Médica lista 5 alterações no rosto causadas pelo envelhecimento

Senhora idosa, velhiceSenhora idosa, velhice

Senhora idosa, velhice - qunamax/shutterstock.com

A médica dermatologista Mônica Aribi apontou cinco transformações na face que ocorrem com a passagem dos anos e ultrapassam a formação de rugas e linhas finas. A análise detalha que o envelhecimento resulta de uma série de modificações simultâneas na derme e em estruturas anatômicas mais profundas, atingindo firmeza, pigmentação, área dos olhos, textura e contorno tridimensional.

“A aparência envelhecida resulta de uma combinação de mudanças que acontecem na pele e também em estruturas mais profundas, como a perda de firmeza, alterações no contorno, manchas, alterações ao redor dos olhos e redução da qualidade e da luminosidade da pele. Uma pessoa pode ter poucas rugas e, ainda assim, apresentar manchas, flacidez, alterações no contorno facial ou uma pele com textura e luminosidade diferentes das observadas em uma face mais jovem”, afirmou a especialista, que integra a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

Pigmentação e manchas exigem diagnóstico prévio

As alterações na uniformidade do tom da pele representam o primeiro sinal destacado na avaliação médica. O quadro abrange desde o melasma até as melanoses solares, que possuem gatilhos clínicos distintos e demandam abordagens individualizadas no consultório antes de qualquer intervenção terapêutica.

De acordo com Mônica Aribi, o melasma costuma surgir na idade adulta jovem e afeta prioritariamente regiões anatômicas centrais, como testa, bochechas e buço. As melanoses, por sua vez, manifestam-se a partir do efeito cumulativo da radiação ultravioleta recebida ao longo da vida, sem se restringirem apenas à faixa entre 40 e 50 anos. A dermatologista reforça que o melasma não apresenta cura definitiva, exigindo controle contínuo, melhora gradual e manutenção rigorosa da fotoproteção solar para impedir a reativação dos pigmentos.

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Flacidez remodela tecidos profundos e mandíbula

O segundo aspecto listado corresponde à flacidez e à perda de sustentação facial. O avanço do tempo modifica a densidade e a organização das fibras de colágeno e elastina, além de afetar compartimentos musculares e de gordura localizados abaixo da pele.

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“Com o envelhecimento, ocorrem alterações na estrutura e na organização do colágeno e da elastina, além de mudanças em tecidos mais profundos da face. O resultado pode ser percebido pela perda de definição do contorno, surgimento de áreas de flacidez e alteração da posição dos tecidos”, explicou Mônica Aribi. Em muitos atendimentos clínicos, o paciente relata que a linha mandibular perdeu nitidez ou que a região inferior da face adquiriu aspecto mais pesado, mesmo sem a presença de sulcos ou rugas profundas.

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Bolsas palpebrais e textura superficial

O terceiro sinal envolve a região periorbital. Bolsas nas pálpebras inferiores e sobra de pele acentuam a impressão de fadiga contínua no olhar. Segundo a médica, esse quadro nem sempre deriva apenas da idade, visto que características genéticas, retenção hídrica temporária e projeção das bolsas de gordura podem gerar esse aspecto em fases anteriores da vida. A distinção entre excesso de pele, flacidez muscular e anatomia congênita define a estratégia de cuidado para a região.

Como quarto fator, a especialista indicou a perda de viço e o aumento da opacidade cutânea. A desaceleração na renovação celular e o desarranjo da matriz extracelular tornam os poros mais aparentes e conferem irregularidade ao toque superficial. Esse processo diminui a capacidade da pele de refletir luminosidade, provocando aspecto opaco independentemente de linhas marcadas na derme.

Rejuvenescimento tridimensional preserva contorno facial

A quinta transformação consiste na modificação do desenho facial geral, com queda nos tecidos da região malar, correspondente às maçãs do rosto, e esmaecimento da linha que delimita a mandíbula em relação ao pescoço.

“Quando há perda de definição mandibular, flacidez no terço inferior ou alterações na região malar, precisamos de um rejuvenescimento planejado de maneira tridimensional”, declarou Mônica Aribi. A dermatologista pontuou que os procedimentos e intervenções clínicas devem respeitar a anatomia original de cada paciente: “O objetivo deve ser preservar a identidade do rosto e melhorar a qualidade da pele e o contorno sem transformar as características individuais do paciente”.

Cinco alterações faciais mapeadas na consulta clínica

  • Manchas pigmentares: melasma na testa, bochechas e buço, além de melanoses causadas pelo acúmulo de radiação ultravioleta.
  • Flacidez e sustentação: desorganização do colágeno e da elastina com perda de firmeza no terço inferior.
  • Região dos olhos: excesso de pele, protrusão das bolsas de gordura palpebrais e retenção hídrica.
  • Textura e viço: desaceleração da renovação celular, perda da luminosidade natural e poros mais visíveis.
  • Contorno e maçãs do rosto: perda de volume na região malar e desestruturação do arco mandibular.

Marcos temporais das alterações na face e avaliação médica

  • Idade adulta jovem — fase em que surgem frequentemente os primeiros quadros de melasma em áreas como bochechas, testa e buço.
  • 40 ou 50 anos — período em que melanoses solares e alterações cumulativas de textura e firmeza tornam-se clinicamente frequentes.
  • 23 de setembro de 2026 — data da apresentação das orientações clínicas da dermatologista sobre os cinco eixos do envelhecimento facial.

Mônica Aribi atua em consultório no bairro de Higienópolis, em São Paulo, possui título de mestra em Ciências da Saúde pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE) e mantém registro profissional sob o CRM-SP 53.387 e RQE 35.101. A médica recomenda que qualquer tratamento voltado à textura, manchas ou sustentação facial seja antecedido por consulta dermatológica presencial para diagnóstico individual das causas subjacentes.