Colinha eleitoral em papel agiliza votação de seis cargos na urna

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Eleição, urna Foto: Eleição, urna - Marciobnws / Shutterstock.com

A colinha eleitoral em papel é recomendada pela Justiça Eleitoral para auxiliar os cidadãos no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para domingo, 4 de outubro de 2026. A medida busca dar agilidade ao fluxo de votação e diminuir a formação de filas nas seções eleitorais de todo o país, já que cada pessoa precisará digitar 19 números para selecionar seis candidaturas consecutivas na urna eletrônica.

O uso do papel ganha importância diante do veto ao ingresso de aparelhos eletrônicos na cabine eleitoral. O tribunal sob o comando do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabelece que equipamentos de comunicação e registro de imagem não podem acompanhar o votante no instante da escolha, o que inviabiliza consultas a telas digitais.

TSE proíbe celulares e aparelhos inteligentes junto à urna eletrônica

A legislação eleitoral impede terminantemente o porte de aparelhos celulares, câmeras fotográficas, filmadoras, radiocomunicadores e dispositivos vestíveis, a exemplo de relógios e óculos inteligentes, dentro do espaço reservado para votação, mesmo que os equipamentos permaneçam totalmente desligados. A determinação consta no artigo 137 da Resolução TSE nº 23.759/2026, que regulamenta os atos gerais do pleito.

O texto normativo define que “é vedado à eleitora ou ao eleitor portar aparelho de telefonia celular, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou qualquer instrumento que possa comprometer o sigilo do voto, ainda que desligados”. Diante disso, quem comparecer ao local de votação portando telefone deve desligar o equipamento e entregá-lo aos mesários antes de ingressar na cabine indevassável. O eleitor que se recusar a depositar o item no móvel indicado pela mesa receptora ficará impedido de votar na respectiva seção.

A tentativa de burlar a fiscalização acarreta consequências de ordem penal. O artigo 312 do Código Eleitoral tipifica a violação ou a tentativa de violação do sigilo do voto, estipulando pena de até 2 anos de detenção para quem for flagrado registrando imagens ou vídeos da tela da urna eletrônica durante o ato eleitoral.

Veja também: TSE veta óculos inteligentes na cabine de votação das eleições

Ordem dos seis votos na urna eletrônica em 4 de outubro

Durante a votação do primeiro turno, o equipamento exibe uma ordem sucessiva obrigatória para o preenchimento das opções políticas. O sistema exige atenção redobrada, pois a primeira escolha corresponde à representação parlamentar e as deliberações para os cargos do Poder Executivo encerram o procedimento na cabine.

Para minimizar erros no momento da digitação, a urna eletrônica dispõe de uma pausa programada de segurança de um segundo na tecla verde de confirmação, período em que exibe na tela o aviso para verificação dos dados cadastrais do concorrente antes de processar a escolha.

Os eleitores brasileiros encontram os cargos distribuídos na seguinte ordem sequencial de preenchimento:

  • Deputado federal: 4 dígitos numéricos
  • Deputado estadual ou distrital: 5 dígitos numéricos
  • Senador da República para a primeira vaga: 3 dígitos numéricos
  • Senador da República para a segunda vaga: 3 dígitos numéricos
  • Governador de estado ou do Distrito Federal: 2 dígitos numéricos
  • Presidente da República: 2 dígitos numéricos

Renovação de duas vagas no Senado Federal exige candidatos distintos

A disputa pelas cadeiras da Câmara Alta do Congresso Nacional mobiliza a maior parte da atenção operacional do pleito de 2026. O Senado Federal tem um terço ou dois terços de sua composição alterados de forma alternada a cada quadriênio, em razão do mandato de oito anos reservado aos senadores. Em 2026, a Casa renova dois terços de seus integrantes, totalizando 54 cadeiras em disputa no território brasileiro, situação idêntica à ocorrida nas eleições gerais de 2018.

Por haver duas cadeiras em disputa para cada unidade da federação, a Justiça Eleitoral adverte que o eleitor é obrigado a digitar números de dois concorrentes diferentes para o Senado. Se a pessoa inserir a mesma numeração para a primeira e para a segunda vaga, o sistema da urna eletrônica contabilizará o primeiro voto normalmente e anulará de maneira automática a segunda escolha.

Calendário e regras das Eleições Gerais de 2026

O contingente de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar participa da escolha dos governantes em horário padronizado nacionalmente. Desde as eleições gerais de 2022, o funcionamento das seções eleitorais ocorre de forma simultânea em todos os estados da federação e no exterior, tendo como parâmetro o fuso horário oficial de Brasília.

O cronograma do processo eleitoral estabelece as seguintes datas e condições para a realização dos turnos de votação em todo o território brasileiro:

  • Primeiro turno: domingo, 4 de outubro de 2026, com funcionamento das urnas das 08:00 às 17:00 no horário de Brasília
  • Segundo turno eventual: domingo, 25 de outubro de 2026, com abertura das seções das 08:00 às 17:00 no horário de Brasília
  • Ordem da cédula eletrônica no segundo turno: opção para governador de estado onde houver disputa pendente e, em seguida, opção para presidente da República, ambos com 2 dígitos

Os tribunais regionais eleitorais concluem os preparativos logísticos com o transporte e a lacração das urnas eletrônicas para atender o eleitorado registrado nos 26 estados e no Distrito Federal em 4 de outubro de 2026.

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