Sonda da NASA acha cratera de 222 metros na superfície lunarPor Janderson Luiz
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A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, operada pela NASA, localizou na Lua uma cratera com 222 metros de largura formada pelo choque de um asteroide ou cometa, conforme dados divulgados em 17 de setembro de 2026. A estrutura recebeu o nome de McGetchin e figura como a maior marca de colisão conhecida a surgir no satélite em tempos recentes.
O cientista Robert Wagner identificou o acidente geográfico ao confrontar registros fotográficos da superfície lunar.
Dimensões da cratera McGetchin superam a área do Coliseu
A formação rochosa possui 43 metros de profundidade, medida capaz de abrigar três ônibus escolares enfileirados na vertical sob sua borda externa. Cálculos realizados pela equipe técnica indicam que o corpo celeste responsável pela explosão media entre o equivalente a um prédio de três andares e um de seis pavimentos, porte capaz de provocar estragos substanciais na crosta rochosa. A colisão foi violenta.
Pesquisadores vinculados ao projeto estimam que ocorrências com essa magnitude acontecem no solo lunar apenas uma vez por século ou em intervalos ainda mais espaçados. O material ejetado pelo choque acabou arremessado a distâncias que ultrapassam 100 quilômetros da zona do impacto direto.
Alterações no solo deixam a temperatura noturna 9 °C menor
Um estudo complementar constatou que um perímetro de sete quilômetros ao redor de McGetchin registra temperaturas noturnas aproximadamente 9 °C mais baixas em relação ao relevo vizinho. A queda térmica decorre de alterações no regolito, camada de poeira e pedregulhos que recobre todo o chão lunar. A violência do golpe descompactou esses sedimentos, tornando a camada menos densa e reduzindo a retenção natural do calor acumulado durante o período diurno.
- Queda térmica noturna em uma faixa de sete quilômetros ao redor da depressão
- Regolito descompactado e com menor densidade após a pancada
- Projeção de rochas e poeira por distâncias superiores a 100 quilômetros
- Condições modificadas que afetam o deslocamento de veículos lunares no terreno
David Paige, pesquisador da Universidade da Califórnia em Los Angeles, comparou o efeito mecânico do impacto a uma atividade agrícola. “Agora estamos pensando nos impactos como uma forma de cultivar o regolito — revolvendo os sedimentos e colocando na superfície material que normalmente fica abaixo dela”, afirmou Paige.
Câmera de alta resolução confirmou o ponto observado em varredura
A descoberta aconteceu durante uma averiguação de rotina conduzida por Wagner, que notou um ponto luminoso envolto por uma tonalidade escura ao comparar mapas de épocas distintas. “Eu simplesmente parei, larguei tudo e comecei a investigar o que era aquele ponto”, disse Wagner. Softwares de monitoramento automatizado auxiliavam a busca, mas geravam alarmes falsos decorrentes do ângulo solar e da projeção de sombras nas encostas.
A confirmação definitiva das medidas e das características morfológicas ocorreu por meio de fotografias obtidas por uma câmera de alta resolução instalada a bordo da nave orbital.
Impactos frequentes alteram as marcas das missões Apollo
A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter computou mais de mil novas crateras e cerca de 100 mil modificações na paisagem do satélite desde 2009. As medições revelam que a camada de dois centímetros superiores do terreno sofre reviravolta completa a cada 80 mil anos, ritmo mais veloz do que as previsões anteriores sugeriam.
Essa movimentação constante do solo indica que as pegadas históricas impressas pelos astronautas do programa Apollo acabarão apagadas antes do prazo estimado anteriormente. Cientistas concentram esforços na mensuração dos perigos trazidos por detritos em alta velocidade para a integridade de futuros habitats espaciais. Os parâmetros balizarão engenheiros no projeto de blindagens arquitetônicas capazes de resistir a choques semelhantes.
A base operacional da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter mantém o monitoramento orbital contínuo para registrar novas deformações na crosta lunar.








