Campeonato inusitado de “tapas nas nádegas” tem premiação e nocaute para quem não aguentar

RXF Slap Campeonato de tapa nas Nádegas - Reprodução/YouTubeRXF Slap Campeonato de tapa nas Nádegas - Reprodução/YouTube

RXF Slap Campeonato de tapa nas Nádegas - Reprodução/YouTube

A organização romena Real Xtreme Fighting consolidou um regulamento oficial para competições femininas de tapas nas nádegas, modalidade de combate alternativo conhecida internacionalmente como Booty Slap ou RXF Slap. O formato ganhou visibilidade ampliada nas plataformas digitais em setembro de 2026, quando um vídeo dos confrontos superou 33 milhões de visualizações na rede social X, impulsionado pelo modelo de impacto físico direto entre as competidoras.

O regulamento prevê disputas decididas por critérios técnicos e resistência física imediata. O texto oficial da organização afirma, em tradução livre: “A regra mais importante: quem resiste aos golpes vence!”. A vitória pode ser confirmada por nocaute, desistência com assistência técnica ou aplicação de advertências acumuladas durante as rodadas.

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Série de dez golpes e tolerância de 30 segundos determinam o nocaute

O confronto direto estabelece uma sequência fixa de dez palmadas desferidas de maneira alternada entre as duas atletas posicionadas sobre a área de combate. A decisão por pontos considera o impacto e a gravidade dos danos visíveis deixados pelos golpes ao término da série estipulada.

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O nocaute tradicional ocorre quando a competidora atingida cai ou se afasta e não consegue retornar à postura de combate no prazo de 30 segundos. Já o nocaute técnico é oficializado quando a própria atleta ou a equipe de apoio no corner decide paralisar o duelo por constatar lesão física que inviabilize a continuidade.

Exigências médicas e disciplinares no regulamento da RXF

As participantes precisam cumprir uma série de determinações protocolares antes de subir ao tablado e iniciar a troca de golpes. O descumprimento das normas disciplinares gera penalidades que encerram a disputa antes do término dos dez ataques previstos.

  • Idade mínima obrigatória de 18 anos para participação em qualquer etapa do evento.
  • Aplicação obrigatória de talco nas mãos antes do início dos golpes.
  • Proibição de substâncias estimulantes, álcool ou qualquer componente tóxico no organismo.
  • Desqualificação automática caso a competidora acumule duas advertências da arbitragem.
  • Interrupção preventiva caso o assistente de canto acione a desistência médica imediata.

Trajetória da organização fundada por Sebastian Vieru

A Real Xtreme Fighting surgiu em 2012 na cidade de Brașov, na Romênia, sob o comando do presidente e fundador Sebastian Vieru. Criada como uma liga profissional de artes marciais mistas, a empresa expandiu sua grade nos últimos anos com atrações voltadas a influenciadores digitais e ligas de bofetadas faciais, segmento no qual competições masculinas chegaram a pagar premiações de 100.000 leus romenos e registraram casos de lesões severas.

A versão feminina de tapas nas nádegas se inspirou no modelo da liga norte-americana Power Slap, adaptando o alvo do impacto físico para o corpo das oponentes. A repercussão do torneio elevou a projeção pública de competidoras romenas como Denise Despa, Roxana Aiftimiei e a finalista Lorette Lorena, que converteram a notoriedade dos duelos em crescimento de público e novos negócios em plataformas de conteúdo digital.

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Valores da premiação seguem sob definição interna

A organização ainda não discriminou em seu regulamento público o valor monetário exato distribuído às campeãs de cada edição individual do Booty Slap. O calendário das próximas etapas da Real Xtreme Fighting para a modalidade deve definir novos confrontos entre as participantes no circuito europeu.