferimentos, sendo dois em estado grave.

Duas imagens atribuídas ao acampamento Buehring, no Kuwait, exibem tendas colapsadas e fumaça densa espalhada pela área operacional. Vários trailers de suporte aparecem completamente destruídos pela força das explosões.

Outro registro fotográfico documenta um prédio de quatro pavimentos perfurado por impacto bélico direto no acampamento Arifjan, também situado em solo kuwaitiano.

Instalações de comunicação por satélite no acampamento Arifjan já haviam sofrido danos consideráveis durante o mês de março de 2026. As autoridades não confirmaram se o registro recente retrata o mesmo bombardeio.

Brian Katulis, ex-assessor de segurança nacional nos governos democrata e republicano, avaliou que o país “não preparou adequadamente suas defesas” diante do poder de fogo inimigo.

“E existem fortes evidências de que adversários americanos, como a China e a Rússia, podem ter ajudado o Irã nos ataques”, afirmou Katulis. O analista atua como pesquisador sênior do Instituto do Oriente Médio.

Katulis acrescentou que “o governo Trump não fez nada para enfrentar estas vulnerabilidades”.

O relatório oficial de fiscalização do Pentágono concluiu formalmente que as ofensivas de mísseis “danificaram e destruíram centenas de construções e estruturas em bases dos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia durante o conflito”. Os dados confirmam a amplitude geográfica dos impactos em território estrangeiro.

O levantamento contábil apontou perdas materiais de US$ 3,7 bilhões em equipamentos, elevando o gasto militar dos Estados Unidos na guerra para US$ 33,4 bilhões até 29 de junho.

Ao longo das semanas de confronto armado, “dezenas de aeronaves americanas foram destruídas ou danificadas”, atesta o documento emitido pelos fiscais. Os bombardeios atingiram frotas estratégicas estacionadas nas pistas.

O inventário oficial inclui cinco aviões de abastecimento militar que acabaram “danificados ou destruídos em terra na Arábia Saudita, por munições iranianas”.

Uma análise elaborada pelo Escritório de Orçamento do Congresso constatou que a Força Aérea não fabrica mais o modelo E-3. Para recompor a frota, os militares precisarão adquirir a versão modernizada E-7.

Pelos cálculos orçamentários do Congresso, cada unidade do E-3 custa US$ 500 milhões, enquanto o prejuízo total acumulado em aeronaves perdidas, drones e baterias antiaéreas atinge US$ 1,9 bilhão.

O Escritório de Orçamento do Congresso alertou para incertezas na contabilidade devido à recusa do Departamento da Defesa em fornecer dados completos. Sem cooperação, os técnicos utilizaram relatórios públicos e bancos de dados abertos da administração federal.

O planejamento detalhado e os custos previstos pelas Forças Armadas para reconstruir as estruturas militares danificadas continuam sem divulgação oficial.

Brian Katulis observou que as despesas mostram o desperdício de recursos por parte de Donald Trump. Para o pesquisador, o prejuízo principal recaiu sobre a capacidade de combate e a prontidão das tropas no cenário global.

Katulis declarou que “os Estados Unidos precisaram desviar equipamentos militares da Ásia para o Oriente Médio, deixando o país e seus parceiros na Ásia mais expostos e vulneráveis à China”.

“O esgotamento das munições americanas deixa a Rússia mais disposta a sondar as vulnerabilidades junto aos aliados americanos da Otan e a prosseguir com sua guerra de agressão contra a Ucrânia”, apontou Katulis. O desfalque no inventário enfraqueceu as reservas estratégicas da aliança militar.

Embora Washington possua capital para reposição bélica, os entraves fiscais domésticos devem atrasar a entrega de novos equipamentos para futuras crises, segundo o pesquisador.

A pressão política para forçar um cessar-fogo com o Irã cresceu rapidamente no Capitólio. O confronto direto começou em 28 de fevereiro, após incursões coordenadas entre forças americanas e de Israel contra alvos iranianos.

Desde as primeiras operações armadas, o Irã lançou mísseis contra instalações dos Estados Unidos, bases em países vizinhos do Golfo e posições israelenses.

Em 15 de setembro, a Câmara dos Representantes aprovou pela terceira vez uma resolução para interromper o combate contra as tropas iranianas. O texto legislativo busca proibir o presidente Donald Trump de ordenar novas manobras bélicas sem o aval do Congresso.

A votação contou com votos dissidentes do Partido Republicano e marca o último ato legislativo sobre o tema antes das eleições parlamentares de novembro.

O avanço da medida esbarra na indefinição do Senado, que não agendou data para apreciação do projeto. A liderança da câmara alta não confirmou interesse em pautar a matéria.

No mesmo dia 15 de setembro, o deputado republicano Thomas Massie ingressou com um pedido de impeachment contra o secretário da Defesa, Pete Hegseth, em razão do custo financeiro da guerra no Irã.

A Casa Branca rejeitou as acusações contra Hegseth e assegurou apoio irrestrito ao chefe militar. O procurador-geral Todd Blanche afirmou a repórteres que o secretário vem fazendo um trabalho fenomenal.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Polícia descarta investigar por homicídio namorado de jovem que caiu do 7º andar

  2. Destaques

    Júnior Bauru tem Porsche cercado na Lagoa e assaltante acaba baleado no Rio de Janeiro

  3. Destaques

    Detran-RJ emite Carteira de Identificação da Mãe Atípica sem custo

  4. Receita Federal

    Saiba como será o Split Payment: reforma tributária divide imposto na hora da compra e muda rotina de empresas no Brasil

  5. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  6. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

  7. Destaques

    Bob Dylan se encontra com o Papa Leão XIV no Vaticano após mediação cultural

  8. Destaques

    Tornado no Aeroporto de Chapecó atinge 126 km/h, arranca teto de terminal e cancela voos em Santa Catarina

  9. Destaques

    Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, morre aos 48 anos em São Paulo

  10. Serasa

    Feirão Limpa Nome da Serasa oferece descontos de até 99% para quitar dívidas no Brasil até 6 de dezembro

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.